terça-feira, 29 de dezembro de 2009



(Salvador Dali)


Às vezes, eu queria ser daquele tipo bem fragilzinho.
E simplesmente chorar.
Mas, ao invés de chorar, fico articulando soluções mirabolantes. Ou fico com raiva de mim e toco a vida, sem uma lágrima. 
Quem chora, se inunda temporariamente de tristeza, desperta piedade e ganha colo.
Às vezes, eu queria, simplesmente, saber chorar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


(não sei quem é o autor da ilustração)


Minha TPM está no auge. Enquanto não passa, fico totalmente meio descompensada.
Eu não gosto de ficar assim, principalmente porque não estou das mais doces esses dias. Sabe uma pessoa irritadinha? Então...

Falar nisso, só eu acho festas de final de ano constrangedoras?
Morroooooooooooo de vergonha de comemorações assim. Fico num sem graça...
Estou tentando socializar e tudo. Mas, sabe a impressão que dá? Que todo mundo parece ter a obrigação de ficar feliz, de ter dez milhões de amigos, de comemorar... 
Eu gosto de estar entre as pessoas que amo. Gosto (muito) de estar entre meus amigos. Mas prefiro situações naturais. 
OK. Estou tentando (de verdade) acabar com esse preconceito. Esses dois últimos anos são a prova da minha boa vontade. Mas... ainda tenho muito que melhorar nesse quesito.
Um dia consigo. Ou... um dia compro uma casa na praia. Numa praia distante. :)

domingo, 27 de dezembro de 2009


 (Laerte - daqui)


Sem querer criar climão. Ainda mais no fim de ano.
Mas... sempre desconfiei do Papai Noel com aquela roupa peludinha...
Gosto (bem) mais dele assim: fashion.

E o Laerte continua genial.

(Pesare, Night Harvester)


Estrelas recém colhidas.
Obrigada, Cavaleiro.
Se a mim, elas adornam, que a você, elas façam sorrir.

sábado, 26 de dezembro de 2009



(Níquel Náusea - daqui)

Minha mãe troca tudo e acha que é normal, afinal, ela tem o que chama de "direitos adquiridos".
No final, eu vou pra um canto, minha irmã vai para o outro e ficamos escondidas ou vermelhas até a vergonha passar.
Enquanto isso, ela morre de rir. Não sei se da gente, ou da situação.
Desconfiamos que ela faz de propósito.
Ontem teve uma situação típica.
Fim de ano, optamos sempre ficar juntas, então, fomos visitar uma amiga que tem criação de White Terrier Westie. Um cachorro muito lindo. Branquinho e peludo. Coisa mais fofa. Foi minha mãe ver os filhotinhos e:
- Nem é tão bonito pra ser tão caro...
No fim da visita, reclamou da escada e ainda trocou o nome da mãe da anfitriã:
- Tchau dona "Nóia". Gostei muito da senhora. Só não gostei dos cachorros...


(Bichinhos de Jardim - daqui)

Fim de ano.
Ô preguiça...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


(Bright Nebulae in M33 - foto da Nasa)

A Nasa, todo dia, publica uma foto diferente em seu site.
E a cada vez que eu vejo uma delas, fico sem saber o que falar.
Então, é melhor mostrar. De bônus, um pedacinho de uma música que adoro.

Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar

Uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar

O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar
Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir

(Estrela, Gilberto Gil)




(Fotos da Nasa - daqui)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


(Mari Ribeiro)

Finalmente, recesso.
E recesso não são férias. :P
Estou com preguiça de qualquer coisa. Minha vontade é de ficar deitadinha no sofá, vendo filme e tomando sorvete. Mas, não deixam. Nunca deixam.
Estou cheiinha de coisas pra fazer até janeiro. Monografia, trabalho que trouxe pra casa e uma infinidade de obrigações.
E o calor? Chegou o verão e eu começo a ficar preocupada (e suada). Não gosto. Você bem sabe.
Além disso, nesses últimos dias, muita, muita coisa aconteceu. Tantas que nem sei por onde começar. Então, desisti de contar. Por pura preguiça.
A verdade é que você já sabe boa parte das novidades e, embora eu fale mais do que as tampas, quando o assunto são as minhas resoluções, fico calada. Puro instinto. Às vezes não percebo que faço isso. E só me dou conta quando já estou lá na frente.


Estou louquinha pra ir ao cinema. Louquinha mesmo. Tirar o atraso, sabe?
Me disseram que Avatar é meio bobo, mas o visual é imperdível e que eu pre-ci-so ver.
Estou super curiosa. Não gosto de criar expectativas, mas...


Hoje tem *outro* bota-fora de Natal. Eu vou, claro. Dessa vez é coisa (bem) pequena. O de ontem foi inacreditável. Não gosto de festas corporativas, você sabe. Mas capricharam. Um dia inteiro em um hotel fazenda. Pra falar a verdade, cheguei mais tarde e sai mais cedo, à francesa.
Nada mais eu, que isso.


Meu firefox não funciona. De novo. Vou ter de reinstalar. De novo.
Será que o problema está entre o teclado e a cadeira?


Acho que beringela vicia.


Acabei de ler no celular: "Vou depois da hora, porque saio mais tarde do trabalho. Você consegue chegar sozinha?"
Pelamor. Minha fama de Maria-Perdida atravessa continentes.
E detalhe: o lugar marcado é 2 Km aqui de casa. E eu passo por lá  t-o-d-o dia.
Estou repensando a ideia do GPS.


E agora, dá licença. Vou ali enfrentar a multidão na rua. Detesto! Mas pedido de mãe é uma ordem. No sentido mais literal da palavra.


P.S. Já falei que a decoração de natal da Paulista está inacreditavelmente perfeita? Está mesmo. E você sabe, não sou lá muito fã disso.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009




Preciso dizer mais alguma coisa?
E fica pior à tarde...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009


(Adão Iturrusgarai - daqui )


Você já comeu pizza quadrada e cortada a facão? 
Eu nem gosto muito de pizza, mas essa é, além de leve, bem exótica. 
Não é segredo para ninguém que sou chegada a excentricidades... 
O problema foi que me perdi pra chegar e me perdi pra ir embora. 
O meu senso de direção já virou motivo de piada. Aliás, o meu senso de direção e a minha incapacidade de beber mais de uma dose de qualquer coisa, já viraram motivo de piada. 
A gozação é tanta que ganhei um bombom de lícor hoje com a recomendação expressa de "se comer, não dirija..."



domingo, 13 de dezembro de 2009


(De Chirico)


Sério.
Hoje (domingo), eu não parei de trabalhar um minuto sequer.
Acordei, tomei banho, tomei café e trabalho.
Almocei quase cinco da tarde e... trabalhei até agora. 
São nove da noite e só penso em que horas vou parar. Preciso urgente tomar um banho morno e descansar.
Mas, tenho que terminar o... trabalho.
É pra chorar. Ainda preciso fazer três exercícios enormes da Pós que vencem hoje.
Não sei o que dói mais: minhas costas ou o meu cérebro.



sábado, 12 de dezembro de 2009



Aprendi na escola, quando era pequena, que nosso sistema solar tem nove planetas. 
OK, Plutão foi rebaixado. 
Oito planetas. 
Cada um deles, tem as suas luas.
Marte tem 2. 
Saturno tem 56. 
Júpiter tem 66. 
A Terra tem apenas uma, mas tem terráqueos. Um monte deles.
Os planetas que conhecemos são bem diferentes entre si. Mas têm uma característica em comum.
Eles têm apenas um sol. De quinta grandeza, é verdade. 
Mas apenas um. 
Não deveria ser assim também com as pessoas? 




Você sai fugida do trabalho, vai pra festa e... passa a noite quase toda do lado de fora, falando sobre filme com o chefe do filho de sua amiga... 
Rock´n´roll lá dentro e você falando de filme? 
Depois reclama... 
Sabe o pior? As pessoas olham pra você, toda alegre e feliz e não imaginam que, mesmo você estando, de fato, alegre e feliz, a sua cabeça viaja pra longe, ainda que pra perto. 
Vai entender, né?

P.S. A tirinha é da Rabuga. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

 
(Gilmar - daqui)

Tem umas que a gente passa, que só por Jisus.
E eu só conto porque é pra vocês, claro.

Em um dos campi que trabalho, tem um ladeirão estrambólico e estratosférico. Se eu estou de metrô, subo a pé, praguejando. Ou peço carona a qualquer um que estiver no campus. 
Se eu estiver de carro, ofereço carona pra quem estiver na minha frente. 
Eu sou uma espécie de agenciadora de caronas lá do trabalho. Fiz fama.
Nhé.
Hoje, por causa da noite de ontem, decidi que merecia um descanso. Então, fui de carro.
Na volta, claro, perguntei se alguém queria subir. E um dito quis. O detalhe: ele mora (mais ou menos) perto de mim.
Então, fomos felizes e contentes colocando a conversa em dia, até que uma hora ele me saiu com uma dessas:
- Tem mulher que dirige parecendo que está fazendo amor (sic) com o carro. É tão sensual.

E eu, jurando, inocentemente, que ainda era efeito dos dois chopes de ontem, perguntei:

- Como é?
Ele repetiu. Para o meu total espanto.

Para não cair na gargalhada, fiquei em silêncio até o fim do percurso. É claro que a música ajudou, mas não foi muito fácil.
Cheguei em casa, liguei para uma amiga e contei a cena, sem omitir n.a.d.a.
Ela me saiu com essa:

- Agora, nega, nunca mais você vai passar marcha da mesma maneira...
E eu estou rindo até agora.
Cada um leva a cantada que merece, né?
Acho que o próximo passo é cantarem música sertaneja pra mim.
Fim de carreira.
Total.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009



 (Olbinski)


As paredes da linha verde do metrô estão repletas de poesia. Re-ple-tas. 
Não, isso não é uma metáfora.
Entre uma escada rolante e outra, li Pessoa, Camões e Bilac. E senti, de novo, aquela sensação de pertencimento.
Aquela, que o "anjo com olhos de demônio" disse que eu sentiria um dia. 
Eu gosto tanto, sabe? Gosto tanto desses segundos de felicidade sem nenhuma explicação.
Eles são tão meus... Mas, gosto de dividi-los. Por isso, eu queria que você estivesse ali, comigo.
Quem sabe assim, você conseguisse enxergar a beleza guardada nas pequenas coisas do cotidiano. E entendesse o que, há dias, meus olhos tentam dizer quando vêem os seus.



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

São Paulo está, literalmente, debaixo d'água.
Eu nem fui trabalhar hoje. E nem vou mais tarde. As marginais Tietê e Pinheiros transbordaram. 
E já estão falando em "alagão". Apagão é coisa do (mês) passado.

Estou preocupada de verdade. Ninguém, ninguém mesmo está imune às chuvas na cidade. 
E, pra piorar, ganhei um brinde: goteiras na sala. Um horror.

Uma coisa é certa. Meu próximo carro vai ser "anfíbio". E pronto.


Será que vai combinar com o meu relógio à prova d´água? :P

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009










(Bichinhos de Jardim - clique para ampliar)

O sistema do meu trabalho está tão lento, tããããão lento, que entre uma tela e outra, consegui vim aqui postar.
Vou começar a fazer testes.
...
Será que dá pra ir buscar um café no outro prédio e voltar até mudar de tela?


domingo, 6 de dezembro de 2009



(Argaiz, La ciudade de noche)

Cinco e meia da manhã. Acabei de chegar em casa.
Tem uma borboleta na porta do banheiro. Daquelas pretas, bem grandes.
- Como é que eu vou tomar banho? Me fiz essa pergunta mil vezes, até que vesti o roupão, me cobri com um lençol (feito um fantasma sem noção) e saí correndo banheiro adentro. A borboleta nem se mexeu. Deve estar com medo de mim. E eu, claro, estou com medo dela. Uma troca justa.
Lembrei da cara do Cavaleiro Solitário quando falei que tenho medo de tudo que voa. Inclusive passarinho. Ele riu. Aliás, acho que foi o que mais fizemos hoje à noite. Rimos.
De tudo e de nada.
Das minhas histórias, das dele e do que ocorresse.
Em dias nublados, o melhor a fazer é sair e rir. Sentar em um bar e rir. A vida parece mais fácil e leve desse jeito. Principalmente quando se é madrugada e o dia seguinte é um domingo.
Fico devendo essa ao Cavaleiro Solitário. Eu sei que fui a "segunda opção", mas sei também que ele tem a certeza de que sempre pode contar comigo. Nas horas boas e nas ruins.
O que ele ainda não sabe é que, minhas horas ruins, podem ser transformadas, facilmente, em horas boas. E que pra isso, nem é preciso muito esforço. Só carinho, atenção, o frio da madrugada, batata frita com queijo, café com leite em uma padaria no meio de uma rua sem nome e uma imensidão de luzes coloridas e (bregas) de natal.

sábado, 5 de dezembro de 2009

 

E depois falam que a minha implicância com a chuva é birra.
Na quinta, São Paulo ficou debaixo d´água. Foram 42 pontos de alagamento. Algumas vias de acesso ficaram bloqueadas. Principalmente na Zona Oeste da cidade.
Adivinhe onde eu estava?
Na Zona Oeste da cidade, claro. Dentro do carro, sozinha, parada, em uma das vias de acesso à Marginal Pinheiros. A água subia e eu, que nunca tinha passado por uma situação dessas, não sabia se dava risada ou chorava.
Decidi não me desesperar. A moça do carro ao lado já estava chorando por nós duas. Com razão, aliás.
Abaixei o vidro e perguntei ao moço bonito do CET o que fazer. Visivelmente preocupado, ele me disse para esperar. E eu esperei. Corrigindo provas, ouvindo rádio e pensando sobre a vida.
Duas horas assim.
Pensei muito sobre a vida.
E não telefonei para ninguém. De quei iria adiantar? Preocupar as pessoas não iria aliviar a minha angústia. Também não mandei recadinhos pelo celular para saber se minha família e os meus amigos estavam bem.
Eu não estava bem. Talvez fosse a hora de se preocuparem comigo. Mas dificilmente isso iria acontecer. A imagem que fazem de mim é diferente do que sinto, mas corresponde ao que faço. E eu faço as pessoas pensarem que consigo me virar muito bem sem ajuda.
É uma falsa onipotência. Talvez seja o medo de precisar e não ter. Talvez isso venha da infância, ou seja um traço da minha personalidade.
A questão é que me descobri sozinha e muito mais preocupada comigo do que eu jamais fui.
Eu não sei ainda de muita coisa. Só sinto que, talvez essas duas horas aflitivas, tenham sido as melhores duas horas da semana.
Mesmo tendo sido as piores. 


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fim de ano é sempre uma época esquisita pra mim. 
Este ano, decidi deixar isso pra lá. Desapegar, sabe?

Evidente que essa decisão não foi assim, de uma hora para a outra. Entendimento não é mágica. É exercício.
E estou, todo dia, fazendo um pouquinho da lição de casa.
Não tem sido simples. Mas também não é nada do outro mundo.
Se tem valido a pena?
Tem.


Falando nisso, peguei esse video abaixo na página do menino mais meigo do mundo.
Como eu, ele adora Carl Sagan.
Ele não postou lá para mim, evidente. Mas tenho a certeza de que se lembrou de mim quando assistiu (sem falsa modéstia).
E sabe, caiu como uma luva para o meu agora. Perfeitinho mesmo.
Ontem, aproveitei o último dia de aula em uma turma e passei em sala. Consegui ver, no rosto dos "meus meninos", uma luz brilhando.
É essa luz que quero ver sempre. Em mim, e nas pessoas que amo.
Por isso, coloco o vídeo aqui para você. Porque, por mais brega que soe, eu quero ver você brilhando comigo. 




terça-feira, 1 de dezembro de 2009



Depois de três semanas, finalmente uma manhã de folga e... temos hoje um sortimento de gentes em casa: pedreiro, pintor, faxineira, mãe que fala alto...
Já coloquei o travesseiro na cabeça, já pedi para falarem baixo, já acordei e olhei pra todo mundo com a *cara mais feia do mundo*, não almocei para não ter de ver ninguém e agora... tcham, vou sair para trabalhar porque é mais sossegado. 
Valha-me Nossa Senhora das Folgas não Folgadas. Protejei-me desses infiéis.

Amém.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Meus cotovelos estão doendo.
Os dois.
A gente tem de admitir, com dignidade, quando perde uma disputa.
Admitido, então. :P
Não foi desta vez, mas um dia, a minha estrela vai brilhar...

Sabe como é, além de orgulhosa e cabeça dura teimosa, eu sei que "o tempo é o senhor da razão".




P.S. A tirinha é do Laerte.
Adivinhe quantos dias trabalhei esta semana?
Se você disse sete, acaba de ganhar o prêmio de resposta óbvia do ano.
Final de semana pra que, né?


Bichinhos do Jardim - daqui


sábado, 28 de novembro de 2009



(Tamara de Lempicka)


Eu acredito, acredito mesmo, com todas as minhas forças, que tudo tem um porquê.
Chame do que quiser. De crença, de bobagem ou de medo. Eu não me importo com o nome.
Aliás, ultimamente, não tenho me importado com muita coisa.
Não é descaso, não é desdém. É só o entendimento de que o que realmente importa, vai além  do óbvio. E o universo é cheio de sutilezas e curvas sinuosas. Algumas delas, vai desculpando, são as minhas.
Se alguém não enxerga isso, aí já não é problema meu. E essa é uma das diferenças do meu hoje e do meu ontem. Hoje, o que não é problema meu, não é problema meu.
Eu me enxergo assim. E se alguém não me vê dessa forma, o que eu vou fazer? Me submeter?
Você me conhece. Sabe que não.
Se  me quiser por perto, ótimo. Se não quiser, a escolha é sua. E é legítimo e honesto dizer não.
Essa é uma posição que me faz ser honesta e dizer abertamente o que tenho pensado sobre mim. E sobre minhas escolhas. Uma delas é não me esconder mais.
Não é fácil, mas eu já entendi. Sou diferente. Somos únicos em uma imensidão de iguais. Paradoxal? Eu também acho, mas nem tudo é lógico.
Não vou me esconder mais. Nem de você, nem dos meus medos, e nem dos meus sonhos mais inconfessáveis.
Um deles é de me sentir linda. Por dentro, por fora e por todos os lugares.
É engraçado como eu tenho de medo de conseguir e faço tudo ao contrário. Minha mente briga com a minha alma constantemente e temos aqui, não uma relação dialética, mas de poder. Quem é mais forte? O intelecto ou o sentimento?
E eu dou risada. Como se minha mente e meus quereres fossem indissociáveis. Não são, porque ambos sou eu. Um eu que você não conhece. Ainda assim, a lua que eu vejo agora, é a mesma que ilumina o seu caminho  Com a diferença de que um de nós dois, olha para cima e vê o céu, enquanto o outro, mergulha no infinito.

terça-feira, 24 de novembro de 2009


(Angeli)

Além do trabalho cotidiano e ininterrupto, hoje ainda tive de gravar um videozinho (caseiro) para mandar para um "dever" da Pós. Um parto!
Eu sempre me pergunto por que me meto nessas coisas. A resposta é óbvia. E eu simplesmente preciso tomar jeito. Se não gosta, não faça. Essa deveria ser a lei. Como se eu pudesse obedecê-la...

Começou a chover (de novo). Dá pra imaginar a minha carinha de satisfeita, né? :P

Sapato bonito é incompatível com sapato confortável.
Ai meus pés!
:(

Pintei minhas unhas de rosa ontem. Sérião, me sentindo a própria dona de casa fashion dos anos 60. Sabe o pior? T-o-d-o mundo gostou (todo mundo que interessa). Moda, realmente, é uma coisa engraçada. Modismos, então...

Não adianta. Há dias não consigo almoçar direito em casa. Comida tem de ser bonita. Senão, eu não como. Bem criança que faz birra. Eu sei. Mas...

Vou começar a tomar floral de novo. No mínimo, três meses. Já mandei até fazer. A conselheira estelar foi quem indicou, como sempre.  E vou marcar homeopata. Juro.
TPM bem fortezinha, sabe?
Estou escrevendo aqui, para que o mundo e meus três leitores sejam testemunhas de que vou me esforçar, cumprir promessa, etc, etc, blá, blá, blá.

Detesto dia de faxina. E detesto ser fiscal de prova. 
Mas adoro cheiro de hortelã. E capim cidreira. Então, dá licença que vou ali fazer chá pra acalmar os "nervos".
Servido?



domingo, 22 de novembro de 2009

(Klimt, The Kiss)



Calor, calor, calor, é só isso que eu consigo dizer além de: preciso de outro banho gelado.
Pois é, estou sem um pingo de ânimo para qualquer coisa. Esse calor, definitivamente, me atordoa.
Fico sabor limão azedo. :P

Tenho tanto e-mail não lido (e não resolvido) na caixa postal que ando com medo de uma rebelião interna por aqui. Daqui a pouco meu computador entra em greve por causa disso.

Dormi tanto no feriado (salve Zumbi!) que acordei com dor nas costas. Estava mesmo precisando. O engraçado é que só o corpo descansou. A mente anda a mil.

Maurício de Sousa lançou, na revista da Tina, seu primeiro personagem gay, o Caio.
Comprei!
Sou fã, você sabe. E, é tão primitiva essa relação que as pessoas têm com a sexualidade alheia que me dá preguiça. Além do mais, jogar pedra no telhado dos outros é sempre deselegante (e perigoso).

Peguei dois filmes pra ver esses dias: Coraline e Crepúsculo. Você leu direito: Crepúsculo. Todo mundo está falando tanto que resolvi arriscar. A verdade é que é bonitinho. E só.
Romantiquinho e para adolescente.
Vai parecer que eu sou uma velha de 200 anos, mas não há cena vampiresca mais linda e sexy no mundo que o Vlad (o drácula de Bram Stoker) virando fumacinha e entrando nos lençois de Mina, a reencarnação da mulher que sempre amou. Pirei a primeira vez que eu vi. Acho lindo toda vez que vejo.
Você sabe, sou romântica. Vênus em touro.
Sem esquecer, é claro, de Anne Rice. Faz muitos, muitos anos que li. Mas lembro, nitidamente, de ter adorado.

Aleluia. Chove. Não gosto, mas se é para melhorar o calor, está valendo. Desde que não haja exageros, claro.


Estou lendo o terceiro livro da quadrilogia (esse nome existe?) do Douglas Adams. Está chato na maior parte do tempo. Ao contrário dos outros dois, que me fizeram rir muito. É claro que tem coisas ótimas também, como o POP" (problema das outras pessoas) e a relação que o autor faz com o espaço-tempo x os restaurantes.


Hoje foi dia de apertar o aparelho. Até a minha alma está doendo. Já me conformei.

Um amigo me perguntou, esses dias, o que fazer para conquistar uma mulher (aparentemente) difícil. Na hora, talvez por causa do chope ou por estar com sono, eu não tenha respondido direito. Mas, depois pensei um pouco sobre o assunto. Nenhuma mulher gosta de ser a quarta da fila. Isso é fato. Não tem mulher que não goste de se sentir especial, desejada e única.
É aquela velha máxima: todo homem quer ser o primeiro da vida de uma mulher. E toda mulher quer ser a última da vida de um homem.
Além do mais, romantismo pode estar fora de moda na teoria. Na prática, continuamos adorando.
Você concorda? Ou... não?

E é isso.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009


(Laerte - daqui)


Diazinho difícil, viu?
Bem difícil.
Sabe o mais engraçado? Assim que cheguei em casa e fui abrir o portão, vi um bêbado deitado, acho que dormindo de álcool, bem na minha porta.
Eu fiquei parada, meio distante, olhando e sem saber o que fazer. Ponderando entre a coragem e o bom senso.
A sorte é que o universo sempre me sorri em uma situação completamente sem sentido como essa. Foi só parar de focar no problema que avistei um motoboy bonzinho entregando pizza no prédio em frente. Atravessei a rua e em 30 segundos (mesmo), ele já estava comigo, em frente ao portão, me escoltando.
Ainda existem cavalheiros neste mundo.
E a vida realmente, às vezes é uma grande piada. Nem sempre refinada. Nem sempre de bom gosto.
Mas enfim, deve haver alguma coisa positiva nisso tudo. Meu lado Pollyana não desiste nunca.

domingo, 15 de novembro de 2009



(Cena do filme "Valentin")

Embora, muito embora, eu tenha ouvido, agora há pouco, que não estou no círculo dos eleitos e, por isso, não sou muito (muito) próxima, concluí que esses anos todos me tornaram medianamente distante e relativamente íntima.
Se você não entendeu, não se culpe. A intenção deste post é alfinetar "o menino mais meigo do mundo", que mesmo com toda essa lonjura, conseguiu me sair com uma dessas.
Mas tudo bem, em um ato de benevolência com o próximo, vou deixar passar. Afinal, está fazendo muito calor e nossos cérebros já estão meio derretidos. Sem contar que a falta de tempo deixa a gente sem noção do que está acontecendo no mundo. Por isso, para ajudar na sua re-conexão com a realidade, resolvi revelar o segredo da vida, do universo e de tudo mais: 


42

E eu sei que você entendeu. E talvez uns dois ou três que vem aqui. O que me faz ficar felizinha, sabe? Porque eu adoro essa coisa toda de conversa em código. Que cá para nós, no meu caso, tem origem na infância e me faz lembrar do tempo bom em que minha única preocupação era passar de ano.
Ai ai...

Falar nisso, se você também já sonhou em ser astronauta, se já sentiu sozinho neste mundo e se teve uma infância reflexiva demais para uma criança, assista à Valentin e descubra que a vida pode ser um talharim.

Mas lembre-se de me convidar, tá? Eu também ainda não vi.


E sim, estou falando sério.

UPDATE: Estou trabalhando neste exato momento aqui na sala, no meio de duzentos quilos de papel e ao mesmo tempo, vendo O Diário de Bridget Jones. Já assisti duzentas mil vezes e toda vez penso a mesma coisa: Marc Darcy é perfeito. E eu fico toda boba, toda boba, sempre que ele diz pra Bridget que gosta dela do jeito que ela é.
É isso, entende? É apenas isso que importa.

sábado, 14 de novembro de 2009


(Karin Momberg - Green Hat)

Eu sei que você tem vindo aqui, vez ou outra, em busca de notícias minhas. E sei que sempre volta "de mãos vazias". Perdão, viu? Não é por querer. A minha desculpa é a mesma de sempre e já nem tem mais graça: falta de tempo.
Prometo compensar. Com açúcar e com afeto. ;)

Falar nisso, Fernanda Takai que me desculpe. Mesmo. Mas existem algumas músicas que, além de sagradas, não combinam com ninguém além do Chico Buarque. A intenção foi linda. O resultado... O mais engraçado é que tinha ouvido essa música, na versão original, ontem. Talvez venha daí o meu desagrado. Talvez...

Ah! E teve o apagão. Eu estava em sala. A luz acabou, os alunos comemoraram e fomos embora. Ficamos todos meio apreensivos, não vou mentir.
Rebouças parada, Paulista parada, tudo escuro e eu com luz alta. Eu e São Paulo. Não é estranho? Luz alta em plena falta de luz...
O mais estranho foi o tamanho do engarrafamento na Paulista. De onde surgiu todo aquele povo?
Sabe o pior? Cheguei em casa e estava faltando água. Tomei um banho de mentira. E saí, no dia seguinte, com a sensação de que sem banho, o dia não iria render.
Voltei na hora do almoço, comprei vários galões de água mineral - daqueles de 20 litros - e encarei um banho de canequinha.
De canequinha, é verdade, mas a água era m-i-n-e-r-a-l. 

Aposto que você nunca tomou banho de água mineral...
O meu próximo passo vai ser um banho com leite de cabra.
Ó que luxo!
:P

Hoje me dei o dia. Conselheira estelar pela manhã e compras à tarde. Coisinhas de menina, sabe? Roupinhas, creminhos, sapatinhos, bolsinhas...
:P
Pensei até em comprar um vestidinho rosa. Mas você me conhece, não combina... Só por isso não comprei. A minha vontade era de mandar um monte de trogloditas para o inferno (com umas palavras bem difíceis) e exibir minhas pernas roliças e totalmente fora de forma em um vestido rosa bemmmm curto. Mundo mais mais primata, esse. 

Eu me prometi que não iria falar disso aqui. Mas, não consigo.
Também não vou fazer discurso social e pernóstico, porque não cabe. Mas uma coisa é certa, eu vou sempre acreditar que o feminismo não exclui o feminino. Temos o direito, sim, de sermos quem somos. De toga, de vestido curto, de calça comprida ou sem nada. E pronto.


Eu disse que estou com mania de verde? Pois é. Há dois anos eu o-d-i-a-v-a a cor verde. Agora virou mania. Engraçado como a gente muda. Até meu paladar está mudando. Odiava água com gás, agora, adoro. E sabe o pior? Eu odiava brócolis. Agora não posso ver, que fico toda saidinha. Brócolis, meu povo. Brócolis. Fim do mundo vai ser o dia que eu deixar de gostar de doce. Aí, pode chamar todos os cavaleiros do apocalipse.

Dei risada hoje, sozinha. Gargalhada mesmo, sabe? Um vexame. Gravei um CD há tempos e dei de presente. Na verdade, faço isso sempre. Já dei CD pra um monte de gente (mesmo). Inclusive, recentemente.
Mas, enfim, a questão não é essa. A questão é que, hoje, finalmente, fui ouvir uma cópia do tal CD e... tcham, que bandeira! O título deveria ser: música para seduzir. Mico. Gorila... Pelamor, viu? Só não senti mais vergonha, porque sei que o destinatário nem sonha com isso. Meu inconsciente manda em mim. Socorro!

Essa eu li recentemente e me fez ficar pensativa um tempão. É atribuída ao Da Vince. "A simplicidade é a extrema sofisticação".
Perfeita, né?

E, com licença. Perdoe a pouca compostura, mas vou ali tomar um banho gelado. São Paulo está um forno e você sabe, pareço um Husky Siberiano no calor.

Té mais.



(Gilmar - daqui)


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vi o velho novo filme Star Trek. Sei que meus nerds preferidos vão torcer o nariz. Mas... achei fraco. Bem fraco, sabe? Ação demais, história de menos e pouco, muito pouco do que me faz ficar horas e horas deitada na cama, assistindo um dvd atrás do outro da série.
Prontofalei.

Comprei um modem da Claro. Primeiro dia de uso e tudo bem. Vamos ver no final do mês quando a conta chegar. A facilidade de uso e a conveniência provalmente compensarão. Tomara.

Moca no Starbucks. Me arrependi. Quente demais para um dia escaldante. Deveria ter pedido uma banheira de gelo. Esse calor realmente não faz bem para a minha alma.

Vi mais um episódio de Ugly Betty hoje. Eu sei, eu sei...

A Piauí de novembro chegou. Não li nem a de outubro ainda.

Adorei essa: "a beleza fica a um click do interruptor". 

Hoje não tem foto, nem tirinha, nem nada. Hoje só tem meu sono.

Boa noite.


domingo, 8 de novembro de 2009




(tira do Luis Fernando Veríssimo)

Este fim de semana dei um tempo para mim. Trabalhei apenas agora à noite.
Pois é, a vida não é apenas o labor. Saí ontem, saí hoje. E, por causa disso, certamente amanhã eu tenha de me virar em duzentas para cumprir as tarefas acumuladas. Mas e daí? Eu mereci esse intervalo.
Tomei vinho com pessoas queridas, ganhei cafuné, falei bobagem, liguei para um amigo briguento e querido que mora longe, comprei coisinhas, pensei em coisonas e até coloquei vontades e quereres em cima da mesa para a conselheira estelar analisar.
Sabe o que mais? Cada um tem a Deana Troi que merece. Eu estou feliz com a minha.
Agora só falta o meu Data. Mas isso é outro assunto...
Falar nisso, finalmente vou ver Star Trek, o filme. Peguei hoje na locadora.
Depois eu conto.

Ah! Ontem recebi uma mensagem muito querida no meio da noite. Só o menino mais meigo do mundo é capaz disso. Dessa vez, ele me avisou do Carl Sagan Day. Ontem, Carl Sagan completaria 75 anos se estivesse vivo. Lembrei da primeira vez que li Sagan. Paixão assim, de imediato.

Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou feliz com essa chuva. O calor melhorou.
Ajoelhai e agradecei.
:P

E é isso.

terça-feira, 3 de novembro de 2009




Calor assim... ardido.
O inverno chega quando, hein?
:P

.

(Attila Wensersky - Vênus)


E cá estou eu, de novo, em um desses contrangedores posts em tons de confissão.
Agora então, vai piorar... a conselheira estelar, hoje, me pediu para escrever em um papel, o que sinto, o que quero e todas aquelas coisas que a gente pensa sobre o futuro.
Vou escrever, justamente por não estar com o mínimo de vontade para isso. Mas não aqui no Transitivo, óbvio. 
Vou escrever com papel e lápis. Talvez eu faça uma fogueirinha depois. Ou talvez o papel fique tão assustado que se rasgue sozinho.
Vai saber...
Por enquanto, fiquemos assim. Promessas (quase) cumpridas e sonhos a realizar.
Tomara que o Universo colabore. E dê Biotônico Fontoura à minha força de vontade.


domingo, 1 de novembro de 2009


(Dali, O Sonho)


Sei lá o que aconteceu com a formatação do Blogspot.
A fonte, ou está miudinha, ou está gigantona.
Paciência, viu? Ai, ai...
E, sim, já tentei mudar de navegador. Usei o IE, o Google Chrome e o Firefox. Necas. Fica tudo igual.
Tudo bem, a vida é feita de mudanças e blá blá blá, etc, etc.

Esta semana foi bem difícil. Bem mesmo. Mas, e aí? Ainda estou aqui. Ainda tenho metas. E vamos combinar que tempestades acontecem mesmo. Sobretudo em mar aberto.
Mar aberto... nem sei porque falei disso. As tempestades têm sido todas na minha prainha particular. Aqui dentro. É sempre assim quando estou muito cansada e quando tenho de tomar decisões importantes. E, sim, está chegando a hora de novo. O que é bom, sabe? Porque o movimento faz a energia girar. E, se eu falo para todo mundo que somos feitos de pó cósmico, por que eu não iria falar para mim mesma?
- Porque você é medrosa.
Boa resposta, se você pensou isso.
Eu sou medrosa, sim. Um tantão. Mas, esta semana me peguei tentando caminhos diferentes. Pequenos caminhos diferentes. E falo, literalmente. Entrei em ruas, subi ladeiras, virei esquinas e nenhuma contramão. Nenhuma. Porque vi a sinalização antes.
E eu quero dar o primeiro passo para que a minha mudança seja completa. Quero sim. Plutão está no meio do meu céu e já me disseram isso tantas vezes que cansei. Quero fazer alguma coisa com isso. Eu quero estar no meio do meu céu. Eu.

Falar nisso, há quatro noites lembro dos meus sonhos. Nitidamente. E eu tomei uma decisão de deixar pelo caminho o que não tem me dado prazer.
Sim, é um recado.
E você sabe, eu gosto de metáforas. Mas desta vez, o sentido é literal.

Post confuso, hum?

Essa sou eu. Lua em Gêmeos. No último grau e fora de curso.

Vou ali andar um pouco. Parar na feira, tomar água de coco, olhar para as pessoas e ficar embaixo do céu azul, com nuvens que não são só as minhas. Nuvens que fazem sombra em uma humanidade sem humanidade.
Mas, eu tenho esperanças.
Em mim, em você e na dança cósmica de um universo brincalhão e bailarino.


































(Henfil. Genial como sempre)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


(Allan Sieber - clique para ler)


A tirinha é auto-explicativa.
Ela explica, inclusive, meu humor hoje.
Bom dia.

domingo, 25 de outubro de 2009



(Picasso. Em 4 linhas)



Tempos de incerteza. E eu com ideias meio loucas.
Isso é bom, sabe? O meu eu apaixonado é um tanto melhor.
Voltar ao mundo das percepções talvez seja o melhor caminho. E isso, é claro, não é planejado.
É tudo muito orgânico, metafórico e intuitivo.
Por isso, desisti do texto enorme que ia escrever. Explicativo. Chato. Burocrático.
Fico com meu desejo errante e eterno de descobrir o novo no velho.
E transformar o velho em poesia.  

"A simplicidade é a extrema sofisticação". Leonardo Da Vinci

sábado, 17 de outubro de 2009


(Laerte - daqui)

Toda a chuva do mundo, hoje. E eu no meio da Marginal, indo trabalhar.
Trabalhar! Sábado.
E ainda tive de ler e-mail mal educado quando cheguei em casa.
Senhor deus da TPM, segure-me. Faça de mim a moça educadinha que a humanidade merece.

Ah sim, a salsa! Delícia de lugar lindo, viu? Também, né... Cidade Jardim. O templo dos novos ricos da cidade. Tirando isso, tudo muito bom: comidinhas, drinks, atendimento... Eu estava *realmente* precisando. Pena que tive de voltar cedo.

Juro, amanhã começo a dieta. Verdade verdadeira. Hoje não dá mais. Teve pizza e você sabe, eu nem gosto muito de pizza, mas...


Sinceramente, acho que fiz bobagem quando troquei o "desktop" aqui do quarto por um notebook. Ainda mais com Windows Vista. Já o netbook (que uso para trabalhar) é muito, muito, muito mais rápido que o note, é menor, é mais bonito e ainda custou a mesma coisa. Melhor compra que fiz em anos.

E o domingão vai ser cheio. Cheio de trabalho.
Quem mandou estudar?
Eu deveria ter escolhido ser dançarina de Axé. Era só ficar magrela, aprender a rebolar e pronto.
O mais importante eu já tenho: sou baiana. Olha só que oportunidade jogada fora...
Na próxima encarnação, talvez. Nesta, já passei da idade.
Nhé!


UPDATE: Começou o (sofrimento) horário de verão. Vamos ver como meu corpitcho vai reagir este ano. No momento, ele vai andar e depois tomar água de coco.
Que a força esteja comigo. :P
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Aceita um mojito?


Estou tão brava, sabe?
Tão.
Definitivamente, não aprendi a administrar meu tempo.
Minha irritação, provavelmente, é mistura de TPM e cansaço. Poxa vida, eu deveria estar descansando e necas, olha eu aqui, estudando, em plena quinta à noite. E acabei de receber um monte de mensagens:
- Cadê você?
- Perdeu a pizza.
- Tá cheio de gente bonita aqui.

Serião, não sei onde estava com a cabeça quando decidi fazer essa pós. Terceira. Eu já deveria ter aprendido, né? Deveria... mas a boneca, aqui, acha que existe saída pra tudo. Praticamente o Google Maps, eu.
Me lasquei. O objetivo agora é não ficar em recuperação em nenhuma matéria. Recuperação... é pra rir. Eu sei, eu sei.

E hoje está tendo congresso também. Pergunta se eu fui. Cabulei tudo e fui resolver coisas na rua. De metrozão, porque ninguém merece esse trânsito. Na volta, chutei o balde e afoguei minhas angústias em um chocolate quente da Kopenhagen. Gente, o que é aquilo?
Sério. É tão bom, que chega a ser indecente. Aproveitei e comprei váriossssss chocolatinhos pra dar de presente.
Se você me conhece um tiquinho, sabe que sou chegada a esses mimos.
Fiz isso esses dias com os meninos do áudio lá do meu trabalho. Eles sempre me quebram galhos e galhos. Tãooooooo bonitinha a carinha deles me agradecendo...

Amanhã tem festa de aniversário e... salsa.
É, você leu certo. Salsa.
Evidente que não foi ideia minha.
Nhé.
:P
Sou apenas a "secretária" dos meus amigos. O convite é deles, o e-mail com o convite é meu.
Me meto em cada uma...
Quer ir? Dançar bem eu não danço, mas vai ter mojito...
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(Mafalda, do Quino)


(Bichinhos de Jardim - daqui)

Adivinhe só o que estou fazendo, hoje, no dia dos professores.
Se você disse trabalhando, acertou.
Como prêmio, você tem o direito de lançar as faltas de 32 turmas, fazer 32 diários e corrigir uns 100 trabalhos até segunda-feira.
Ah é, preparar mais ou menos, uns 30 modelos de prova.
E sim, eu amo (de verdade) o que faço, só não amo a burocracia que se tornou fazer tudo isso.
Sabe O Processo, de Kafka?
Então...

(Jaime Guimarães - daqui)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

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Tem dias que eu "posto" demais.
Tem dias que eu "posto" de menos.
Isso é irrelevante (parece fala de borg).
O que interessa mesmo, é que amo Carl Sagan.
Ele é um dos homens da minha vida. Ou era. :P
Ou sei lá.



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(Chagall)

A chefe, hoje, mal ajambrada, como sempre, estava para lá e para cá.
E eu, de vestido, sapatinho e com as minhas bochechas vermelhinhas de sol, tive a cara de pau de perguntar se estava tudo bem.
Lógico que não estava. Perguntas idiotas... respostas mentirosas. Ela, em um esforço supremo, sorriu e disse que sim.
Se está tudo bem, não tenho como ajudar, certo?
C.e.r.t.o!
Seria tão mais fácil se as pessoas entendessem, enfim, que dividir é somar. Mas essa matemática parece que não combina com a cabeça taylorista dos chefes, no geral. Fazer o quê, né?
Enquanto isso, na sala de justiça,
em sala de aula, vou fazendo o que posso para que os "meus meninos" se libertem e voem. Com asas invisíveis e gigantes.
Quem sabe um dia eu consiga ir junto...

.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


(Foto e vídeo divulgação, dia da criança Viva Vida)


Esqueci de contar como foi, no domingo passado, a entrega dos donativos no
Instituto Beneficente Viva Vida.
Muito, muito legal, parar uma faixa da Ayrton Senna com uma comitiva pra lá de emocionante e emocionada. Muito bom, mesmo, olhar pelo retrovisor e ver aquele mundo de motos e carros com os piscas-alerta ligados, avisando da nossa chegada.
Ano que vem, conto com você, tá? Sem desculpas.
E, claro, não é preciso esperar até o próximo dia das crianças para fazer uma boa ação. Sempre é tempo de ajudar.
Sempre.
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(Pingo, meu "sobrinho", fazendo pose)

Eu já disse que amo bicho, né? Gato, cachorro, coelho...
Só não gosto de papagaio.
Medão mesmo.
Pois então, estou com saudade do Pingo. O coelho da minha irmã. Ele morde todo mundo. Menos eu, claro. Sempre que ele vem aqui, fica na mordomia geral. Minha irmã disse que não traz mais. Ele fica "folgado"...

Micro-ondas novo funcionando. Enfim.
É... eu não estava conseguindo ligar.
Sem comentários...

Dias
non sense.
É como se eu tivesse de ressaca permanentemente, mas... não bebo, você sabe. E, quando bebo, dois chopes me derrubam.

Para dor de cabeça, um dorflex, para o estômago, chá de erva-doce. Só não descobri ainda o que faz bem para tanto trabalho acumulado. Um clone, talvez...


Ah é, o All Black. Sinceramente? Caro e o atendimento péssimo. A parte boa foi a música. E só. Para um pub na Oscar Freire, eu esperava (bem) mais.

Falei pra você que comprei um dicionário dos símbolos? Não, né? Sempre quis ter um. Está comprado há uns dois meses. Nem abri. Aliás, eu devo ter uns dez livros aqui, nessa situação. Uma lástima.

Enfim, depois de um jejum de não sei quantos meses, vi dois filmes hoje. Na sala. Minha irmã instalou o dvd novo no meu quarto, mas na sala o clima sempre fica mais familiar. Estou tão canceriana ultimamente...

Esta semana só ouvi coisas edificantes. Um aprendizado morar em Sampa:

- Você quer o desodorante em splay ou rolão?
Rolão, minha gente! Rolão...
O splay eu até perdôo. Mas rolão... eu sou uma moça de família, né?

- Juro que dessa vez, eu vou me emprenhar o máximo pra fazer tudo certo.
- E quem vai ser o pai da criança?
- Como?
- Nada...

- Professora, isso é mídia massante, né?
- É, bem massante, minha filha. Bemmmm massante.

- E esse texto foi póstumo ao que fizemos na semana passada.
- Póstumo?
- É, professora. Fizemos esse texto, depois que a senhora fez as correções no da semana passada.
- O da semana passada deve ter morrido de desgosto, suponho...
- Não entendi.
E eu sorrio, sem ter o que responder.

Prometi ao menino mais meigo do mundo, uns links de quadrinhos e afins.
Acho que o "meu leitor" nº 11 também vai gostar, então...

Pablo Carranza: http://www.pablocarranza.com/
Manual do Minotauro (Laerte): http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/
Muriel Total (Laerte): http://murieltotal.zip.net/
Bichinhos de Jardim: http://bichinhosdejardim.com/
Adão: http://adao.blog.uol.com.br/
Blog do Galhardo: http://blogdogalhardo.zip.net/
Niquel Náusea: http://www2.uol.com.br/niquel/
Malvados: http://www.malvados.com.br/
Um sábado qualquer: http://www.umsabadoqualquer.com/
Clube da Mafalda: http://clubedamafalda.blogspot.com/
Toda Mafalda: http://www.todamafalda.com.br/
Blog do Benett: http://blogdobenett.blog.uol.com.br/
Gilmar On-line: http://gilmaronline.zip.net/
Allan Sieber: http://talktohimselfshow.zip.net/
Casa do Snoopy: http://casadosnoopy.blogspot.com/
Vida besta: http://www.vidabesta.com/tiras.php
Chiquinha: http://chiqs.blog.uol.com.br/
Depósito do Calvin: http://depositodocalvin.blogspot.com/
Frases ilustradas: http://frasesilustradas.wordpress.com/
Por João: http://www.porjoao.blogspot.com/
Tirinhas.com: http://www.tirinhas.com/

Vou ali ver filme. Mais um.
No quarto, embaixo das cobertas.
Ou ler.
Ainda não decidi.
:P

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sábado, 10 de outubro de 2009


(Escher)

Noooussa, tanta coisa acumulada pra falar. Tanta! Mas você já sabe... sem tempo. Pois é, o Transitivo está virando monotemático. Sem tempo, sem tempo, sem tempo. Só dá isso.

Hoje fui ao melhor restaurante vegetariano do mundo (nhé). Fica no Centro, perto da Estação da Luz. Acho que o nome é Lotus. Peguei um monte de cartão e depois repasso. O mais bonitinho foi a escolha. A única natureba do grupo era eu. :P

Aliás, natureba vírgula. Adoro uma bobagem, mas não sou fã de bolo. Só que a mamilis fez um, hoje, de milho com passas que pelamor. A casa está cheirando a bolo. Não resisti e estou aqui, comendo de joelhos. Vai ter mão boa assim pra doce em outro canto. Afe!

Fui comprar um presente ontem e quase chorei. A Saraiva, aqui perto de casa, está um luxo. Tanta coisa boa e eu nem consigo ler meus gibis. Pra falar a verdade, ultimamente, está dureza conseguir ler qualquer coisa que não seja livro técnico ou e-mail. Mas não resisti. Você sabe, sou doente. Além dos dois livros de presente, comprei um pra mim, da Marisa Lajolo. É uma espécie de coletânia de textos de autores consagrados sobre obras de arte que foram ou são importantes para cada um deles. Mais ou menos como "um texto para uma tela que me inspirou". Nunca vi nada tão parecido comigo. E é um livrinho, fino, laranja, modesto. Mas, tão lindo que, juro, cada pedacinho de mim sorriu quando viu. E, claro, ainda não li. Mas vou. Juro. Talvez hoje de madrugada, quando chegar.

Saudades dos meus amigos, sabe? De dois, em específico. E não digo quais são. :P

Um aluno me deu toda a discografia do Pink Floyd em mp3. Pergunta se não estou feliz.
E sim, apesar de brava, ainda existem pessoas neste mundo que vencem o medo e chegam perto.
Tudo o que mais gosto da vida é de carinho, mas tem gente que não se toca.
:)

Daqui a pouco vou sair (de novo). Nunca fui a um pub. E dizem que esse é muito bom.
Já tinha ouvido falar, mas nunca deu certo ir.
All Black, conhece? É irlandês e hoje é dia de Classic Rock.
Depois conto.

Não tem jeito, eu amo o Centro de São Paulo.
É tão lindo...
Me deu uma vontade louca de sacar o celular e sair tirando fotos. Mas a definição da câmera do meu celular é daquele jeito, então, nem perdi tempo. O pior é que tenho um montão de bônus para trocar por um melhor, mas juro... esses modernosos não me agradam muito. Eu tenho de ter celular de estivador. Mocinha delicada, eu.

Conversei bastante com a conselheira estelar hoje. Estou com novas ideias. Daquelas que eu gosto. Você sabe... quando escasqueto, eu encasqueto. Percebi que está na hora de ser quem eu sempre quis. E para isso, é preciso pirar um pouquinho. Eu sei que às vezes, estou na contra-mão do mundo, mas mesmo correndo o risco de cair em filosofia de boteco, não interessa a mão do mundo, a minha é a que importa. E sim, sou uma daquelas almas que ainda acredita que tudo tem um sentido. O resto, é o resto.
É, eu sei... nem Freud explica.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009


(Benett - daqui)


Falta tempo para tudo. Mas, hoje, vou dar um jeito e passar no Starbucks.
M-e-r-e-ç-o.
Meu café geralmente é descafeinado. Hoje, vai ter de ser normal. E duplo.

Nesse frio, eu queria o aconchego de uma cama quentinha, macia e cheirosa.
E dengo. Muito dengo.
Vou ficar querendo, porque o trabalho está aqui, olhando pra mim e rindo da minha cara de sono.

E esse feriado que não chega, né?
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sábado, 3 de outubro de 2009


(Giorgione - Vênus dormindo)


O sono domina. E tanta coisa para fazer. Tanta!

Sempre bom sair. Vez ou outra se conhece gente interessante e gente que faz você se sentir interessante. O ego agradece.

Por que *todo* mundo me acha com cara de professora primária? Pelamor, né?
Eu a-d-o-r-o criança, isso já é mais do que sabido no universo, mas daí a dar aula para elas...

Falar em aula, falei com o "chefe" na quinta. Sei lá se fiz bem, mas pedi para ficar mais perto em 2010. O que realmente cansa não é a minha carga horária, é o trânsito. Seis horas de deslocamentos por dia é demais para qualquer um. Falar nisso,
alguém pode me explicar porque as pessoas não usam seta? Ou por que os motoqueiros aceleram quando a gente usa uma?
Lembrei da conselheira estelar: "o mundo precisa de mais orgasmos". Gozar a vida, gozar da vida, deve fazer esse povo buzinar menos. E dar seta. No sentido literal, claro. :P

Eu não gosto de micro-ondas. Acho que faz mal. Acho mesmo. Mas, pela milésima vez, vou tentar ter um. Aliás, já comprei um bem bonitinho e pequeno. Está lá instalado há duas semanas. Nenhum dia de uso. Todo mundo ri de mim, mas caramba... dá licença tentar levar uma vida mais fogão a lenha? Eu até concordo que exagero, mas sou assim mesmo. Ponto. Hoje vou experimentar fazer chá de camomila (bem forte) com ele. E
dormir gostoso.

Comprei outro dvd para o quarto. Duas semanas na caixa, debaixo da cama. Preciso instalar, mas a preguiça é descomunal. Sem tempo para ver absolutamente nada. Vou esperar alguém de boa alma se oferecer. Pago em café com leite e pão com manteiga.


Uma monografia me espera. Antes preciso fazer o "dever de casa" das disciplinas pendentes. Pergunta se estou animada, pergunta... Nem preciso dizer o que acho disso tudo, né? Pior é a minha cara de pau em p
ensar no doutorado. Dá uma canseira só de imaginar...

Estou conformada. Acho que nunca mais, na vida, vou tirar esse aparelho. O doutor diz que, pela previsão, daqui a um ano,j á estarei usando o móvel. Duvido. Meu sorriso vai ficar pra sempre cheio de arame. Deve haver alguma vantagem nisso. TEM de haver.

Estou lendo bem menos este ano. Bem menos, mesmo. Eu olho para o meu criado-mudo e fico meio melancólica. Tanta coisa boa me esperando e eu com dez mil e-mails sem responder. Tudo tão non sense... De vez em quando, me sinto personagem de um filme do Buñuel.
Juro.

Convidando com certa antecedência pra não ter furo: em 2016 já marquei um chopinho no Rio com meio mundo.
Você vai, né?
Falar nisso, você já viu o Google hoje?



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domingo, 27 de setembro de 2009


(Nicoletta Tomas Caravia)

Ele me disse, entre um sorriso esquisito e um cigarro, que o tesão pela minha inteligência era tanta, que queria lamber meu cérebro. E foder com o meu verbo.
A minha repulsa não foi pelo cigarro, pela imagem do cérebro lambido, a minha repulsa não foi por ele.
Foi por aquele tênis imaculado.
Branco. Virgem de caminhar pelo mundo. E aquelas mãos de quem nunca trabalhou.
Como eu vou amar quem não vive por medo de se sujar?
Não, eu gosto de quem se encoxa com a vida, de quem arrisca o que não tem. Eu gosto de abrir os braços e sentir que meu corpo se abraça ao desejo de quem andou por aí e voltou repleto de delícias, num sorriso frouxo. Incorruptível e com histórias para contar.
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Concentração

Com ou sem
tração.

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(Gitana, de Haline Moretti)

Confusa e pensativa.
Talvez sejam os hormônios, talvez seja o tempo. Talvez seja eu, pensando em você. Talvez não seja nada. Nunca.
Ou seja tudo. Hoje.
Talvez a vida não faça sentido, ou a vida me faça sentir.
Talvez seja esse o sim, do não que eu esperava.
Talvez.

.
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(A natureza morta com Magnólia, de Matisse)

É tudo, de repente, um grande aglomerado de coisas. Você, sua vida, a arte que cerca seus olhos, os sons das pessoas que passam, e o amor do mundo, pelo desamor d
o mundo.
Então, você pensa que coisas boas acontecem. Faz o jogo do contente, resgata memórias passadas e vive em um presente futurista.
Sim, coisas boas acontecem.
E você teima em vê-las. Onde quer que elas se escondam. Mesmo que você se esconda.

Ontem fui ver Matisse na Pinacoteca.
Se você me conhece um pouquinho, já deve saber que a Pinacoteca é um lugar especial para mim.
Mas não sei se gostei da exposição. Gente demais, silêncio de menos.
Volto outro dia. Talvez para isso sirvam as tardes cinzentas de chuva. Talvez pelo cinza, eu goste tanto das cores que explodem em um Matisse.
Talvez.


A Virada Russa, no CCBB, não estava diferente. Fila para ver Ka
ndisky, fila para ver Chagall, fila para ver qualquer coisa que eu quisesse ver.
Mas uma das filas me trouxe um presente. Quase que como um pedido de desculpas. E eu, aceitei.
Também enfileirado, o Laerte falou comigo. Quase uma metonímia: a fila
pela fila. A arte pela fila.
- Sim, é fila para ver Chagall. E poxa, você é a cara do Laerte. Igualzinho.
- É que eu sou o Laerte.
Silêncio no CCBB. Silêncio imaginário, claro. Porque as pessoas falavam sem parar, mas meu cérebro congelou. A minha cara deve ter dito tudo. E, para salvar o planeta de mais uma fã besta
, ele perguntou:
- Eu conheço você?
- Não, você não me conhece, mas eu conheço você. E eu sorrio.
E ele sorri de volta.
- Não estou te devendo nada, né? E ele ri de novo.
- Tirinhas autografadas.

E ele ri mais uma vez com a resposta. Laerte risonho.
Ou, eu acho que ele ri. A essa altura, eu já estava sem respirar.
A fila andou. Me separou do Laerte.
Grudei no braço do "moço do arroz japonês" e só sabia dizer:
- Cara, era o Laerte!
E o "moço do arroz japonês", acho que com pena, me apertou o braço, mexeu no meu cabelo e riu. Junto com as filas que criaram vida e que a essa altura, têm um lugar garantido no
meu coração.

Na volta, resolvi que merecia outro presente.
Fiz compras na minha loja preferida, dei voltas, a pé, por ruas conhecidas e sorri para a Alice, para o coelho e para o Chapeleiro Louco que há em mim.

Um desaniversário completo. Porque quando cheguei em casa, tinha até bolo.


(Laerte, como sempre, genial)
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P.S. E caso você não tenha entendido nada sobre a Alice, o coelho e o Chapeleiro Louco, é só clicar neste link.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009


(Renoir)

Hoje de manhã, fui de metrô para o trabalho. Assim, poderia corrigir uns trabalhos e entregar logo.
Até aí, tudo bem.
Rotina.
Masssssssssss, o metrô parou um tempão em uma das estações. "Sem previsão de retorno".
Meia hora depois, seguimos. Desembarquei aliviada e procurei um táxi.
Não tinha táxi no ponto. Não tinha nada em lugar nenhum. Oito da manhã, eu atrasada, e as ruas estavam quase fantasmagóricas. Isso parece meio história da Carochinha em se tratando de São Paulo. Mas tudo bem.
Quando cheguei na Uni, fiquei sabendo que o metrô parou porque... tcham... um vagão pegou fogo.
F-o-g-o!
Como sempre, tudo foi resolvido rápido, mas, pelamor, né? Fogo?
Comecei a aula pensando em como seria o meu dia depois dessa...
Mas, a vida é boa.
E...
Recebi um improvável elogio surpresa, assim, no meio da manhã.
Não estou acostumada, sabe?
Pra falar a verdade, normalmente, eu desconfiaria, mas dessa vez, não deu.
Foi tão bonitinho que fiquei meio boba. Mais que o normal.
Na volta, lembrei de uma situação chata que mexeu comigo há um tempinho e, comecei a chorar.
Pois é, chorar. No metrô.
Disfarçadamente, claro.
Não foi de tristeza, não. Foi TPM misturada com uma-sensação-de-não-sei-o-que. Tenho pra mim que foi uma sensação de, "você consegue, Lidiane. É só querer".
Posso contar um segredo? Descobri que eu quero! (Ainda que você não saiba o quê).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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Chove sem parar.
E você já sabe... não gosto.
Ponto.
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(Botero)

Você liga a TV para se distrair um pouco, enquanto corrige trabalhos e... aquela cena, daquele filme, está ali, depois de dois anos.
Aquela cena.
Daquele filme.
Você ri. Porque faz tanto tempo...
Você agora é outra. A vida agora é outra.
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domingo, 20 de setembro de 2009

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Para o moço do limão:
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(clique na imagem para ampliá-la)

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sábado, 19 de setembro de 2009



(Bichinhos do Jardim - aqui)
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Me contendo aqui para não fazer (e falar) besteira.
TPM no auge. Um terror...
Sabe uma verdade? Nunca, nunca (nunca) leve em consideração alguma coisa relacionada a mim quando estou assim.
É sério.
Mas passa. Sempre passa.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Rua Butantã, Pinheiros, às cinco da tarde
Cheguei ao trabalho, subi e tirei a foto


Tão lindo quem sorri com os olhos, né?

Adoro!

A Kopenhagen é mesmo um sonho. Me perco todinha quando passo em uma loja. É o quinto aniversário este mês. Mas hoje, resolvi ser boazinha e comprei um presente pra mim também. Mereço.

Descobri porque minha coluna estava doendo tanto. Trânsito. A Radial é super (super) apertada e os motoboys nos corredores não ajudam em nada. Ao contrário. Então, pra não desviar um milímitro dentro da faixa, estava fazendo força para segurar o volante. Resultado: costas travadas. Agora que já sei, ou relaxo ouvindo musiquinha calma, ou vou por um outro caminho (cheio de caminhão gigante). Não sei se trocar moto por caminhão é um bom negócio. Vamos ver, vamos ver...

Sono, muito sono.
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domingo, 13 de setembro de 2009


(Matisse)

Acordei tarde. Estou cansada, você sabe. Cansaço mais mental que físico. É bem verdade...
E não consegui fazer nada de produtivo até agora.
Pelamor, né?
Eu p-r-e-c-i-s-o! Senão passo a semana toda me arrastando e atrapalhada. Não dá.
A parte boa foi (quase) acordar com uma voz atrapalhada ao telefone. Muito, muito bonitinho.
Compensou os sonhos super-hiper-estranhos dessa noite.

Ontem tentei comprar "a bíblia do Crumb", só que ainda ainda não foi lançada aqui no Brasil. Vamos esperar pacientemente, mesmo porque, não estou tendo tempo de ler nada fora das obrigações técnicas. Chato né? Mas é assim mesmo. Tudo ao seu tempo (acho!). :P

A uni que trabalho comprou um planetário itinerante e instalou, provisoriamente, em um dos campi. Fiquei numa felicidade tão grande quando vi aquela tenda gigante e azul no meio do pátio... Conversei com o professor de astrofísica que estava lá e, provavelmente, os alunos da graduação vão ter acesso às exibições públicas. Fiquei sabendo também que vamos ter um curso de especialização em astrofísica. E que qualquer um pode fazer, já que o curso trabalha mais com física teórica. Meus olhos brilharam. Juro. Eu sei que não tenho mais condições de me meter em empreitada nenhuma, mas poxa... estudar as estrelas...
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Louca pra ver Matisse na Pinacoteca. Não vejo a hora.
Tem também a Virada Russa, com obras de Kandinski e Chagall no CCBB.
Claro que vou, né? E de joelhos.

Acho que vou ali dormir mais um pouco. Não estou conseguindo pensar direito.
A massagem de ontem me fez muito bem (além de colocar a minha coluna no lugar). Aquele cara tem mãos santas. Acho que relaxei tanto que só penso em dormir.
Té mais.
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Ontem, no finalzinho do dia, eu estava no altão de um prédio.
Não resisti e tirei umas fotos da cidade anoitecendo. Não ficaram boas. Pra variar.
Acho que preciso de um celular novo, sabe? Com uma câmera melhor.
O problema é que gosto do meu. Vive caindo e não acontece nada. Além de tudo, não é muito fininho, então, posso colocar no bolso da calça e sentar em cima.
Imagine só um celular muito fininho aguentar... Fora de cogitação.
É, eu sei... :P



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Acabei de comprar "Toda Mafalda".
Fi-nal-men-te!
Estou tãoooo feliz. Porque você sabe... amo (AMO) a Mafalda.
Ainda não chegou, mas para quem esperou tanto tempo, uns dias a mais são apenas uns dias a mais, né?


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sábado, 12 de setembro de 2009


(Angeli)

Quase quatro da manhã.
Deliciosas lembranças.
Estou lisonjeada.
É bom me sentir assim de novo.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

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Alguém pode, por gentileza, me explicar QUE CHUVA É ESSA?

Obrigada.

:/
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domingo, 6 de setembro de 2009


(O livro de Gênesis, por Crumb)

Choveu tanto, tanto e tanto, que começo a sentir guelras saindo do meu pescoço.
Meio assim... mutante.
Será que o professor Xavier me adota?
:P


Mamilis voltou.
Com presentinhos, como sempre.


Hoje foi dia de Maria.
A casa ficou um brinco.
Na verdade, desde terça ela está arrumadinha. Graças ao poder e obra da Super Luzi. Mas, como não paro em casa, nem tive tempo de desarrumar. Ainda bem, né?
Detesto bagunça, mas aprendi a conviver com ela, senão surto. E, ultimamente, não posso me dar ao luxo de surtar. Sem tempo total.

Esqueci de falar (isso merece registro), na quinta, um motorista de táxi me deixou assim que me pegou. Eu ia para um extremo, ele queria ir para outro. E estava chovendo. Muito.
Sujeito desalmado.

Eu sabia que boa coisa não ia sair dali, assim que entrei no táxi e vi o DVD do Leonardo tocando.
Leonardo, minha gente! L-e-o-n-a-r-d-o.
Aí, pra não perder o rebolado, desci do táxi (contrariada, lógico), passei por aquela passarela deprimente da Rebouças x Clínicas e, na chuva mesmo, saquei o celular, tirei uma foto do trânsito e fui embora rindo. Sei que parece loucura, mas a única coisa que me ocorreu foi registrar aquele momento molhado e non sense. Taí a foto. Tremida, claro. Só de pensar na escada gigantesca e balançante que teria de descer em seguida, tremi.


(Rebouças engarrafada em uma noite de chuva)


Hoje, passei o dia quase todo trabalhando. Milhares de questões para uma prova infinita. Duas provas, aliás. Assim que terminei, comecei a estudar. Desde o começo do ano sou a mais nova aluna matriculada em uma pós de EAD. Parece piada, né? Estou comprando tempo. Você vende?
Sabe o mais engraçado? Estou doida pra terminar de estudar (pelo menos uma parte do que preciso), deitar e... ler!
Descansar carregando pedra. Lê rê, lê rê.

O motivo para tanta fissura é que o Crumb lançou a bíblia em versão quadrinhos. E na Piauí deste mês, há páginas e páginas com os desenhos. Óbvio que amo o Crumb. Seria até esquisito se não estivesse curiosa.


(Deus, Adão e Eva, por Crumb)

Falar nisso, lembrei que uma vez me disseram que pareço uma das mulheres desenhadas por ele. Pode até parecer demérito, mas não é. Até um porco espinho desenhado pelo Crumb fica estiloso. Além do mais, as mulheres do Crumb são do tipo grandes e gostosas. Assim como as mulheres do Fellini. Entendeu o elogio agora, né? Pena que isso faz um tempão... :)




Ah! Hoje descobri que meu sobretudo lindo está apertado. Amanhã voltamos a caminhar. Eu e o celular que toca musiquinha. Quem sabe andando sem parar, um dia o Crumb não me desenhe...
:P
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sábado, 5 de setembro de 2009


(Matisse)

Estou um pouco triste, sim.
Por um monte de motivos.
Talvez o cansaço seja um deles. Ou o causador disso tudo.
Mas a vida tem sempre uma parte boa. Sempre.
Na quarta, recebi um e-mail com uma reportagem sobre a Mafalda. Sabia que fizeram uma escultura dela em um banco de praça na Argentina? Fizeram sim. E fico feliz quando alguém olha pra Mafalda e se lembra de mim. Ainda mais quando é alguém querido há tantos, tantos anos.
Quinta-feira, eu estava no meio da rua, na chuva, sem perspectivas de chegar no horário e, de repente, recebo uma mensagem no celular.
Dessa vez, era ele, o menino mais meigo do mundo, desejando que eu estivesse quentinha e aconchegada.
Não estava, mas fiquei. E essa foi a melhor parte de um dia chato.
Ontem, uma amiga querida saiu totalmente do trajeto dela e me deixou em casa depois do trabalho (que terminou quase meia-noite). E ela fez isso só pra conversar. Porque é bom conversar com quem se gosta. E eu fiquei agradecida do fundo do meu coração.
Agora há pouco, acordei com vontade de me esconder. Então, recebi outra mensagem. De outra amiga, sentindo a minha falta em um passeio que eu ia fazer, mas que furou.
São delicadezas assim, sabe? Que salvam os dias nublados. Como hoje.
Então, eu paro e, mesmo que eu continue com essa cara emburrada, entendo que tudo é fase. A vida não precisa ser exatamente como eu quero.
É, eu sei... dias ruins são para que os dias bons fiquem (ainda) melhores.
E você sabe, eu sou otimista por natureza. Mas, tenho noção, né? Sei que não tenho vocação pra libélula descompensada e saltitante. Então, enquanto isso, vou ali, fechar as janelas e como diz, a minha mãe: "dormir um sono e sonhar um sonho".
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P-R-E-C-I-S-O!


Assim, em letras maiúsculas e em negrito.
Aprendi a ler com as revistinhas dele. E, nem precisa me conhecer de verdade pra saber o quanto isso é importante na minha vida.
Maurício de Sousa e Monteiro Lobato são dois caras que amo.
Pra sempre.
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Ninguém está lendo, né?
Então, confesso. A coisa mais sexy (e deliciosa) do mundo é a barba grisalha de um homem inteligente.
Prontofalei.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

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Ai, gente. Berinjela é bom de qualquer jeito, né?
:)

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(Chiquinha - daqui)


Eu acho que sou viciada em tirinhas e charges.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Avenida Chile, prédio da Petrobras, RJ
Fotografia de Paulo de Loyola

Se nós temos a bandeira do Brasil, na Fiesp da Paulista, os cariocas têm o prédio da Petrobras em verde e amarelo, no meio da Avenida Chile.
Adoro o Centro do Rio de Janeiro. É tão lindo.
E, definitivamente, eu adoro o sotaque carioca.
Adoro!


terça-feira, 1 de setembro de 2009


(Prédio da Fiesp, na Paulista)

Ontem, às sete da manhã, no meio da Paulista, uma bandeirona do Brasil coloriu o meu dia. E o céu estava tão azul que não resisti e tirei uma foto. São Paulo, naquele momento, para mim, se fez linda. Pelos contrastes, pelo gigantismo, por eu estar aqui.
Apesar da rotina estafante, do meu evidente cansaço e do mau humor esses dias, se você olhasse para mim, naqueles poucos minutos, veria um sorrisão estampado no meu rosto.
Pena que a foto não ficou das melhores. Eu sei... :P

Mamis viajou correndo para Minas ontem. Meu tio está em coma. Estamos todos meio apreensivos. Pois é... e quem foi mesmo que disse que o homem já nasce com o gérmem da própria destruição? Por mais que eu tente, não lembro o autor. Mas lembro bem de ter ficado umas boas horas muda, depois de ouvir essa frase. Às vezes, sinto tanta saudades da faculdade de história e de aprender coisas assim. Sinto tanta falta de gente que me inspire, que me faça querer aprender mais. Sinto uma honesta e sincera falta de me apaixonar pelas coisas e pelas pessoas...

Minha irmã me deu um livro com tirinhas da Luluzinha.
Só alguém que me conhece desde bem pequena para adivinhar minha felicidade com um mimo desses.
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(clique para ampliar)
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domingo, 30 de agosto de 2009


(Rono Figueiredo)

Bom dia de sol! Uma praia cairia bem, né? A.m.o andar na beirinha da água, de manhã bem cedinho.
Estou pensando em ir, qualquer dia desses, ao Guarujá, molhar meus pés no mar, pedir bênção a Yemanjá, almoçar em um restaurante bacana, dar um abraço nos amigos e subir no fim da tarde.
Vou ver quais são meus dias de "folga".
Quem sabe dá certo...

Dormi e acordei com dor de cabeça.
Se não melhorar, vou apelar para o santo Dorflex.
Pensando seriamente em ir ao homeopata e fazer acupuntura. E, me matricular em uma academia.
Essa é a ideia mais bizarra que tive este ano (para o meu pequeno e arrumadinho universo), mas ouvi uma coisa esses dias que me fez pensar: "prioridades". Preciso esquecer minha falta de tempo e me organizar em prioridades.
Parece óbvio, né? Pois é... mas aprendi que o óbvio não existe.

Indo ali trabalhar.
Cadê o Dorflex?
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sábado, 29 de agosto de 2009


(Dali, Girafa em fogo)


Eu sei que (quase) ninguém entendeu o post anterior. Quando estou brava, fico assim, em códigos. E, aí, dá-lhe metáforas e mensagens cifradas. A parte boa é que não preciso me desculpar depois. A ruim é que o destinatário não faz a mínima ideia de que tudo aquilo seja pra ele. O que, no final das contas, também é uma coisa boa. Normalmente não sou das mais doces quando fico brava desse jeito. O melhor de tudo é que, duas horas depois, nem eu lembro o motivo de tanto furor. E aí fica por isso mesmo.

Tanta coisa aconteceu esses dias, mas a preguiça é maior que a vontade de escrever. E eu quase posso ouvir o silêncio do que ainda não foi escrito. Por isso, gosto de estar aqui, na solidão do Transitivo. É como se estivesse escrevendo no ar e lendo só pra mim. Em pensamentos.
Eu sei que, de vez em quando, você vem aqui. Mas entenda, eu sou feita de entrelinhas, e por mais que você me conheça, nunca vai saber quem eu sou de verdade. No fundo, acho que é assim com todo mundo. Até com quem menos se espera.

Conversei com a conselheira estelar hoje. E ela está certa em me dizer que uma vez tomada a decisão, não posso ficar voltando atrás, sem motivos. Não vou voltar. Me sinto melhor hoje que há um ano e meio. Aquela pontinha de dor está (finalmente) indo embora. E sabe, foi bom passar por esse período sem precisar recorrer a nada, além da costumeira vontade de ser feliz. Foi importante encarar a vida real sem subterfúgios e seguir em frente. Mesmo sentindo falta de um abraço que nunca vou esquecer.
Fiz tanta coisa boa nesse intervalo, que eu, agora, agradeço por ter tido esse impulso. Talvez pudesse ter sido de outra forma, mas não foi. Então, que isso fique de lição. Uma lição importante. Acho que estou quase pronta de novo. Mas sim, ainda há medo, resistência e reserva. Mentir pra quê? Se não gosto que mintam pra mim, não tem sentido eu fazer isso comigo mesma.

Falar nisso, as caronas de quinta têm me feito um bem danado. Os assuntos simplesmente surgem e como num passe de mágica, tudo faz sentido. Quinta-feira agora, desci do carro e entrei rindo no metrô. Um ano e meio me achando a criatura menos sexy do planeta e voilá, a vida não é feita só de corpos bonitos. Eu sei que isso é tão clichê, tão bobo, mas é que cada um tem os seus motivos, né? Os meus, para mim, são óbvios. Eu sei que me olham de dois jeitos. A questão é: como eu me vejo?

Estou abrindo meu coração, sabe? Espero que você não se importe em ler isso. Parece tão brega. Mas acho que faz bem colocar pra fora o que ficou tanto tempo escondido. Além disso, não é das coisas mais fáceis dizer coisas que só penso no escuro. É preciso uma certa dose de coragem. E estou olhando bem de frente para a minha agora. Grande parte dela ainda está escondida, mas eu sei que ela existe.

Comprei um chá diferente do usual. Vou tomar daqui a pouco. Mudar é a palavra da vez. Nem que seja em pequenas coisas.

Semana passada, conversei com um aluno no final da aula sobre música. Não lembro porque o assunto saiu. Deve ter sido alguma coisa que falei durante uma explicação. Lembro de ter mencionado rapidamente que gosto de rock e música clássica. Esta semana ele me deu um CD de Bach. Um mimo desse salva a semana. Sabe o pior? Não lembro direito do rosto dele. Foi tão rápido. Estou meio desolada por isso.

Falei com um amigo querido ontem. Tempos e tempos sem conversar e, então, o telefone toca. Umas vinte vezes, porque toda hora ele precisava desligar para atender alguém. Isso fez a minha sexta-feira ficar mais leve.

Gosto de girafas. Até das espaciais. ;)
(Comentário mais non sense. Eu sei).

Tenho tanto trabalho pra fazer que estou meio chateada. Não sei por onde começar. E não gosto dessa sensação. Aí, para compensar a cara feia, fui comprar um sapatinho. Não gostei de nada. Me diga como isso é possível? Como?

Eu adoro água fria. Mas ultimamente, tomar banho morno tem sido bom. Esqueço da vida. Quando eu ficar rica, além de uma biblioteca com teto e estantes de madeira, quero uma banheira bem grande.

É estranho sentir saudade de quem se conhece tão pouco. Mas eu sinto.

E esse feriado que não chega...

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009


(Goya)

Eu, fauvista, mais por gosto que por nascimento, estou vestida de Goya e sentanda em um jardim de caminhos que se bifurcam.
Essa sou eu. Resplandescente de liberdades e metáforas.
Fora do alcance de suas mãos. E perto, muito perto do seu mais terrível pesadelo.
Um conto de Poe. Um dia nublado. Um salão de gente desconhecida.


terça-feira, 25 de agosto de 2009



Perdi meu celular.
Achei meu celular.
Chico Buarque e Rita Lee têm marcado presença esses dias. Já furei os CDs.
Acho que vou mudar o repertório hoje. Preciso de alguma coisa mais agitada. O sono está me deixando lenta.
Vou cochilar 15 minutos antes de sair (até parece que eu consigo). Pelo menos vou fechar os olhos, o que é bom. Muito bom. Minha cama anda tão macia. Tão gostosa.
Furei com o dentista hoje. O número dele estava na celular, por isso, não consegui ligar. Mas isso é o de menos, porque de sábado não passa. Tortura com data marcada.
Não consegui fazer meu "dever" da Pós-Graduação. Vou tentar mais tarde. O prazo é hoje e claro, eu estou super atrapalhada com tanta coisa pra resolver, elaborar, e sei lá mais o quê.
Descobri que a palavra "míni" tem acento. Como eu consegui viver até agora sem saber disso?
O trânsito hoje estava impossível. Vamos ver agora à tarde. Que o tempo melhore.
Comi Bis hoje. Um monte deles depois do almoço. Não deveria, eu sei (sei mesmo). Mas a vida também é feita de gostosuras. Amanhã eu compenso.
Falar em compensar, meu cabelo está enorme. Pensando em cortar bem curtinho de novo. Pensando.
Não estou conseguindo ler uma linha sequer esses dias. Está fazendo falta. Olho para os meus livros, tadinhos, e me sinto desnaturada.
E esse feriado que não chega, hum?
Antes disso, quero ir ao cinema. E tomar café no Starbucks. Descafeínado, claro.
O coelho da minha irmã estava aqui. Ele correu atrás de mim. Mas mostrei quem manda. Parei, olhei pra ele e disse: Pingo, chispa.
Ele chispou. E depois ganhou cafuné demorado. Coelhos gostam de cafuné. Mas, pensando bem... quem é que não gosta?

sábado, 22 de agosto de 2009



Eu não me canso de dizer que o Laerte é um gênio.
Essa tirinha é uma obra-prima. E não, não acho que estou exagerando.



(Édouard Manet)

Sabe a rua do post abaixo? Também tem a melhor padaria do universo. Fiquei tão perdida lá dentro... gostosuras sem fim, sabe? Tomei café com leite e comprei quase sessenta reais de delícias. Aí, liguei para minha irmã:
- Você vem amanhã, né?
- Não sei.
- Mas você tem de vim, senão, quem vai comer isso tudo? - disse quase chorando e segurando nem sei quantos pacotes, toda atrapalhada pela rua.

Prometi que ficaria uns dias sem fazer outra bobagem, mas... nessa rua também tem um banca bem grande de revistas. Acho que não tinha contado isso ainda, né? Pois é. Juro que parei só para olhar as novidades. Juro. Mas não resisti e comprei (mesmo sem poder) três CDs com livrinhos: Strauss, Haydn e Bizet. Voltei pra casa ouvindo Strauss. Bem alto. Com os vidros fechados. E pensando em perguntar para o moço sério se ele quer ouvir também. Qualquer dia desses, em uma folga.



Hoje é sábado, dia de acordar mais tarde. Felicidade só por isso. Ou... também por isso. E, mesmo podendo ficar na cama, preguiçosamente até mais tarde, eu tinha horário. Mas me atrasei.
Sabe o engraçado? Conselheira estelar esqueceu de me agendar na hora combinada. Então, tive de esperar, mesmo atrasada. E, ao contrário do que possa parecer, fiquei feliz, porque pude andar por ruas de casas bonitas. E, foi numa dessas ruas, procurando uma padaria que me disseram ser boa, que encontrei essa árvore das fotos. De tão amarela, sorria para o mundo inteiro. E para mim. Me lembrei de você e também sorri, sozinha, como uma moça boba. Porque sei que você também sorriria, como um moço bobo. Então, tirei essas fotos. Sem definição, porque são do celular. Me perdoe por isso. Eu sei que não gosta de fotos sem definição, mas entre a definição e a flor, eu acho que prefere a flor. E eu queria tanto, tanto mostrar pra você...
Mas o melhor mesmo foi chegar em casa e ver seu e-mail. Será que estamos na mesma sintonia ou é apenas saudade um do outro, ao mesmo tempo?
Eu prometo que vou ouvir as músicas e calçar um sapatinho roxo para acompanhar. E obrigada, menino mais meigo do mundo. Você me fez mais leve hoje. E me fez sentir um calorzinho tão bom no coração... Você sabe o quanto gosto de carinho. E eu queria tanto, tanto, tanto te dar um abraço e agradecer por se lembrar de mim. Por associar coisas divertidas a mim, por ser tão doce e tão meigo comigo... Você sabe o quanto, mesmo sendo "durona", eu preciso desse aconchego. Ainda que distante e intermitente. Mas de verdade.
É por isso (e por outras) que não me canso de repetir: ontem, hoje e sempre: "eu vejo flores em você".

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Passei o dia todo com cólica. Todinho. Uma dor, assim, indecente. Acho que preciso colocar a resolução disso como prioridade na minha vida.
O engraçado foi dar aula com um monte de Buscopam no juízo. Fiquei, claro, meio lerda. E boba também.
Mas o ponto alto do dia foi o motorista do táxi. Sujeito mais sem noção. A cara do Dinho, do Capital Inicial e sem um pingo de juízo. Sei lá porque, me contou todas as conquistas amorosas dele. E ainda perguntou se eu bebia.
- Bebo não.
- Nada?
- Só um pouco, quando dá vontade.
- E quando dá vontade?
Nessa parte eu fiquei muda. Porque não sei quando dá vontade. Eu deveria ter respondido que não sei. Mas não consegui falar. Acho que ele entendeu e mudou de assunto: o trânsito de São Paulo.
Desse assunto eu sei falar. Todo dia, passo horas e horas de lá pra cá, em um deslocamento que só quem é daqui, entende.
Na volta pra casa, peguei uma carona. E sabe, ouvi coisas tão boas. Papo delícia. É tão bom conversar com quem tem algo a dizer. Tão bom e tão raro. Não sei se foi a cólica, mas fiquei pensando em como, às vezes, a gente se depara com artificialidades sem fim. Pessoas que se importam com o ter, ao invés do ser. Com a aparência das outras pessoas. Como se tivessem vergonha de viver ao lado de quem não é perfeito. Cansei, sabe?
Estou meio de saco cheio de gente rasa. Gente fraca. E, nessa meia hora de carona, a ficha caiu. Gosto de fichas que caem. E de ter a percepção de que tudo, absolutamente tudo tem um propósito. E que eu realmente tenho sorte.

Vou dormir. O chá fez efeito e eu nem sei mais o que escrevo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


(De Chirico)

Se na segunda o dia foi lindo, a terça começou com chuva. E, todo mundo sabe, eu não gosto de chuva. Então, imagine o meu bico... Mas tudo passa. E agora estou aqui, sequinha, nesta quarta nublada, pensando se almoço ou se cochilo meia hora. Provavelmente vou cochilar. Tenho dormido pouco e eu preciso de mais. Muito mais.

Queria ter a facilidade para encostar e dormir no metrô, no ônibus, em pé ou em qualquer canto, mas não consigo. Tem gente que até ronca. É tão engraçado... Eu fico olhando e olhando. Provavelmente por inveja.

Ontem comprei três livros novos. Acho que é compulsão, sabe? Sei que não vou ler agora, mas eles me chamavam lá da estante. Tão disponíveis. Tão dados. Parecendo que queriam ser de alguém. Agora são.

A melhor cena do dia foi um cachorro todo peludinho, tentando subir pela escada rolante. E no sentido contrário! É claro que, quanto mais ele tentava, menos ele saía do lugar. O metrô parou para olhar e sorrir. O cachorro também parecia sorrir. Juro. Aquilo, para mim, foi como um bom dia refrescante.

Eu quase posso ouvir o silêncio de uma tela do De Chirico. Gosto tanto!

Estou quase furando o CD do Ney Matogrosso cantando Cartola. Coisa mais linda do mundo. Presentão.
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A TPM, realmente, me deixa meio sem noção. Eu falo tantaaaaaaaaa bobagem que estou começando a pensar em usar mordaça. Ou, fazer voto de silêncio.
Vamos ver...



segunda-feira, 17 de agosto de 2009


(Remedios Varo)

O dia amanheceu tão lindo hoje. Tão lindo! Prenúncio de coisa boa vindo por aí.
Espero. Porque eu mereço coisas boas.
O mensageiro dos ventos do meu quarto tocou quando escrevi isso. Sinais que só existem em um mundo que criei pra mim. É por causa dele que olho o céu e me vejo estrela. Mas nesse meu mundo, há também o que não quero. Pensamentos que entram pelos vãos das portas. E que, por não caberem nas gavetas, rondam em espectro, meus dias. E dormem à noite, junto com meu sono.
Agora eu entendo que o melhor é esperar. Só que nem sempre consigo. Porque apesar do poder que há em mim, a minha sombra é cheia de senãos e desejos. Não me surpreendo. Não mais. Esse humor ácido é de nós dois. E o meu outro eu, em um espelho que só eu vejo, sorri. E me pede com um gesto, que eu continue caminhando. Eu vou. Já aprendi. É preciso amar o que ficou para trás. O meu passado fez de mim, a justa medida do que sou hoje. E, mesmo que você não saiba, mesmo que ninguém veja, o meu hoje, é mais feliz que o meu ontem. E, não, não falo de felicidade inventada. Falo do bem estar em ouvir o vento e saber que ele voltou a soprar, porque esse é o caminho dele. Falo da minha vontade de voar, porque é isso que eu quero. Falo de todo o amor que eu tenho, porque é disso que eu sou feita.



domingo, 16 de agosto de 2009


(Hector Rojas)

Hoje foi o dia do sol no planetário.
Gosto tanto, tanto, tanto de lá.
É como se fosse um lugar meu, mesmo sendo de todo mundo.

É preciso me conhecer para entender o que eu digo. O que me faz lembrar que, se você é uma das poucas pessoas que tem o endereço daqui, é porque você *realmente* me conhece.


Ouvindo a trilha sonora desse filme de novo. De novo. E de novo.
Sozinha. :(
Deveria haver uma lei "obrigando" que certas coisas fossem compartilhadas.
Sempre.

(Laerte - daqui)

E ontem foi o dia do trânsito pra perder a paciência. Perdi, né? Claro. E fiquei cansada, muito cansada. Pra comemorar, acordei hoje às 11 da manhã. Deliciosamente feliz.
Dormir bem me faz feliz.
Mas o chefe ligou e eu tive de trabalhar, mesmo sem querer. É verdade que trabalhar em casa, de pijama e pantufas é sempre mais confortável. Então...

Duas pessoas me falaram, hoje, que estou com um ar mais leve. Será? Muito provável que sim.
Se por um lado, é bom perceber que grande parte daquele rancor (deslocado e indesejado) já foi embora, por outro, o medo ainda me paralisa.
Não gosto de indefinições e sei bem que crio situações que confundem as pessoas. Pior, confundem a mim mesma.
Digo coisas, querendo outras. E tudo para me proteger. Tentativa frustrada, aliás. Porque termino provocando o que menos quero.
E foi aí que a conselheira estelar me perguntou, assim, na lata: - E o que você quer?
Eu ri. Porque ela sabe o que eu quero.
O que sempre quis: carinho.
Na verdade, eu preciso aprender a aceitar o carinho que recebo. É essa a verdade.
Eu não faço por mal. Esse meu jeito, meio distante e irritadiço, é parte de uma tentativa inocente e infantil de parecer forte. Pra que, né? Isso não serve para nada.
E sabe, a cada dia, acredito realmente, que tudo tem a sua hora certa. O bom é que a maturidade (para não dizer a idade), minimiza um pouco a pressa e está me fazendo entender que a vida vai muito além do que eu sou. E do que eu que quero.

O Brow está fazendo mestrado às sextas, de quinze em quinze dias, um andar acima de onde trabalho também às sextas pela manhã. Fomos almoçar ontem e vamos nos ver sempre que der. Não é o mesmo que trabalhar juntos novamente, mas está valendo.

A Mouzes me disse uma coisa interessante hoje: o inverno não é a melhor época de mudar. Não deixa de ser verdade. Inverno é época de recolhimento. Procurar um apartamento agora, está fora dos meus planos. Mas já começo a pensar nisso.

Falar em Mouzes, tinha mais de uma semana que não falava com ela. E a gente mora na mesma cidade. Meia hora uma da outra...

Definitivamente, o mocinho do estacionamento foi com a minha cara. Isso é uma maravilha. Meu carro está sempre fácil.

A Katinha me contou, toda feliz, que pegou um filme francês na locadora. Quando me disse o nome (Como você é bonito), lembrei que vi no cinema e há mais de um ano.
É por essa e por outras, que estou feliz em Sampa. Apesar do trânsito, das pessoas mal humoradas e das chuvas.
Paraíso é onde a gente escolhe morar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


(Ben Goss)

Há muitos (e muitos) anos, meu pai me deu um mini dicionário Aurélio. Assim, eu poderia carregar para qualquer canto, quantas palavras conseguisse ler. Ele sempre soube do meu gosto por palavras soltas. Talvez porque imaginasse que um dia eu faria bom uso delas, juntas.
Tenho esse dicionário até hoje. As páginas já estão amarelas e o desenho que meu pai fez na lombada, com meu nome e rosto, já está sumindo. A única coisa que permanece intacta, é o adesivo com uma frase de Goethe que eu colei na capa.

"Seja lá o que você pode fazer, ou sonhar... comece.
A ousadia sempre traz consigo a genialidade, poder e mágica".

Talvez seja isso. Talvez me falte um pouco mais de ousadia. Ou coragem. Porque eu realmente acredito em um mundo mágico de possibilidades escondidas. E em pequenos e sublimes momentos felizes disfarçados de cotidiano.

terça-feira, 11 de agosto de 2009


(Toulouse-Lautrec)


Não dormi de ontem pra hoje e ainda estou acordada. Estranho, né? A dor de cabeça deve ser reflexo disso. Espero que um Dorflex resolva.

O sono era tanto pela manhã que resolvi ir trabalhar de metrô. Mais seguro. Esqueci que ia andar, e fui de salto. Moça inteligente... Meus pés estão doendo até agora. Muito, muito.
Por sorte, na hora do almoço, passei em casa, tomei um banho morno, me joguei na cama e fiquei olhando pra dentro. Não dormi, mas fechar os olhos me fez bem.
A turma da noite foi melhor do que eu esperava. Apesar da dor de cabeça, a aula rendeu. Gosto do que faço, sabe?
Hoje foi o primeiro dia depois das férias, mas parece que já estou de volta há uma semana. Me perguntaram se dá um frio na barriga voltar depois de um mês. Não deu.
Pegar a Radial às seis da noite realmente é exercício de paciência. Mas, confesso que teve uma hora que olhei pra frente, vi aquelas luzes todas ligadas e piscando e tive a certeza de que tinha feito escolhas certas, apesar de algumas erradas.
Eu sei que não sou muito carinhosa comigo mesma. Por isso, fiquei feliz em admitir ter conseguido algumas pequenas e importantes vitórias. Aos poucos, acho que estou aprendendo a respeitar quem eu sou. Leva tempo e o processo é contínuo. A terapia tem ajudado, sim. É um compromisso que assumi comigo: me melhorar.

Recebi um e-mail meio non sense agora. A vida é mesmo engraçada e dá voltas. É feio assumir que me sinto, de certa forma, vingada? Acho que é feio, sim. Mas não posso mentir pra mim mesma. Já fiz tanto isso... essa coisa de racionalizar sentimentos. É mais justo viver a verdade. Ainda que ela seja diferente do que se pensa ser o certo.

Vou dormir. Está passando da hora e amanhã (hoje) acordo às cinco e meia de novo.

Que amanhã o dia seja bom, leve e produtivo.



segunda-feira, 10 de agosto de 2009


(Chema Madoz)

Minhas férias terminam amanhã. Quer dizer, hoje. Porque estou aqui, de madrugada, esperando o sono chegar para acordar às cinco e meia da manhã. E, já são quase duas.
Confesso que não estou muito animada, mas a realidade me chama. Agora é fazer o meu melhor. E torcer para que o semestre seja gostoso e tranquilo. É o que espero e, sinceramente, o que preciso.
Sei que um assunto não tem nada a ver com o outro. Mas a-c-a-b-e-i de achar meu primeiro cabelo branco. Estou apavorada. Espero conseguir dormir.
:P
Ah! E eu gosto de pudim com bastante calda, água gelada e chá. Mas acho que você já sabe... ;)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009


(imagem de Travis Lampe)


Dor de cabeça insistente.
E estou cheiinha de coisas para fazer e resolver. Preguiça. Aguda.

Esses dias andei vendo Top Chef na TV. Voltou a velha e boa vontade de cozinhar. Eu gosto muito. Mas, desisti. Nem é preguiça. Mas sei lá, pra cozinhar, tem de ter paz. Gosto de cozinha vazia. E alguém para lavar os pratos depois.

Falar nisso, comi ontem o melhor bolinho de arroz (com provolone) do universo. Pelamor, o que é aquilo? Foi aqui.

À noite vai ter festa. E eu *tenho* de ir. Vou, porque a dona da festa é amiga pra sempre. Mas, juro, a vontade mesmo era de ficar em um lugar quentinho, escondidinho, vendo filme e rindo. Com boa companhia, claro. :P

Acho que vou ali andar, mesmo com essa dor de cabeça. Quem anda, o males espanta. Ou alguma coisa do gênero.
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(Magritte)


E aí que você passa três horas em reunião e depois vai para um bar com amigos. Porque depois de uma reunião dessas, só bebendo. Mas você bebe pouco. Quase nada. E o quase nada, dessa vez, foram dois chopes. O que é muito para o seu limite de um.
Então, como um por um milagre, você descobre que já não tem mais paciência para um monte de coisas. E é uma monja para outras tantas.
Então, pega o telefone e pensa em ligar para todo mundo que gosta. Mas não liga. Claro. Primeiro porque não tem o que falar, depois porque já é tarde, a cama está quente e é hora de dormir.




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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Uma pausa para os nossos intervalos comerciais.
Como só vocês me lêem, não tem problema.
:P

Para o moço querido do Kung Fu, força e paciência, tá?
Vai dar tudo certinho. Eu prometo.
(E toma um banhozinho de sal grosso).
Beijo, viu?



OUTRA pausa para os nossos intervalos comerciais.
:P

Para o "menino mais meigo do mundo", um abraço bem quentinho.
Bom ouvir sua voz feliz e, assim, de surpresa. Adorei o mapinha com a casinha vermelha.
Continuo na torcida. Ever!



(Ana Coral)


E já que hoje é o dia dos recadinhos, um beijo para a menina mais nojentinha e magricela do planeta. Estou sentindo (muito) a sua falta, viu? Pois é, ando boazinha... mas não acostume. risos



(ilustração de Céo Pontual)
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ontem à noite ganhei a música mais linda de todas. O estranho foi não ter reconhecido logo de imediato, já que ela faz parte da trilha sonora de um dos "meus" filmes.
Hoje, pela manhã, ao ouvi-la pela milésima vez, fiquei tentando achar uma palavra que traduzisse o que sinto quando ela toca. A mais próxima que encontrei foi "encantamento". Acho que não ando boa com as letras. Houve um tempo em que isso era mais fácil.
Então, lembrei de um texto que fiz há alguns anos. Talvez seja isso. Ou um pouquinho mais.

"Às vezes, sou de um gostar tão insuportável que a minha vontade é desintegrar e acordar nos átomos do meu desejo.
Perdi a conta das vezes que me senti mergulhando em um livro, em uma música ou até mesmo em alguém.
Volto sempre saciada e em silêncio.
É como despertar de um transe em uma noite escura e descobrir ser a própria noite.
Em seguida, a solidão me faz companhia. Só ela me entende e só a ela posso me dirigir.
E é quem eu invoco agora. Dessa vez, é em solidão que me transformo, até que o infinito me chame de volta".


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pergunta: por que eu insisto, mesmo sabendo que vai dar errado?
Vou ali fazer um chá.
De camomila.
BEM FORTE.


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(Chagall)

Duas exposições importantes chegarão ao Brasil em breve (Matisse e Chagall). Fiquei feliz com a notícia.
Isso me fez lembrar que, há alguns anos, eu estava em uma roda de leitura em que o autor do texto lido, parou, olhou para os participantes e disse, lindamente, e dentro do contexto que vivíamos naquele instante: "a arte escapa".
Eu, que não entendo muito de arte, "escapei" para outro mundo. Um que construí para viver mais confortavelmente os meus dias de solitude.
A arte me transporta, me transforma e me faz pensar. Não sei se é assim que deveria ser, mas é assim que funciona comigo.
Por isso, fico feliz toda vez que existe a oportunidade de aumentar o repertório do meu mundo imaginário com mais beleza, mais tinta e mais cor.
Talvez eu goste tanto da cor porque ela muda com a luz. Mesmo que a sua essência continue a mesma, ela brinca com a nossa visão, transforma o feio em bonito e faz o branco dormir no silêncio de uma noite escura.

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(Remedios Varo)

Ouvindo a gravação da minha revolução solar. De novo.
Em 2009, peixes é meu ascendente anual, fazendo contrapeso com capricórnio, meu ascendente de nascimento. E ainda: eu tenho Marte em peixes.
Pois é, estou sentimental. Boba mesmo.
Talvez por isso, a noite de sábado tenha sido tão boa, tão encantadora. É lugar comum dizer que amigos são preciosos? É. Eu sei, mas não me importo mais com isso.
Ainda que seja difícil pra mim, eu gosto de receber carinho. É verdade que ainda não aprendi a fazer isso com maestria. É sempre mais fácil dar. Recalques de infância. Mas, já consigo assumir esse meu lado carente. Bom pra mim. Agora é não sair de perto quando alguém estender a mão. Reflexo mais bobo.

Hoje (domingo) foi dia de missa. M.i.s.s.a! Você me imagina indo a uma missa? Não, né? Mas foi lindo ir ao Mosteiro de São Bento ouvir cantos gregorianos. E, depois, ao Café Girondino. Horas e horas conversando. Conversa boa, conversa franca e de coração.
Tudo o que eu gosto. E preciso.
Dias assim deveriam ser pra sempre.

Estou com vontade de pintar. Estranho, pra quem não sabe desenhar nem casinhas. Mas... e daí?

Duas pessoas me falaram hoje de Herman Hesse. E... estou lendo Herman Hesse. Seja sincero, quantas pessoas você conhece que já leram esse autor? Adoro quando essas coisas acontecem. Você pode chamar de coincidência. Eu chamo de mágica.
Eu já decidi, se não fazem por mim, não vou mais esperar. Vou continuar a fazer da minha vida, pequenos e intensos momentos mágicos. E que Plutão no meio do meu céu, me faça morrer. Para que eu renasça mais forte e melhor.
Se você quiser vim comigo, aproveite. A morte é solitária, mas no retorno, sempre tem festa.
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sábado, 1 de agosto de 2009


(ilustração do Benett, daqui)


Sábado com solzinho e eu acordei atrasada. Dia de apertar o aparelho. Ô sina! Mas vamos lá... falta só um ano.
O estranho é que o dentista estava de bom humor e me elogiando.
Alguma coisa está errada, pensei. Então, ainda de boca aberta, olhei para a janela e percebi que o templo estava ficando nublado naquele exato momento!
Definitivamente, dentistas não vão para o céu.
Adeus sol. Foi bom enquanto durou.
E, como fui de ônibus para o consultório, esperei uma eternidade na volta. Justo na minha vez... Desisti, peguei o metrô e resolvi que a tarde nublada merecia umas comprinhas.
E, lá vou eu para a minha loja preferida. Não gostei de nada e minha encomenda não havia chegado. Voltei pra casa rindo e com fome.
Sei lá porque ando rindo de tudo. Deve ser riso nervoso. Fim de férias.
Segunda acaba a mordomia. O que me consola é que hoje tem festa na casa de um amigo, amanhã é domingo e ainda faltam duas luas para a labuta começar.
Rezemos, irmãos.
Nhé!

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(Paul Klee)

Sábado!
Um bom dia gostoso pra vocês, cheio de delícias e de sol (ainda que tímido).
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sexta-feira, 31 de julho de 2009


(Nicoletta Tomas Caravia)

OK, tá bom, eu já entendi. Hoje é dia do orgasmo. Já recebi uns dez e-mails sobre o assunto.
Só não entendo o porquê é preciso um dia específico para isso.
Voto para que o dia do orgasmo seja comemorado todo dia.
E na prática.
Tá bom assim, hum?
:)

E, falando nisso, tirinha em comemoração a.

(Gilmar, em "dia do orgasmo" - veja mais aqui)
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(Renoir)

Possibilidade é uma palavra que gosto muito. E, talvez por isso, São Paulo me atraia tanto. Apesar das chuvas, do trânsito e da multidão que sobe e desce as ruas o tempo todo.
Não fosse por isso, seria perfeito. Como ontem, um dia nublado e frio, na Paulista.
Em uma única tarde, pude almoçar feliz e indiana no meu restaurante preferido. Andando mais um pouquinho, e chegando ao MASP, fiquei pertinho de um Van Gogh e me senti sozinha e triste como ele. Em seguida, porque a vida vai além das dores, me imaginei dançando para o pequeno e louco Lautrec em um cabaré na França. Diante de Rivera, fechei os meus olhos e explodi de paixão pelas cores quentes e pelo verão das peles morenas. E, quando abri, me vi azul, como em uma tela de Picasso. E só então, fui embora, me sentindo uma das mulheres de Renoir.
Grande, tranquila e linda.
Atravessando a rua, a exposição do Sesi brincou com os meus sentidos. E me fez rir quando o "moço das guias" tocou em uma instalação que era só para ser vista. Culpa minha, confesso.
Isso tudo me fez lembrar Duchamp, que, por coincidência, "vi" em seguida na Martins Fontes, quentinha e convidativa, como uma casa que vende livros deve ser.
O frio persistia na Paulista, me lembrando de um tempo em que eu tinha poucos casacos, porque nunca havia passado tanto tempo em uma cidade tão fria. Fiquei com saudades de Salvador e do vento morno fazendo cócegas no meu rosto.
A saudade passou logo quando, no Itaú Cultural, vi uma exposição sobre a vida e obra do Zé Celso. Yemanjá estava lá, recebendo de braços abertos, em um terreiro cenográfico, a todo filho que quisesse experimentar o encantamento do teatro.
Terminei o dia, na casa das Rosas, tomando chá, falando pelos cotovelos e sonhando com uma biblioteca "com teto de madeira", tão aconchegante e acolhedora, como o mais quente e macio dos abraços.
Hoje, já estou com saudade de ontem.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009



Acabei de ler o e-mail confirmando. Eu sei que as circunstâncias não são as melhores, mas a notícia veio em boa hora: as aulas foram adiadas e só começam no dia 10.
Não conte pra ninguém, mas estou feliz com isso.

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Quase duas da manhã. Acabaram de me perguntar qual o "quadro" mais gosto.
É tão difícil quanto escolher um livro preferido, mas...



(Matisse, Icarus)
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