segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Meus cotovelos estão doendo.
Os dois.
A gente tem de admitir, com dignidade, quando perde uma disputa.
Admitido, então. :P
Não foi desta vez, mas um dia, a minha estrela vai brilhar...

Sabe como é, além de orgulhosa e cabeça dura teimosa, eu sei que "o tempo é o senhor da razão".




P.S. A tirinha é do Laerte.
Adivinhe quantos dias trabalhei esta semana?
Se você disse sete, acaba de ganhar o prêmio de resposta óbvia do ano.
Final de semana pra que, né?


Bichinhos do Jardim - daqui


sábado, 28 de novembro de 2009



(Tamara de Lempicka)


Eu acredito, acredito mesmo, com todas as minhas forças, que tudo tem um porquê.
Chame do que quiser. De crença, de bobagem ou de medo. Eu não me importo com o nome.
Aliás, ultimamente, não tenho me importado com muita coisa.
Não é descaso, não é desdém. É só o entendimento de que o que realmente importa, vai além  do óbvio. E o universo é cheio de sutilezas e curvas sinuosas. Algumas delas, vai desculpando, são as minhas.
Se alguém não enxerga isso, aí já não é problema meu. E essa é uma das diferenças do meu hoje e do meu ontem. Hoje, o que não é problema meu, não é problema meu.
Eu me enxergo assim. E se alguém não me vê dessa forma, o que eu vou fazer? Me submeter?
Você me conhece. Sabe que não.
Se  me quiser por perto, ótimo. Se não quiser, a escolha é sua. E é legítimo e honesto dizer não.
Essa é uma posição que me faz ser honesta e dizer abertamente o que tenho pensado sobre mim. E sobre minhas escolhas. Uma delas é não me esconder mais.
Não é fácil, mas eu já entendi. Sou diferente. Somos únicos em uma imensidão de iguais. Paradoxal? Eu também acho, mas nem tudo é lógico.
Não vou me esconder mais. Nem de você, nem dos meus medos, e nem dos meus sonhos mais inconfessáveis.
Um deles é de me sentir linda. Por dentro, por fora e por todos os lugares.
É engraçado como eu tenho de medo de conseguir e faço tudo ao contrário. Minha mente briga com a minha alma constantemente e temos aqui, não uma relação dialética, mas de poder. Quem é mais forte? O intelecto ou o sentimento?
E eu dou risada. Como se minha mente e meus quereres fossem indissociáveis. Não são, porque ambos sou eu. Um eu que você não conhece. Ainda assim, a lua que eu vejo agora, é a mesma que ilumina o seu caminho  Com a diferença de que um de nós dois, olha para cima e vê o céu, enquanto o outro, mergulha no infinito.

terça-feira, 24 de novembro de 2009


(Angeli)

Além do trabalho cotidiano e ininterrupto, hoje ainda tive de gravar um videozinho (caseiro) para mandar para um "dever" da Pós. Um parto!
Eu sempre me pergunto por que me meto nessas coisas. A resposta é óbvia. E eu simplesmente preciso tomar jeito. Se não gosta, não faça. Essa deveria ser a lei. Como se eu pudesse obedecê-la...

Começou a chover (de novo). Dá pra imaginar a minha carinha de satisfeita, né? :P

Sapato bonito é incompatível com sapato confortável.
Ai meus pés!
:(

Pintei minhas unhas de rosa ontem. Sérião, me sentindo a própria dona de casa fashion dos anos 60. Sabe o pior? T-o-d-o mundo gostou (todo mundo que interessa). Moda, realmente, é uma coisa engraçada. Modismos, então...

Não adianta. Há dias não consigo almoçar direito em casa. Comida tem de ser bonita. Senão, eu não como. Bem criança que faz birra. Eu sei. Mas...

Vou começar a tomar floral de novo. No mínimo, três meses. Já mandei até fazer. A conselheira estelar foi quem indicou, como sempre.  E vou marcar homeopata. Juro.
TPM bem fortezinha, sabe?
Estou escrevendo aqui, para que o mundo e meus três leitores sejam testemunhas de que vou me esforçar, cumprir promessa, etc, etc, blá, blá, blá.

Detesto dia de faxina. E detesto ser fiscal de prova. 
Mas adoro cheiro de hortelã. E capim cidreira. Então, dá licença que vou ali fazer chá pra acalmar os "nervos".
Servido?



domingo, 22 de novembro de 2009

(Klimt, The Kiss)



Calor, calor, calor, é só isso que eu consigo dizer além de: preciso de outro banho gelado.
Pois é, estou sem um pingo de ânimo para qualquer coisa. Esse calor, definitivamente, me atordoa.
Fico sabor limão azedo. :P

Tenho tanto e-mail não lido (e não resolvido) na caixa postal que ando com medo de uma rebelião interna por aqui. Daqui a pouco meu computador entra em greve por causa disso.

Dormi tanto no feriado (salve Zumbi!) que acordei com dor nas costas. Estava mesmo precisando. O engraçado é que só o corpo descansou. A mente anda a mil.

Maurício de Sousa lançou, na revista da Tina, seu primeiro personagem gay, o Caio.
Comprei!
Sou fã, você sabe. E, é tão primitiva essa relação que as pessoas têm com a sexualidade alheia que me dá preguiça. Além do mais, jogar pedra no telhado dos outros é sempre deselegante (e perigoso).

Peguei dois filmes pra ver esses dias: Coraline e Crepúsculo. Você leu direito: Crepúsculo. Todo mundo está falando tanto que resolvi arriscar. A verdade é que é bonitinho. E só.
Romantiquinho e para adolescente.
Vai parecer que eu sou uma velha de 200 anos, mas não há cena vampiresca mais linda e sexy no mundo que o Vlad (o drácula de Bram Stoker) virando fumacinha e entrando nos lençois de Mina, a reencarnação da mulher que sempre amou. Pirei a primeira vez que eu vi. Acho lindo toda vez que vejo.
Você sabe, sou romântica. Vênus em touro.
Sem esquecer, é claro, de Anne Rice. Faz muitos, muitos anos que li. Mas lembro, nitidamente, de ter adorado.

Aleluia. Chove. Não gosto, mas se é para melhorar o calor, está valendo. Desde que não haja exageros, claro.


Estou lendo o terceiro livro da quadrilogia (esse nome existe?) do Douglas Adams. Está chato na maior parte do tempo. Ao contrário dos outros dois, que me fizeram rir muito. É claro que tem coisas ótimas também, como o POP" (problema das outras pessoas) e a relação que o autor faz com o espaço-tempo x os restaurantes.


Hoje foi dia de apertar o aparelho. Até a minha alma está doendo. Já me conformei.

Um amigo me perguntou, esses dias, o que fazer para conquistar uma mulher (aparentemente) difícil. Na hora, talvez por causa do chope ou por estar com sono, eu não tenha respondido direito. Mas, depois pensei um pouco sobre o assunto. Nenhuma mulher gosta de ser a quarta da fila. Isso é fato. Não tem mulher que não goste de se sentir especial, desejada e única.
É aquela velha máxima: todo homem quer ser o primeiro da vida de uma mulher. E toda mulher quer ser a última da vida de um homem.
Além do mais, romantismo pode estar fora de moda na teoria. Na prática, continuamos adorando.
Você concorda? Ou... não?

E é isso.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009


(Laerte - daqui)


Diazinho difícil, viu?
Bem difícil.
Sabe o mais engraçado? Assim que cheguei em casa e fui abrir o portão, vi um bêbado deitado, acho que dormindo de álcool, bem na minha porta.
Eu fiquei parada, meio distante, olhando e sem saber o que fazer. Ponderando entre a coragem e o bom senso.
A sorte é que o universo sempre me sorri em uma situação completamente sem sentido como essa. Foi só parar de focar no problema que avistei um motoboy bonzinho entregando pizza no prédio em frente. Atravessei a rua e em 30 segundos (mesmo), ele já estava comigo, em frente ao portão, me escoltando.
Ainda existem cavalheiros neste mundo.
E a vida realmente, às vezes é uma grande piada. Nem sempre refinada. Nem sempre de bom gosto.
Mas enfim, deve haver alguma coisa positiva nisso tudo. Meu lado Pollyana não desiste nunca.

domingo, 15 de novembro de 2009



(Cena do filme "Valentin")

Embora, muito embora, eu tenha ouvido, agora há pouco, que não estou no círculo dos eleitos e, por isso, não sou muito (muito) próxima, concluí que esses anos todos me tornaram medianamente distante e relativamente íntima.
Se você não entendeu, não se culpe. A intenção deste post é alfinetar "o menino mais meigo do mundo", que mesmo com toda essa lonjura, conseguiu me sair com uma dessas.
Mas tudo bem, em um ato de benevolência com o próximo, vou deixar passar. Afinal, está fazendo muito calor e nossos cérebros já estão meio derretidos. Sem contar que a falta de tempo deixa a gente sem noção do que está acontecendo no mundo. Por isso, para ajudar na sua re-conexão com a realidade, resolvi revelar o segredo da vida, do universo e de tudo mais: 


42

E eu sei que você entendeu. E talvez uns dois ou três que vem aqui. O que me faz ficar felizinha, sabe? Porque eu adoro essa coisa toda de conversa em código. Que cá para nós, no meu caso, tem origem na infância e me faz lembrar do tempo bom em que minha única preocupação era passar de ano.
Ai ai...

Falar nisso, se você também já sonhou em ser astronauta, se já sentiu sozinho neste mundo e se teve uma infância reflexiva demais para uma criança, assista à Valentin e descubra que a vida pode ser um talharim.

Mas lembre-se de me convidar, tá? Eu também ainda não vi.


E sim, estou falando sério.

UPDATE: Estou trabalhando neste exato momento aqui na sala, no meio de duzentos quilos de papel e ao mesmo tempo, vendo O Diário de Bridget Jones. Já assisti duzentas mil vezes e toda vez penso a mesma coisa: Marc Darcy é perfeito. E eu fico toda boba, toda boba, sempre que ele diz pra Bridget que gosta dela do jeito que ela é.
É isso, entende? É apenas isso que importa.

sábado, 14 de novembro de 2009


(Karin Momberg - Green Hat)

Eu sei que você tem vindo aqui, vez ou outra, em busca de notícias minhas. E sei que sempre volta "de mãos vazias". Perdão, viu? Não é por querer. A minha desculpa é a mesma de sempre e já nem tem mais graça: falta de tempo.
Prometo compensar. Com açúcar e com afeto. ;)

Falar nisso, Fernanda Takai que me desculpe. Mesmo. Mas existem algumas músicas que, além de sagradas, não combinam com ninguém além do Chico Buarque. A intenção foi linda. O resultado... O mais engraçado é que tinha ouvido essa música, na versão original, ontem. Talvez venha daí o meu desagrado. Talvez...

Ah! E teve o apagão. Eu estava em sala. A luz acabou, os alunos comemoraram e fomos embora. Ficamos todos meio apreensivos, não vou mentir.
Rebouças parada, Paulista parada, tudo escuro e eu com luz alta. Eu e São Paulo. Não é estranho? Luz alta em plena falta de luz...
O mais estranho foi o tamanho do engarrafamento na Paulista. De onde surgiu todo aquele povo?
Sabe o pior? Cheguei em casa e estava faltando água. Tomei um banho de mentira. E saí, no dia seguinte, com a sensação de que sem banho, o dia não iria render.
Voltei na hora do almoço, comprei vários galões de água mineral - daqueles de 20 litros - e encarei um banho de canequinha.
De canequinha, é verdade, mas a água era m-i-n-e-r-a-l. 

Aposto que você nunca tomou banho de água mineral...
O meu próximo passo vai ser um banho com leite de cabra.
Ó que luxo!
:P

Hoje me dei o dia. Conselheira estelar pela manhã e compras à tarde. Coisinhas de menina, sabe? Roupinhas, creminhos, sapatinhos, bolsinhas...
:P
Pensei até em comprar um vestidinho rosa. Mas você me conhece, não combina... Só por isso não comprei. A minha vontade era de mandar um monte de trogloditas para o inferno (com umas palavras bem difíceis) e exibir minhas pernas roliças e totalmente fora de forma em um vestido rosa bemmmm curto. Mundo mais mais primata, esse. 

Eu me prometi que não iria falar disso aqui. Mas, não consigo.
Também não vou fazer discurso social e pernóstico, porque não cabe. Mas uma coisa é certa, eu vou sempre acreditar que o feminismo não exclui o feminino. Temos o direito, sim, de sermos quem somos. De toga, de vestido curto, de calça comprida ou sem nada. E pronto.


Eu disse que estou com mania de verde? Pois é. Há dois anos eu o-d-i-a-v-a a cor verde. Agora virou mania. Engraçado como a gente muda. Até meu paladar está mudando. Odiava água com gás, agora, adoro. E sabe o pior? Eu odiava brócolis. Agora não posso ver, que fico toda saidinha. Brócolis, meu povo. Brócolis. Fim do mundo vai ser o dia que eu deixar de gostar de doce. Aí, pode chamar todos os cavaleiros do apocalipse.

Dei risada hoje, sozinha. Gargalhada mesmo, sabe? Um vexame. Gravei um CD há tempos e dei de presente. Na verdade, faço isso sempre. Já dei CD pra um monte de gente (mesmo). Inclusive, recentemente.
Mas, enfim, a questão não é essa. A questão é que, hoje, finalmente, fui ouvir uma cópia do tal CD e... tcham, que bandeira! O título deveria ser: música para seduzir. Mico. Gorila... Pelamor, viu? Só não senti mais vergonha, porque sei que o destinatário nem sonha com isso. Meu inconsciente manda em mim. Socorro!

Essa eu li recentemente e me fez ficar pensativa um tempão. É atribuída ao Da Vince. "A simplicidade é a extrema sofisticação".
Perfeita, né?

E, com licença. Perdoe a pouca compostura, mas vou ali tomar um banho gelado. São Paulo está um forno e você sabe, pareço um Husky Siberiano no calor.

Té mais.



(Gilmar - daqui)


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vi o velho novo filme Star Trek. Sei que meus nerds preferidos vão torcer o nariz. Mas... achei fraco. Bem fraco, sabe? Ação demais, história de menos e pouco, muito pouco do que me faz ficar horas e horas deitada na cama, assistindo um dvd atrás do outro da série.
Prontofalei.

Comprei um modem da Claro. Primeiro dia de uso e tudo bem. Vamos ver no final do mês quando a conta chegar. A facilidade de uso e a conveniência provalmente compensarão. Tomara.

Moca no Starbucks. Me arrependi. Quente demais para um dia escaldante. Deveria ter pedido uma banheira de gelo. Esse calor realmente não faz bem para a minha alma.

Vi mais um episódio de Ugly Betty hoje. Eu sei, eu sei...

A Piauí de novembro chegou. Não li nem a de outubro ainda.

Adorei essa: "a beleza fica a um click do interruptor". 

Hoje não tem foto, nem tirinha, nem nada. Hoje só tem meu sono.

Boa noite.


domingo, 8 de novembro de 2009




(tira do Luis Fernando Veríssimo)

Este fim de semana dei um tempo para mim. Trabalhei apenas agora à noite.
Pois é, a vida não é apenas o labor. Saí ontem, saí hoje. E, por causa disso, certamente amanhã eu tenha de me virar em duzentas para cumprir as tarefas acumuladas. Mas e daí? Eu mereci esse intervalo.
Tomei vinho com pessoas queridas, ganhei cafuné, falei bobagem, liguei para um amigo briguento e querido que mora longe, comprei coisinhas, pensei em coisonas e até coloquei vontades e quereres em cima da mesa para a conselheira estelar analisar.
Sabe o que mais? Cada um tem a Deana Troi que merece. Eu estou feliz com a minha.
Agora só falta o meu Data. Mas isso é outro assunto...
Falar nisso, finalmente vou ver Star Trek, o filme. Peguei hoje na locadora.
Depois eu conto.

Ah! Ontem recebi uma mensagem muito querida no meio da noite. Só o menino mais meigo do mundo é capaz disso. Dessa vez, ele me avisou do Carl Sagan Day. Ontem, Carl Sagan completaria 75 anos se estivesse vivo. Lembrei da primeira vez que li Sagan. Paixão assim, de imediato.

Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou feliz com essa chuva. O calor melhorou.
Ajoelhai e agradecei.
:P

E é isso.

terça-feira, 3 de novembro de 2009




Calor assim... ardido.
O inverno chega quando, hein?
:P

.

(Attila Wensersky - Vênus)


E cá estou eu, de novo, em um desses contrangedores posts em tons de confissão.
Agora então, vai piorar... a conselheira estelar, hoje, me pediu para escrever em um papel, o que sinto, o que quero e todas aquelas coisas que a gente pensa sobre o futuro.
Vou escrever, justamente por não estar com o mínimo de vontade para isso. Mas não aqui no Transitivo, óbvio. 
Vou escrever com papel e lápis. Talvez eu faça uma fogueirinha depois. Ou talvez o papel fique tão assustado que se rasgue sozinho.
Vai saber...
Por enquanto, fiquemos assim. Promessas (quase) cumpridas e sonhos a realizar.
Tomara que o Universo colabore. E dê Biotônico Fontoura à minha força de vontade.


domingo, 1 de novembro de 2009


(Dali, O Sonho)


Sei lá o que aconteceu com a formatação do Blogspot.
A fonte, ou está miudinha, ou está gigantona.
Paciência, viu? Ai, ai...
E, sim, já tentei mudar de navegador. Usei o IE, o Google Chrome e o Firefox. Necas. Fica tudo igual.
Tudo bem, a vida é feita de mudanças e blá blá blá, etc, etc.

Esta semana foi bem difícil. Bem mesmo. Mas, e aí? Ainda estou aqui. Ainda tenho metas. E vamos combinar que tempestades acontecem mesmo. Sobretudo em mar aberto.
Mar aberto... nem sei porque falei disso. As tempestades têm sido todas na minha prainha particular. Aqui dentro. É sempre assim quando estou muito cansada e quando tenho de tomar decisões importantes. E, sim, está chegando a hora de novo. O que é bom, sabe? Porque o movimento faz a energia girar. E, se eu falo para todo mundo que somos feitos de pó cósmico, por que eu não iria falar para mim mesma?
- Porque você é medrosa.
Boa resposta, se você pensou isso.
Eu sou medrosa, sim. Um tantão. Mas, esta semana me peguei tentando caminhos diferentes. Pequenos caminhos diferentes. E falo, literalmente. Entrei em ruas, subi ladeiras, virei esquinas e nenhuma contramão. Nenhuma. Porque vi a sinalização antes.
E eu quero dar o primeiro passo para que a minha mudança seja completa. Quero sim. Plutão está no meio do meu céu e já me disseram isso tantas vezes que cansei. Quero fazer alguma coisa com isso. Eu quero estar no meio do meu céu. Eu.

Falar nisso, há quatro noites lembro dos meus sonhos. Nitidamente. E eu tomei uma decisão de deixar pelo caminho o que não tem me dado prazer.
Sim, é um recado.
E você sabe, eu gosto de metáforas. Mas desta vez, o sentido é literal.

Post confuso, hum?

Essa sou eu. Lua em Gêmeos. No último grau e fora de curso.

Vou ali andar um pouco. Parar na feira, tomar água de coco, olhar para as pessoas e ficar embaixo do céu azul, com nuvens que não são só as minhas. Nuvens que fazem sombra em uma humanidade sem humanidade.
Mas, eu tenho esperanças.
Em mim, em você e na dança cósmica de um universo brincalhão e bailarino.


































(Henfil. Genial como sempre)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


(Allan Sieber - clique para ler)


A tirinha é auto-explicativa.
Ela explica, inclusive, meu humor hoje.
Bom dia.

domingo, 25 de outubro de 2009



(Picasso. Em 4 linhas)



Tempos de incerteza. E eu com ideias meio loucas.
Isso é bom, sabe? O meu eu apaixonado é um tanto melhor.
Voltar ao mundo das percepções talvez seja o melhor caminho. E isso, é claro, não é planejado.
É tudo muito orgânico, metafórico e intuitivo.
Por isso, desisti do texto enorme que ia escrever. Explicativo. Chato. Burocrático.
Fico com meu desejo errante e eterno de descobrir o novo no velho.
E transformar o velho em poesia.  

"A simplicidade é a extrema sofisticação". Leonardo Da Vinci

sábado, 17 de outubro de 2009


(Laerte - daqui)

Toda a chuva do mundo, hoje. E eu no meio da Marginal, indo trabalhar.
Trabalhar! Sábado.
E ainda tive de ler e-mail mal educado quando cheguei em casa.
Senhor deus da TPM, segure-me. Faça de mim a moça educadinha que a humanidade merece.

Ah sim, a salsa! Delícia de lugar lindo, viu? Também, né... Cidade Jardim. O templo dos novos ricos da cidade. Tirando isso, tudo muito bom: comidinhas, drinks, atendimento... Eu estava *realmente* precisando. Pena que tive de voltar cedo.

Juro, amanhã começo a dieta. Verdade verdadeira. Hoje não dá mais. Teve pizza e você sabe, eu nem gosto muito de pizza, mas...


Sinceramente, acho que fiz bobagem quando troquei o "desktop" aqui do quarto por um notebook. Ainda mais com Windows Vista. Já o netbook (que uso para trabalhar) é muito, muito, muito mais rápido que o note, é menor, é mais bonito e ainda custou a mesma coisa. Melhor compra que fiz em anos.

E o domingão vai ser cheio. Cheio de trabalho.
Quem mandou estudar?
Eu deveria ter escolhido ser dançarina de Axé. Era só ficar magrela, aprender a rebolar e pronto.
O mais importante eu já tenho: sou baiana. Olha só que oportunidade jogada fora...
Na próxima encarnação, talvez. Nesta, já passei da idade.
Nhé!


UPDATE: Começou o (sofrimento) horário de verão. Vamos ver como meu corpitcho vai reagir este ano. No momento, ele vai andar e depois tomar água de coco.
Que a força esteja comigo. :P
.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Aceita um mojito?


Estou tão brava, sabe?
Tão.
Definitivamente, não aprendi a administrar meu tempo.
Minha irritação, provavelmente, é mistura de TPM e cansaço. Poxa vida, eu deveria estar descansando e necas, olha eu aqui, estudando, em plena quinta à noite. E acabei de receber um monte de mensagens:
- Cadê você?
- Perdeu a pizza.
- Tá cheio de gente bonita aqui.

Serião, não sei onde estava com a cabeça quando decidi fazer essa pós. Terceira. Eu já deveria ter aprendido, né? Deveria... mas a boneca, aqui, acha que existe saída pra tudo. Praticamente o Google Maps, eu.
Me lasquei. O objetivo agora é não ficar em recuperação em nenhuma matéria. Recuperação... é pra rir. Eu sei, eu sei.

E hoje está tendo congresso também. Pergunta se eu fui. Cabulei tudo e fui resolver coisas na rua. De metrozão, porque ninguém merece esse trânsito. Na volta, chutei o balde e afoguei minhas angústias em um chocolate quente da Kopenhagen. Gente, o que é aquilo?
Sério. É tão bom, que chega a ser indecente. Aproveitei e comprei váriossssss chocolatinhos pra dar de presente.
Se você me conhece um tiquinho, sabe que sou chegada a esses mimos.
Fiz isso esses dias com os meninos do áudio lá do meu trabalho. Eles sempre me quebram galhos e galhos. Tãooooooo bonitinha a carinha deles me agradecendo...

Amanhã tem festa de aniversário e... salsa.
É, você leu certo. Salsa.
Evidente que não foi ideia minha.
Nhé.
:P
Sou apenas a "secretária" dos meus amigos. O convite é deles, o e-mail com o convite é meu.
Me meto em cada uma...
Quer ir? Dançar bem eu não danço, mas vai ter mojito...
.


(Mafalda, do Quino)


(Bichinhos de Jardim - daqui)

Adivinhe só o que estou fazendo, hoje, no dia dos professores.
Se você disse trabalhando, acertou.
Como prêmio, você tem o direito de lançar as faltas de 32 turmas, fazer 32 diários e corrigir uns 100 trabalhos até segunda-feira.
Ah é, preparar mais ou menos, uns 30 modelos de prova.
E sim, eu amo (de verdade) o que faço, só não amo a burocracia que se tornou fazer tudo isso.
Sabe O Processo, de Kafka?
Então...

(Jaime Guimarães - daqui)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

.
Tem dias que eu "posto" demais.
Tem dias que eu "posto" de menos.
Isso é irrelevante (parece fala de borg).
O que interessa mesmo, é que amo Carl Sagan.
Ele é um dos homens da minha vida. Ou era. :P
Ou sei lá.



.

(Chagall)

A chefe, hoje, mal ajambrada, como sempre, estava para lá e para cá.
E eu, de vestido, sapatinho e com as minhas bochechas vermelhinhas de sol, tive a cara de pau de perguntar se estava tudo bem.
Lógico que não estava. Perguntas idiotas... respostas mentirosas. Ela, em um esforço supremo, sorriu e disse que sim.
Se está tudo bem, não tenho como ajudar, certo?
C.e.r.t.o!
Seria tão mais fácil se as pessoas entendessem, enfim, que dividir é somar. Mas essa matemática parece que não combina com a cabeça taylorista dos chefes, no geral. Fazer o quê, né?
Enquanto isso, na sala de justiça,
em sala de aula, vou fazendo o que posso para que os "meus meninos" se libertem e voem. Com asas invisíveis e gigantes.
Quem sabe um dia eu consiga ir junto...

.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


(Foto e vídeo divulgação, dia da criança Viva Vida)


Esqueci de contar como foi, no domingo passado, a entrega dos donativos no
Instituto Beneficente Viva Vida.
Muito, muito legal, parar uma faixa da Ayrton Senna com uma comitiva pra lá de emocionante e emocionada. Muito bom, mesmo, olhar pelo retrovisor e ver aquele mundo de motos e carros com os piscas-alerta ligados, avisando da nossa chegada.
Ano que vem, conto com você, tá? Sem desculpas.
E, claro, não é preciso esperar até o próximo dia das crianças para fazer uma boa ação. Sempre é tempo de ajudar.
Sempre.
.

(Pingo, meu "sobrinho", fazendo pose)

Eu já disse que amo bicho, né? Gato, cachorro, coelho...
Só não gosto de papagaio.
Medão mesmo.
Pois então, estou com saudade do Pingo. O coelho da minha irmã. Ele morde todo mundo. Menos eu, claro. Sempre que ele vem aqui, fica na mordomia geral. Minha irmã disse que não traz mais. Ele fica "folgado"...

Micro-ondas novo funcionando. Enfim.
É... eu não estava conseguindo ligar.
Sem comentários...

Dias
non sense.
É como se eu tivesse de ressaca permanentemente, mas... não bebo, você sabe. E, quando bebo, dois chopes me derrubam.

Para dor de cabeça, um dorflex, para o estômago, chá de erva-doce. Só não descobri ainda o que faz bem para tanto trabalho acumulado. Um clone, talvez...


Ah é, o All Black. Sinceramente? Caro e o atendimento péssimo. A parte boa foi a música. E só. Para um pub na Oscar Freire, eu esperava (bem) mais.

Falei pra você que comprei um dicionário dos símbolos? Não, né? Sempre quis ter um. Está comprado há uns dois meses. Nem abri. Aliás, eu devo ter uns dez livros aqui, nessa situação. Uma lástima.

Enfim, depois de um jejum de não sei quantos meses, vi dois filmes hoje. Na sala. Minha irmã instalou o dvd novo no meu quarto, mas na sala o clima sempre fica mais familiar. Estou tão canceriana ultimamente...

Esta semana só ouvi coisas edificantes. Um aprendizado morar em Sampa:

- Você quer o desodorante em splay ou rolão?
Rolão, minha gente! Rolão...
O splay eu até perdôo. Mas rolão... eu sou uma moça de família, né?

- Juro que dessa vez, eu vou me emprenhar o máximo pra fazer tudo certo.
- E quem vai ser o pai da criança?
- Como?
- Nada...

- Professora, isso é mídia massante, né?
- É, bem massante, minha filha. Bemmmm massante.

- E esse texto foi póstumo ao que fizemos na semana passada.
- Póstumo?
- É, professora. Fizemos esse texto, depois que a senhora fez as correções no da semana passada.
- O da semana passada deve ter morrido de desgosto, suponho...
- Não entendi.
E eu sorrio, sem ter o que responder.

Prometi ao menino mais meigo do mundo, uns links de quadrinhos e afins.
Acho que o "meu leitor" nº 11 também vai gostar, então...

Pablo Carranza: http://www.pablocarranza.com/
Manual do Minotauro (Laerte): http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/
Muriel Total (Laerte): http://murieltotal.zip.net/
Bichinhos de Jardim: http://bichinhosdejardim.com/
Adão: http://adao.blog.uol.com.br/
Blog do Galhardo: http://blogdogalhardo.zip.net/
Niquel Náusea: http://www2.uol.com.br/niquel/
Malvados: http://www.malvados.com.br/
Um sábado qualquer: http://www.umsabadoqualquer.com/
Clube da Mafalda: http://clubedamafalda.blogspot.com/
Toda Mafalda: http://www.todamafalda.com.br/
Blog do Benett: http://blogdobenett.blog.uol.com.br/
Gilmar On-line: http://gilmaronline.zip.net/
Allan Sieber: http://talktohimselfshow.zip.net/
Casa do Snoopy: http://casadosnoopy.blogspot.com/
Vida besta: http://www.vidabesta.com/tiras.php
Chiquinha: http://chiqs.blog.uol.com.br/
Depósito do Calvin: http://depositodocalvin.blogspot.com/
Frases ilustradas: http://frasesilustradas.wordpress.com/
Por João: http://www.porjoao.blogspot.com/
Tirinhas.com: http://www.tirinhas.com/

Vou ali ver filme. Mais um.
No quarto, embaixo das cobertas.
Ou ler.
Ainda não decidi.
:P

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sábado, 10 de outubro de 2009


(Escher)

Noooussa, tanta coisa acumulada pra falar. Tanta! Mas você já sabe... sem tempo. Pois é, o Transitivo está virando monotemático. Sem tempo, sem tempo, sem tempo. Só dá isso.

Hoje fui ao melhor restaurante vegetariano do mundo (nhé). Fica no Centro, perto da Estação da Luz. Acho que o nome é Lotus. Peguei um monte de cartão e depois repasso. O mais bonitinho foi a escolha. A única natureba do grupo era eu. :P

Aliás, natureba vírgula. Adoro uma bobagem, mas não sou fã de bolo. Só que a mamilis fez um, hoje, de milho com passas que pelamor. A casa está cheirando a bolo. Não resisti e estou aqui, comendo de joelhos. Vai ter mão boa assim pra doce em outro canto. Afe!

Fui comprar um presente ontem e quase chorei. A Saraiva, aqui perto de casa, está um luxo. Tanta coisa boa e eu nem consigo ler meus gibis. Pra falar a verdade, ultimamente, está dureza conseguir ler qualquer coisa que não seja livro técnico ou e-mail. Mas não resisti. Você sabe, sou doente. Além dos dois livros de presente, comprei um pra mim, da Marisa Lajolo. É uma espécie de coletânia de textos de autores consagrados sobre obras de arte que foram ou são importantes para cada um deles. Mais ou menos como "um texto para uma tela que me inspirou". Nunca vi nada tão parecido comigo. E é um livrinho, fino, laranja, modesto. Mas, tão lindo que, juro, cada pedacinho de mim sorriu quando viu. E, claro, ainda não li. Mas vou. Juro. Talvez hoje de madrugada, quando chegar.

Saudades dos meus amigos, sabe? De dois, em específico. E não digo quais são. :P

Um aluno me deu toda a discografia do Pink Floyd em mp3. Pergunta se não estou feliz.
E sim, apesar de brava, ainda existem pessoas neste mundo que vencem o medo e chegam perto.
Tudo o que mais gosto da vida é de carinho, mas tem gente que não se toca.
:)

Daqui a pouco vou sair (de novo). Nunca fui a um pub. E dizem que esse é muito bom.
Já tinha ouvido falar, mas nunca deu certo ir.
All Black, conhece? É irlandês e hoje é dia de Classic Rock.
Depois conto.

Não tem jeito, eu amo o Centro de São Paulo.
É tão lindo...
Me deu uma vontade louca de sacar o celular e sair tirando fotos. Mas a definição da câmera do meu celular é daquele jeito, então, nem perdi tempo. O pior é que tenho um montão de bônus para trocar por um melhor, mas juro... esses modernosos não me agradam muito. Eu tenho de ter celular de estivador. Mocinha delicada, eu.

Conversei bastante com a conselheira estelar hoje. Estou com novas ideias. Daquelas que eu gosto. Você sabe... quando escasqueto, eu encasqueto. Percebi que está na hora de ser quem eu sempre quis. E para isso, é preciso pirar um pouquinho. Eu sei que às vezes, estou na contra-mão do mundo, mas mesmo correndo o risco de cair em filosofia de boteco, não interessa a mão do mundo, a minha é a que importa. E sim, sou uma daquelas almas que ainda acredita que tudo tem um sentido. O resto, é o resto.
É, eu sei... nem Freud explica.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009


(Benett - daqui)


Falta tempo para tudo. Mas, hoje, vou dar um jeito e passar no Starbucks.
M-e-r-e-ç-o.
Meu café geralmente é descafeinado. Hoje, vai ter de ser normal. E duplo.

Nesse frio, eu queria o aconchego de uma cama quentinha, macia e cheirosa.
E dengo. Muito dengo.
Vou ficar querendo, porque o trabalho está aqui, olhando pra mim e rindo da minha cara de sono.

E esse feriado que não chega, né?
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sábado, 3 de outubro de 2009


(Giorgione - Vênus dormindo)


O sono domina. E tanta coisa para fazer. Tanta!

Sempre bom sair. Vez ou outra se conhece gente interessante e gente que faz você se sentir interessante. O ego agradece.

Por que *todo* mundo me acha com cara de professora primária? Pelamor, né?
Eu a-d-o-r-o criança, isso já é mais do que sabido no universo, mas daí a dar aula para elas...

Falar em aula, falei com o "chefe" na quinta. Sei lá se fiz bem, mas pedi para ficar mais perto em 2010. O que realmente cansa não é a minha carga horária, é o trânsito. Seis horas de deslocamentos por dia é demais para qualquer um. Falar nisso,
alguém pode me explicar porque as pessoas não usam seta? Ou por que os motoqueiros aceleram quando a gente usa uma?
Lembrei da conselheira estelar: "o mundo precisa de mais orgasmos". Gozar a vida, gozar da vida, deve fazer esse povo buzinar menos. E dar seta. No sentido literal, claro. :P

Eu não gosto de micro-ondas. Acho que faz mal. Acho mesmo. Mas, pela milésima vez, vou tentar ter um. Aliás, já comprei um bem bonitinho e pequeno. Está lá instalado há duas semanas. Nenhum dia de uso. Todo mundo ri de mim, mas caramba... dá licença tentar levar uma vida mais fogão a lenha? Eu até concordo que exagero, mas sou assim mesmo. Ponto. Hoje vou experimentar fazer chá de camomila (bem forte) com ele. E
dormir gostoso.

Comprei outro dvd para o quarto. Duas semanas na caixa, debaixo da cama. Preciso instalar, mas a preguiça é descomunal. Sem tempo para ver absolutamente nada. Vou esperar alguém de boa alma se oferecer. Pago em café com leite e pão com manteiga.


Uma monografia me espera. Antes preciso fazer o "dever de casa" das disciplinas pendentes. Pergunta se estou animada, pergunta... Nem preciso dizer o que acho disso tudo, né? Pior é a minha cara de pau em p
ensar no doutorado. Dá uma canseira só de imaginar...

Estou conformada. Acho que nunca mais, na vida, vou tirar esse aparelho. O doutor diz que, pela previsão, daqui a um ano,j á estarei usando o móvel. Duvido. Meu sorriso vai ficar pra sempre cheio de arame. Deve haver alguma vantagem nisso. TEM de haver.

Estou lendo bem menos este ano. Bem menos, mesmo. Eu olho para o meu criado-mudo e fico meio melancólica. Tanta coisa boa me esperando e eu com dez mil e-mails sem responder. Tudo tão non sense... De vez em quando, me sinto personagem de um filme do Buñuel.
Juro.

Convidando com certa antecedência pra não ter furo: em 2016 já marquei um chopinho no Rio com meio mundo.
Você vai, né?
Falar nisso, você já viu o Google hoje?



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domingo, 27 de setembro de 2009


(Nicoletta Tomas Caravia)

Ele me disse, entre um sorriso esquisito e um cigarro, que o tesão pela minha inteligência era tanta, que queria lamber meu cérebro. E foder com o meu verbo.
A minha repulsa não foi pelo cigarro, pela imagem do cérebro lambido, a minha repulsa não foi por ele.
Foi por aquele tênis imaculado.
Branco. Virgem de caminhar pelo mundo. E aquelas mãos de quem nunca trabalhou.
Como eu vou amar quem não vive por medo de se sujar?
Não, eu gosto de quem se encoxa com a vida, de quem arrisca o que não tem. Eu gosto de abrir os braços e sentir que meu corpo se abraça ao desejo de quem andou por aí e voltou repleto de delícias, num sorriso frouxo. Incorruptível e com histórias para contar.
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Concentração

Com ou sem
tração.

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(Gitana, de Haline Moretti)

Confusa e pensativa.
Talvez sejam os hormônios, talvez seja o tempo. Talvez seja eu, pensando em você. Talvez não seja nada. Nunca.
Ou seja tudo. Hoje.
Talvez a vida não faça sentido, ou a vida me faça sentir.
Talvez seja esse o sim, do não que eu esperava.
Talvez.

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(A natureza morta com Magnólia, de Matisse)

É tudo, de repente, um grande aglomerado de coisas. Você, sua vida, a arte que cerca seus olhos, os sons das pessoas que passam, e o amor do mundo, pelo desamor d
o mundo.
Então, você pensa que coisas boas acontecem. Faz o jogo do contente, resgata memórias passadas e vive em um presente futurista.
Sim, coisas boas acontecem.
E você teima em vê-las. Onde quer que elas se escondam. Mesmo que você se esconda.

Ontem fui ver Matisse na Pinacoteca.
Se você me conhece um pouquinho, já deve saber que a Pinacoteca é um lugar especial para mim.
Mas não sei se gostei da exposição. Gente demais, silêncio de menos.
Volto outro dia. Talvez para isso sirvam as tardes cinzentas de chuva. Talvez pelo cinza, eu goste tanto das cores que explodem em um Matisse.
Talvez.


A Virada Russa, no CCBB, não estava diferente. Fila para ver Ka
ndisky, fila para ver Chagall, fila para ver qualquer coisa que eu quisesse ver.
Mas uma das filas me trouxe um presente. Quase que como um pedido de desculpas. E eu, aceitei.
Também enfileirado, o Laerte falou comigo. Quase uma metonímia: a fila
pela fila. A arte pela fila.
- Sim, é fila para ver Chagall. E poxa, você é a cara do Laerte. Igualzinho.
- É que eu sou o Laerte.
Silêncio no CCBB. Silêncio imaginário, claro. Porque as pessoas falavam sem parar, mas meu cérebro congelou. A minha cara deve ter dito tudo. E, para salvar o planeta de mais uma fã besta
, ele perguntou:
- Eu conheço você?
- Não, você não me conhece, mas eu conheço você. E eu sorrio.
E ele sorri de volta.
- Não estou te devendo nada, né? E ele ri de novo.
- Tirinhas autografadas.

E ele ri mais uma vez com a resposta. Laerte risonho.
Ou, eu acho que ele ri. A essa altura, eu já estava sem respirar.
A fila andou. Me separou do Laerte.
Grudei no braço do "moço do arroz japonês" e só sabia dizer:
- Cara, era o Laerte!
E o "moço do arroz japonês", acho que com pena, me apertou o braço, mexeu no meu cabelo e riu. Junto com as filas que criaram vida e que a essa altura, têm um lugar garantido no
meu coração.

Na volta, resolvi que merecia outro presente.
Fiz compras na minha loja preferida, dei voltas, a pé, por ruas conhecidas e sorri para a Alice, para o coelho e para o Chapeleiro Louco que há em mim.

Um desaniversário completo. Porque quando cheguei em casa, tinha até bolo.


(Laerte, como sempre, genial)
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P.S. E caso você não tenha entendido nada sobre a Alice, o coelho e o Chapeleiro Louco, é só clicar neste link.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009


(Renoir)

Hoje de manhã, fui de metrô para o trabalho. Assim, poderia corrigir uns trabalhos e entregar logo.
Até aí, tudo bem.
Rotina.
Masssssssssss, o metrô parou um tempão em uma das estações. "Sem previsão de retorno".
Meia hora depois, seguimos. Desembarquei aliviada e procurei um táxi.
Não tinha táxi no ponto. Não tinha nada em lugar nenhum. Oito da manhã, eu atrasada, e as ruas estavam quase fantasmagóricas. Isso parece meio história da Carochinha em se tratando de São Paulo. Mas tudo bem.
Quando cheguei na Uni, fiquei sabendo que o metrô parou porque... tcham... um vagão pegou fogo.
F-o-g-o!
Como sempre, tudo foi resolvido rápido, mas, pelamor, né? Fogo?
Comecei a aula pensando em como seria o meu dia depois dessa...
Mas, a vida é boa.
E...
Recebi um improvável elogio surpresa, assim, no meio da manhã.
Não estou acostumada, sabe?
Pra falar a verdade, normalmente, eu desconfiaria, mas dessa vez, não deu.
Foi tão bonitinho que fiquei meio boba. Mais que o normal.
Na volta, lembrei de uma situação chata que mexeu comigo há um tempinho e, comecei a chorar.
Pois é, chorar. No metrô.
Disfarçadamente, claro.
Não foi de tristeza, não. Foi TPM misturada com uma-sensação-de-não-sei-o-que. Tenho pra mim que foi uma sensação de, "você consegue, Lidiane. É só querer".
Posso contar um segredo? Descobri que eu quero! (Ainda que você não saiba o quê).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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Chove sem parar.
E você já sabe... não gosto.
Ponto.
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(Botero)

Você liga a TV para se distrair um pouco, enquanto corrige trabalhos e... aquela cena, daquele filme, está ali, depois de dois anos.
Aquela cena.
Daquele filme.
Você ri. Porque faz tanto tempo...
Você agora é outra. A vida agora é outra.
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domingo, 20 de setembro de 2009

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Para o moço do limão:
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(clique na imagem para ampliá-la)

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sábado, 19 de setembro de 2009



(Bichinhos do Jardim - aqui)
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Me contendo aqui para não fazer (e falar) besteira.
TPM no auge. Um terror...
Sabe uma verdade? Nunca, nunca (nunca) leve em consideração alguma coisa relacionada a mim quando estou assim.
É sério.
Mas passa. Sempre passa.
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