sábado, 24 de dezembro de 2011

Matisse
 
Isso não é segredo: não gosto dessa época do ano.
Sempre sobra pra mim e tenho de ficar arrumando e comprando coisas.
É verão, então, está (muito) quente. As pessoas ficam agitadas ao extremo, há muitos carros nas ruas e todo mundo está com pressa.
Dante se daria bem por aqui.
De brinde, perdi meu celular. Na verdade, eu joguei fora. Deixei em cima do carro enquanto colocava umas coisas na mala. Colocadas, saí com o carro e o celular deve ter voado pra bem longe e quebrado. 
Ontem fui ao shopping (em pleno Natal) e comprei outro. É do jeito que queria e bem bonitinho, mas o prejuízo, muito feio. Enfim, comprei outro e, embora tenha conseguido resgatar o mesmo número, minha agenda foi pro saco.
Bom, né?
Tem mais: num ato de masoquismo e falta de amor próprio, me pesei hoje. Mesmo sabendo que engordei, me pesei. E, claro, meu humor esfacelou-se. Some-se a isso o fato de todas as minhas roupas estarem colando no corpo por causa do calor.
A notícia boa é que estou de férias. FÉRIASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.
Tenho vontade de sair na rua gritando que estou de férias. Mas, não compensa, porque eu seria internada num hospício.
É claro que tenho muito trabalho pra entregar, e com prazo vencido. Mas, dane-se. Pelo menos, vou trabalhar em casa de camisola e bebendo água gelada.

Eu sei que você me conhece e percebeu: estou sabor limão. Azeda que só eu. Quando voltar ao sabor doce de leite, volto aqui, tá?

P.S. Post sem revisar.
P.S. Aproveite o natal, tá? E não se contamine pela minha cara de limão. Você já sabe, todo ano é assim...


sábado, 17 de dezembro de 2011

(À sombra do fotógrafo) 

Adorei essa foto. Ficou boa, né? O modelo ajuda. ;)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

 (Steinberg)

Certo.
Escreva aí: ela está em crise. 
E... estou mesmo.
TPM me roendo os ossinhos, jorrando hormônios e me enlouquecendo de ansiedade.
É sempre chato. Mais chato ainda é ter de segurar isso tudo e me comportar como uma dama.
Eu não sou uma dama na TPM.
Ponto.

O trânsito está um caos só. Natal. Isso resume o meu estado de apreensão.
Todo mundo na rua, todo mundo querendo passar, todo mundo com cara de shopping.
Urg!
Essa época do ano é muito chata. Mas, vai passar.
Rezemos.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011


 (tirinha do Adão Iturrusgarai - daqui)

Todo mundo sabe que D.R (discutir relação) é uma das coisas mais chatonildas do universo.
E eu concordo. 
Conversar é bom, mas ficar toda hora de reme-reme, é demais, né? E, é verdade, às vezes, nós mulheres somos especialistas nisso. Masssssssss, nem sempre somos nós quem começamos, certo meninas? :P

P.S. Vi essa tirinha, hoje, no blog do Adão e achei que valia como piada interna. Mas, de caráter universal.
:)

 (Gigi, eu e Cat no show do Aerosmith) + (Steven Tyler)


Acho que você já sabe que a preguiça tem sido maior que a vontade de escrever. Perdoe. Mas, de certa forma, não há muito de novo para contar. E o que há, bom... é meio óbvio, embora não explícito. 
Esses dias, estava pensando no quanto você me conhece. O que me traz à questão temporal. Há quanto tempo mesmo você me conhece? E o por quê ainda está aqui comigo?
Na verdade, você pode ser trocado por vocês. Vocês quatro ou cinco. Amigos (as) de longa data.
Sinto saudades. Muitas saudades. Principalmente das conversas, sabe? Gosto de conversar. E não é com todo mundo que consigo. Com vocês, em especial, é tão bom e fácil conversar. Isso acontece, porque confio. E, como é difícil eu confiar em alguém...  
E por falar nisso, tenho vivido uma fase de dúvidas e novos prazeres. Alguns, já conhecidos, é verdade, mas repaginados. Portanto, novos. Outros, confesso, inusitados. O que tem me feito bem (pois é...).
Mas, talvez eu ainda precise ter mais coragem para encarar as dúvidas. Ou talvez eu precise, na verdade, ser menos cartesiana. 
Só que nesse momento não dá muito para pensar sobre isso. As tarefas se acumulam e a minha personalidade masô desponta. Deixo tudo para o último minuto e sofro demais com isso. 
Pior, fico divagando sobre a vida, enquanto deveria estar produzindo.Conselheira estelar me avisou e foi dura. Bastante. Disse, novamente, que preciso ter foco e não misturar as estações. Você consegue?
Porque eu me misturo e viro uma salada cósmica. Mas, adiante com as coisas. Pensar demais está aquém do que preciso neste instante. 
Saindo da parte "epistemológica", vamos ao cotidiano. 
Domingo fui ao Mube. Espaço modernista no Jardim Europa. Acho graça no despropósito do nome das ruas: Guatemala, Estados Unidos... e tudo se mistura entre lojas de Ferrari e Lamborghini. Casas lindas, ruas arborizadas, dinheiro no rosto das pessoas. E, concreto no Mube. Tanto concreto que me cansa as vistas. A exposição de Botero - "Dores na Colômbia" (que eu já tinha visto no Memorial da América Latina) me deu preguiça. Não por ver de novo, mas porque na expo há poucas obras que tenham me chamado a atenção. E sim, eu adoro Botero, você sabe. Mas não aquela exposição. 
Fui salva pelo riso da companhia, pelas mãos dadas e pelo quentinho dos olhos de quem eu olho sem cansar. Com vontade de mais (e demais).

Tenho comido melhor e engordei dois absurdos quilos por isso. Sem comentários para essa lástima. :(
Nas férias, quero voltar a caminhar. Fones no ouvido e tênis nos pés. 
Também quero ler meus livrinhos e meus gibis que se acumulam ao lado da cama. Dos filmes, nem falo. Um milhão deles para ver. Em compensação (porque para tudo tem compensação), meu riso anda mais solto, ainda que com um ameaço de preocupação me rondando. 
O que me lembra que estou na TPM. Irritadinha, chata e sem paciência. A preguiça, nem conto. Ela é cotidiana. 

As fotos do show do Aerosmith que eu tinha prometido já estão comigo. Ainda não postei no Picasa, mas quando tiver o link, posto aqui. Por enquanto, vou postar essas duas, tá? 

Logo apareço, prometo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Domingo fomos ao Jardim Botânico de São Paulo tirar umas fotos. Levamos uma Rolleiflex de uns 60 anos. Linda, linda. Eu a conheci no dia anterior e, pra ser sincera, fiquei morrendo de medo de mexer. Vai que quebra, né? :(
Estou doida para ver o resultado, mas acho que vai demorar um pouquinho, já que ainda é preciso revelar o filme, scannear as fotos, tratar as imagens, e bom... eu empaco aí. Então, melhor esperar o fotógrafo entrar em ação. Quando ele me mandar as fotos, eu mostro aqui.
O R. levou uma outra máquina dele, só que digital. Então, fizemos algumas fotos "rápidas". Uma delas, minha, segurando a Rolleiflex. Taí pra você ver. Só não me pergunte o que eu estava fazendo de preto. Saí de casa pensando que ia passar frio e fritei de calor.  L. frita com batatinhas...
O Jardim Botânico é pequenininho e arrumadinho, mas não se compara ao do Rio. No way. Mas, sinceramente, foi tão bom ter ido...
O mais engraçado do dia foi a máquina do R. se tornando atração turística. Ele teve de parar três vezes para mostrar, inclusive para um menino de uns dez anos. Foi bonitinho presenciar tudo isso. E, confesso, fiquei toda orgulhosa do fotógrafo.


(fotos de R. Souza)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

(Ilustração de Ceó Pontual - daqui)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

 (Max Ernst)

Meio sumida, eu sei. Um misto de preguiça de escrever e falta de tempo. As coisas foram acontecendo, acontecendo e quando me dei conta, já estava pra lá de atrapalhada (e dura).
Fim de semestre é sempre essa loucura e o trabalho quase me engole.
Bom, apesar disso, o saldo desses dias é positivo. Com algumas partes bizarras e outras muito boas. 
Entre as boas: comi pastel e pizza, em dias diferentes e restaurantes diferentes. Sei que parece normal pra você, mas, há quase um ano não como nada que não seja sem condimentos estranhos, sem corante, sem conservante e quase sem gosto. A médica pediu que, aos poucos, eu voltasse a comer bemmmmmm devagarzinho algumas coisas e tcham, cá estou eu, fazendo "orgias gastronômicas" para os meus padrões naturebas. O resultado é uma dor de cabeça gigante, mas, pelo menos, minha pele está intacta e não estou me coçando.
Outra parte boa foi ganhar a biografia do Steven Tyler (O barulho na minha cabeça te incomoda?). Estou doida pra começar a ler. Foi um presente, realmente, adorável.
Falar nisso, também ganhei uma poesia. Talvez tenha sido esse, o melhor presente do ano.
Eu e minha queda pelo intangível...
Pois é, achei a poesia tão linda  que criei coragem e digitei aqui. Sim, porque ela foi escrita à mão. 
É ou não é pra ficar boba?
O poeta é "surrealizante", por isso, se não entender algumas coisas, ou achar que o texto não faz sentido, desligue o seu modo de operação "racional" e viaje comigo.
Prometo que valerá a pena.

                                  XXI dias

Átomo de bálsamo noturno no beco da leoa
Curvas de instantes nascidos nos ossos de margaridas 
                                 quentes no amianto
A noite é muito rápida para eu soluçar em suas secreções
As gigantes janelas são páginas depiladas secando à sombra
                                            de véus de saliva
        Raízes que mastigam os próprios pés
                  Felina-carrosel
        Anjos com hálito de arame-farpado
                   Cabelos Pérola Ipiranga
        Orgasmos tão altos que sufocam os viadutos
O chão dobra a gota dos cotovelos
                                 e os minutos aluados do seu bailar
                   Manteiga medusa congelada em vinho-morfina
      Eu não consigo parar e respirar
      O suor nas tintas asfaltam os lábios secos
                De uma mordida esfumaçada no ventre de Sativa
A textura de sua máquina de lembrar
        Cavalga na maciez que sempre arranharei
       Lençóis bordados em corredeiras de línguas
                                                    Em carne-viva & Flor-Afrodite
Tapete epidermial em seu gosto de Circe/Carmin
                O beijo verde de um aracnídeo
Pescando o hímem do céu na boca de seus olhos
Relógios salgados escadarias da saudade gelo sangue e limão
                                                     Das nuvens de cobre
          Em cílios-carvão algodão-parábola em jasmins
Íris sorridente no seio do leite das palmeiras bêbadas
Em dendê mel e gemidos que abraçam
                                                    nossos encontros

(R. Souza)

terça-feira, 8 de novembro de 2011



(foto RSouza)

Dias movimentados e exaustivos.
Mas, com saldo positivo.
A parte trash (embora, muuuuuuuuuito engraçada e non sense) foi ficar presa no parque do Museu do Ipiranga no sábado à noite. 
Fecharam o parque e não vimos (nem ouvimos) ninguém avisando. E, acredite, estávamos bem ao lado do prédio do museu, no parque, fotografando.
Na hora de sair, o portão estava trancado com um cadeado do tamanho do mundo. Não dava para pular o portão, então...
Fomos procurar a segurança. "Muito amavelmente", ele disse que não podia fazer nada. 
- A chave fica com a administração do parque, "que pode já ter ido embora". E, sugeriu que chamássemos a guarda municipal pelo telefone (o nosso, claro).
Bacana, né?
Bom, eu "sugeri" que ia chamar o corpo de bombeiros (que fica ao lado do museu) se não achasse a administração do parque lá, onde havia sido indicado.
Milagrosamente, alguém apareceu com a chave do lado de fora do portão e tcham... estávamos livres!
Dei muita, muita risada o resto da noite lembrando.

A primeira foto do post (que já saiu do ar) foi tirada sábado agora, e é de um caleidoscópio da exposição de Olafur Eliasson na Pinacoteca.
Sério, sem modéstia, adorei o resultado da foto. E e expo, claro. Vale a pena.
Logo tiro a foto do ar, mas queria mostrar pra vocês, meus leitores fiéis e queridos.
De quem, aliás, estou com muitas saudades.

A segunda foto é de uma obra que amo, também da Pinacoteca. Ela ficava de frente, e agora, com a reestrutração, fica completamente visível, em todos os ângulos. A foto a deixou a escultura mais linda ainda (pensei que não fosse possível).
Não parece que ela está viva? São as costas e bunda mais perfeitas que já vi em uma obra! Não resisti e tive de tocar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

(Foto do Man Ray)

Notícias (quase) frescas:

Sexta, depois da última aula da noite, fui com alguns poucos amigos queridos bater papo em um bar. Terminamos a noite no Fran´s, tomando café, sei lá que horas. Às vezes, é só isso que a gente precisa. Estar com. Já conforta o coração.

No sábado, finalmente consegui ir à Mostra de Cinema. Delícia de filme. Escolhi pelo horário e, confesso, não sabia do que se tratava. Dieci Inverni (Dez invernos) é a justa medida do que eu precisava. Romantiquice desencontrada e italianos bonitos de barba.
Depois, passei na Caixa Cultural pra ver a exposição "Cidade Móvel". Nada de muito diferente do usual, a não ser por um texto ótimo que fazia parte de uma das obras.


E no domingo, tcham: SHOW DO AEROSMITH (debaixo de chuva).
Eu disse que iria, né? E fui!
Comprei o ingresso pra ir sozinha, mas, por sorte, alguns amigos também decidiram ir. Viva!
Como levei uma máquina sem bateria (e viva a inteligência!), não tenho fotos para mostrar hoje. Mas, assim que receber, posto no Picasa e coloco o link aqui.

Hoje é dia das bruxas. Vou trabalhar de preto, pra combinar. ;)


Esfriou de novo. :(
Antigamente, eu sofria muito com o calor. Agora, até acho gostoso. Desde que não seja exagerado claro. Só que, o frio começou a me incomodar. Não estava entendendo essa mudança repentina no meu "gostar". Então, o meu médico da acupuntura, conversando comigo, explicou que meu calor interno(!!!!) está diminuindo. Ou seja, estou menos resistente ao frio e mais resistente ao calor. Meu corpo, aos poucos, está se equilibrando (segundo ele).
A medicina oriental realmente é incrível.
Só comecei a estranhar, de um mês pra cá, as dores de cabeça horas depois que faço acupuntura. Acho que o médico está mexendo com a parte hormonal. Vou perguntar depois, porque dóiiiiiiiii demais e incomoda.


Ganhei um livro falando sobre a obra do Man Ray. Você conhece? Vale a pena. As fotos são deslumbrantes.
A do início do post é dele.

Man Ray combina com a poesia do Piva (do post passado).
Acho que, combina comigo também. :)


sexta-feira, 28 de outubro de 2011


(Toulouse Lautrec)

Fui apresentada (tardiamente) a Roberto Piva com esse poema.
Há muito (muito) tempo não leio uma coisa tão linda.
Absolutamente encantada.

"vou moer teu cérebro. vou retalhar tuas
                    coxas imberbes & brancas.
         vou dilapidar a riqueza de tua
                   adolescência. vou queimar teus
                   olhos com ferro em brasa.
             vou incinerar teu coração de carne &
                             de tuas cinzas vou fabricar a
                             substância enlouquecida das
                                       cartas de amor."

(20 Poemas com Brócolis, 1981)




quinta-feira, 27 de outubro de 2011

(Fernando Gonzales)

Cafuné e Spock.
Essa tirinha vai pra minha coleção das mais queridas.

domingo, 23 de outubro de 2011


(Angeli)

Começando de trás pra frente.

A.c.a.b.e.i  de chegar do cinema. Assisti a "Um Conto Chinês" e mais do que recomendo.
Tive duas excelentes indicações, mas não imaginava que fosse gostar tanto.
Se puder, vá. E vá logo, antes que saia de cartaz.
No final da sessão, deu tempo de babar nos desenhos do Angeli. No Unibanco da Augusta há uma míni exposição de desenhos dele, inspirados em filmes brasileiros patrocinados pela Petrobas. Todos os trabalhos super bem sacados. Típicos do Angeli. 
Para aproveitar a ocasião, peguei um guia especial da Folha com a programação da Mostra de Cinema. 
É de chorar. São 250 filmes. 250!
Quero ver pelo menos dois. É uma pobreza de número, mas dois é melhor que nenhum, né?
Depois, dei uma passadinha na "Padaria Bela Paulista". Mil vezes tentação.
Fiquei só no pãozinho e no suco de caju. Mas, quase morri com aquele cheiro delicioso de brownie e aquela visão proibitiva da vitrine de sorvetes. Nham!
Vamos lá, vamos lá que é melhor estar viva e saudável do que de barriguinha cheia e com coceira por causa do chocolate. Mas o cheiro... putz!

Voltando no tempo.
Ontem, sábado, depois da aula, passei em duas lojas pra ver se achava alguma roupa bonita (a odisséia ainda não acabou).
Adivinhe. Nada.
Caramba! Vou começar a acreditar que ando mesmo de mal com a vida. Não gostei de nadica de nada. Aliás, só de uma sapatilha. Mas me recuso a comprar mais um par de sapatos.
Bom, terminei comprando quatro CDs, a dez reais cada: Caetano, Frank Sinatra, Creedence e Biquini Cavadão.
Por favor, nem comente essa salada cósmica musical. Nem eu sei o que houve.
À noite, fui pra Santana assistir a show de rock de um amigo de uma amiga (an?).
O show foi ruim, mas ri de entortar com a situação e com o pessoal. 
O resultado, no final das contas, foi bom.

Ah! Tomei uma decisão importante. Chega de intelectuais e padrões repetitivos. Já entendi que não funcionam. Portanto, sei lá como, vou ter de dar um jeito de mandar meus traumas e inseguranças pra longe. Ou resolvo isso de uma vez, ou vou passar o resto da vida correndo em bicicleta ergométrica.

P.S. Com preguiça de revisar. :P


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

 (foto da NASA - daqui)

Eis o porquê do meu interesse e paixão por Arthur C. Clarke.
Este é apenas o prólogo do livro "2001. Uma Odisséia Espacial". Imagine o resto...

E sabe, em uma recente pesquisa para um texto acadêmico, tive o prazer de citar A.C.C. Pude relacioná-lo ao que há de mais moderno, hoje, na educação à distância. Adorei ter feito isso. Foi meio incomum e acho que foi o grande barato do negócio.
O detalhe mais legal foi me sentir contemporânea dele. Afinal, o homem nasceu no século passado (1917) e, bom... eu também (mesmo que o intervalo seja maior que 50 anos, está valendo).
:P
Pois é. Sou fã mesmo.

Espero, sinceramente, que goste do texto. Digitei pra você que, mesmo não estando sempre aqui, está comigo sempre.

"Erguem-se trinta fantasmas atrás de cada homem vivo. É esta precisamente a proporção entre os que ainda vivem e os que já morreram. Cerca de cem bilhões de criaturas humanas já pisaram o planeta Terra desde que o mundo existe.
É uma cifra interessante, pois por coincidência, há aproximadamente cem bilhões de estrelas nesse universo particular, a Via Láctea. Portanto, para cda homem que viveu corresponde uma estrela em pleno brilho.
Mas cada uma dessas estrelas é um sol, frequentemente muito mais brilhante e resplandescente do que a pequenina e vizinha estrela a que chamamos de Sol. É em torno de muitos deles, da maioria, talvez, desses sóis desconhecidos, que giram os planetas. 

É quase certo assim haver no céu, terra suficiente para proporcionar a cada membro da espécie humana, incluindo o homem-macaco, o seu paraíso - ou inferno - particular, do tamanho do mundo.
É impossível saber quantos desses paraísos ou infernos em potencial são habitados e por que espécie ou criaturas o são. O mais próximo deles está situado um milhão de vezes mais longe que Marte ou Vênus, essas metas ainda remotas para a próxima geração. Mas as barreiras dessa distância desmoronaram. Chegará o dia em que haveremos de encontrar entre as estrelas os nossos semelhantes - ou os nossos mestres.
Os homens custaram a enfrentar essa perspectiva. Alguns ainda continuam esperando que ela nunca se torne realidade. Entretanto, cada vez é mais frequente a pergunta: não será possível que tenha acontecido tais encontros, visto que nós mesmos estamos prestes a aventurar-mos no espaço?
Por que, não? Este livro bem pode ser uma resposta para pergunta tão razoável. 

Mas, por favor, lembre-se de que ele é apenas ficção.
A verdade, como sempre, será muitíssimo mais estranha".


Arthur C. Clarke
2001. Uma Odisséia Espacial (em 1973).


 (Botero)

Mais uma foto para o momento "daqui a pouco eu tiro do ar" (e coloco um Botero no lugar).
Foi tirada na sexta passada, em um aniversário. Eu estava morrendo de cólica, mas estava lá.
Porque você sabe, ariana...
O engraçado é que na foto, sou a única sorridente. Terminada a foto, todos sorriam e eu voltava a cara normal, de "socorro!".

Eu tinha um post novinho pra colocar aqui. Mas, sei lá. Deu vontade, não.
Dor de cabeça inacreditável. Há tempos não tinha uma assim.
Tomei um dos poucos remédios que a minha inconveniente alergia permite e estou aqui, na net.
Trabalhei como gente grande. Mas agora, chega! Como hoje (fiquei sabendo agora), excepcionalmente, não teremos aula à noite, vou ali ler meu livrinho, bebericar meu chá quente, fechar as cortinas e me enrolar no edredon.

Antes que eu esqueça. Vi ontem o episódio 5 (desta temporada) de The Big Bang Theory com a participação super especial do "Mr. Data".
Sorrisão, viu? A.d.o.r.e.i.
O Data, de longe, é o meu personagem preferido em Star Trek. Acho que só o Pbrô. entende e compartilha comigo dessa bobagem. Eu realmente fico feliz ao ver o Brent Spiner todo velhinho e com aquela carinha de andróide que eu amo.

Uma aluna minha trabalha na 2001 (a locadora) e disse pra mim que o sistema deles chama-se HAL.
Bacana, né?
Adoro essas nerdices. :)

Ah! E só para constar. Roberto Freire, amantíssimo Roberto Freire, está cheinho de razão.
"Sem tesão, não há solução".
Não há messsssssssmo!
Não adianta tentar, não adianta fingir. Não adianta nada. "Sem tesão, não há solução".
E, você me conhece. Mesmo discreta, mesmo medrosa e mesmo bobona, eu preciso me apaixonar pelas coisas. Senão, já era.
Vai ver que aí está a origem da dor de cabeça de ontem e hoje. Meu corpo sempre responde antes do meu cérebro. Como isso é possível, eu não sei. "Só sei que foi assim".

P.S. A foto é pra você, tá? Mas não espalha. ;)

domingo, 16 de outubro de 2011


(Paul Klee - Hot Pursuit)

Uma preguiça danada. Chuva, chuva e chuva. Não gosto, você sabe. Mas saí para andar. Eu, meu indefectível casaco impermeável e uma sombrinha cor de vinho fizemos quatro quilômetros molhados. Dessa vez, sem música e sem fones de ouvido. O segundo que perco em uma semana. Está ficando estranho.
Li o Estadão todinho quando voltei. Nada de novo. As notícias se repetem a cada semana. E eu, insistente, continuo procurando alguma coisa que me faça acreditar. Em que, não sei. Mas gosto de pensar que existem possibilidades que vão além do mundo previsível e provisório em que vivo.
Como se isso não bastasse, talvez por distração, resolvi me preocupar com futilidades.
A questão é que há duas semanas tento comprar roupas e não consigo. Nadinha de nada. Se eu gosto (o que é raro) não tem meu número. Se não gosto, sobram modelos, cores e tamanhos. Tudo de uma cafonice sem fim. Abaixo as flores e estampas de vovó!
Só por revolta, comprei um sapato. Lindo. Alto. Bico fino. E preto, claro. O 37 ficou folgado. O 36 apertado. Mas era tão lindo que um pouquinho de aperto não me faria mal, certo?
Comprei o 36, então.
Fiquei com ele um pouquinho antes da festa "pra amaciar". E adivinhe... saiu do pé a noite inteira. O que foi agora? Meu pé encolheu de um dia pro outro?
Voltando a minha realidade, larguei de mão o livro indiano que a Mouzes me emprestou e comecei a ler "Uma Odisséia no Espaço", de Artur C. Clarke.
Novamente encantada.
Depois copio aqui um trechinho que me tirou a respiração.
Ouvindo Adele sem parar. Best for Last e Rolling in the Deep já entraram na minha lista de preferidas. Que voz é aquela, hum?
Ontem, comprei quatro filmes. Todos velhos. Mas, que valem a pena.
- Taxi Driver;
- Patton. Rebelde ou Herói?
- Lua de Fel;
- Poderosa Afrodite.

Então, se eu sumir, já sabe. Vendo filme, ouvindo música, lendo livro ou reclamando do horário de verão.

P.S. Essa imagem de Paul Klee me ocorreu quando estava lendo Odisséia no Espaço. É perfeita para ilustrar o livro.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

(Angeli - clique na tirinha para ampliá-la)

TPM no último grau. Então, imagine como eu, criatura doce e ariana, estou...
A salvação é andar. Andar até cansar. 
E lá vou eu pelo bairro. Enlouquecida, de tênis, fones de ouvido e óculos escuros. O disfarce perfeito. Nem eu me reconheço tão atlética.
Bob Dylan canta pra mim. E, pela décima vez esta semana diz que "the answer, my friend, is blowin' in the wind". 
Eu acredito. 
Abro a janela quando chego em casa e tento escutar. 
Houve um tempo em que eu também podia ouvir as árvores. Era uma conversa silenciosa. Elas balançavam, eu entendia. Mesmo quando estavam paradas, eu entendia. Nunca soube se elas também me ouviam. 
Desde a caminhada de ontem, estou com umas ideias estranhas. Desconfio que seja por excesso de oxigênio. De qualquer forma, pensei em vender meu carro e viajar pelo mundo. Estudar, viver vidas diferentes. Talvez seja só uma tentativa de "fugir de casa". Adolescência tardia.
Também pensei em tirar habilitação pra moto nas próximas férias. São Paulo é a pior cidade do universo para se andar de moto, mas não posso ouvir o ronco de uma motona que fico toda boba. Aposto que você não sabia disso...
Das maluquices, qual a maior? Ou maluquice também não tem métrica?
A verdade é que, estou sendo injusta comigo. Eu fiz coisas legais ultimamente. Claro que foi no meu ritmo, e dentro das minhas possibilidades. Mas estou me achando estacionada. Paradona mesmo. Li pouco e isso me incomoda. Então, quero ler mais. Não por obrigação. Por prazer. Estudar coisas legais, ler livros que me façam pensar. Cansei de textos técnicos chatos. São importantes, mas tesão também é importante. O meu está no pé.
Ontem, fiquei um tempão falando de filmes com uma colega de trabalho. Quero ver mais filmes.
Quero me sentir transbordando de novo. 
Enquanto isso não acontece, vou ali, tomar banho, almoçar e tentar me divertir um pouco antes de mergulhar no trabalho (como se eu conseguisse me concentrar).
Depois volto.
E se você aparecer, a gente conversa.

P.S. Feliz dia das crianças. Vou comer biscoitinho com mel para comemorar! Nham!



domingo, 9 de outubro de 2011

 (A Emília todo ano vai ao orfanato com a gente)

Há alguns anos (quatro ou cinco, acho), acompanho a Mozana e recentemente, a Karina, na "carreata" anual do dia das crianças, para levar donativos ao Orfanato Viva a Vida.
Hoje foi o grande dia.
As fotos estão aqui (por enquanto).
Daqui a pouco, como sempre, eu tiro o link daqui do blog.
Ano que vem, queremos fazer uma ação bem grande.
E, conto com você lá, tá?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

 (Um Renoir, como o prometido)

A foto vai ficar apenas por uns dias. 
Depois substituo por um Renoir. Porque você sabe, eu sou modesta.
:P

P.S. Ontem trabalhei os três turnos. No quarto turno (a madrugada conta, não conta?), tiramos essa foto. É de um jantar na casa de uma amiga (que já foi minha orientadora). Aliás, de um jeito ou de outro, acho que sempre vai ser.

domingo, 2 de outubro de 2011

 (Goya)

A verdade? Sou difícil mesmo. Se me aborreço, sou difícil e é isso.
Acabei de jogar no tanque, um vidro de amaciante e outro de sabão líquido.
Estavam cheios de água. Não tinham mais consistência de amaciante e nem de sabão. Eram água com cheiro.
Eu reclamei uma, duas, mil vezes. Então, reclamei de novo e avisei: vou jogar fora. E joguei. 
Derramei no tanque com o coração doído, sabendo que estava sendo mal educada e grossa. Mas é isso ou não ser respeitada dentro da minha casa.
Sei que vou fazer isso mais mil vezes. Mais um milhão de vezes. Mas, ou vai ser assim, ou não vai ser.
Sei também o quanto custa sabão, amaciante e todo o tipo de coisa. Dói (muito) no meu coração jogar fora. Mas não aguento mais falar sempre a mesma coisa.
Talvez eu não tenha nascido pra essa convivência cotidiana. Mas, entenda, não gosto de solidão o tempo todo. Não é isso. Gosto de gente, mas gosto de espaço. E preciso do meu. Pra estudar, trabalhar, criar, descansar ou pra fazer nada.
Estou numa daquelas fases difíceis de querer ficar em paz em casa, sem ninguém por perto. Acho que todo mundo já percebeu aqui. Ou, quase todo mundo.
Pensando bem, talvez o que eu, de fato, mais queira é ficar em paz comigo. Ainda que esteja no meio da multidão.
Só que, não consigo, principalmente quando depois de tudo, ainda tenho de ouvir:
- É por isso que as pessoas têm "cisma" com você. Você poderia ser mais simpática.
Honestamente, eu sei que poderia. 
A verdade é que sou simpática. Mas não com todo mundo. Com alguns, sou séria mesmo. Para outros, ofereço o meu melhor sorriso.
Também não acredito na máxima sartreana de que o "inferno são os outros". Esse existencialismo todo não é pra mim. O meu inferno, sou eu. Plutão me ronda. E quando se cansa, troca de nome, vira Hades e me beija.
O problema está cá dentro e não aí fora. Do seu lado. Eu sei disso.
Um amigo me disse que as mulheres tendem a ser mais agressivas com as palavras. E por instinto, um homem, usa a força. Não sei o que pensar disso. Será que é válido generalizar tanto?
Mas, por essa lógica, ainda bem que sou mulher. Senão, já teria batido em alguém. Preciso, de verdade, canalizar a minha agressividade e insatisfações para algum lugar. Pensei em fazer um esporte. Desses de luta. Boxe, ou sei lá o quê. 
Mas você me conhece, né? Também não combina. Minha indolência é irmã da minha preguiça. Eu gosto de arte, de filme, de andar por aí. Se eu fosse levinha, iria correr. Ou voar. Acho que ajudaria. Mas não sou leve e nem Ícaro. Então, a solução é andar.
Por isso, peço licença e vou ali andar. Andar um monte. Andar pra pensar e sem parar. E deixar que toda essa ansiedade escape de mim.
Depois, passar no mercado e comprar amaciante e sabão líquido.
Pois é, amaciante e sabão líquido... Mea culpa. Mea máxima culpa.

P.S. Post sem revisão, porque senão, você sabe. Deleto.
P.S.2 Vai chover.
P.S.3. Acho que tudo isso é síndrome do "malcom" (ahahah).
P.S.4. A imagem que ilustra o post é de Goya. É Chronos (Saturno) devorando um filho. O detalhe é que Hades (Plutão) também é filho de Chronos (Saturno).
Freud explica. :P




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como assim?
Fiquei sabendo agora que dia 30 de outubro vai ter show do Aerosmith aqui em São Paulo.
Acho que sou a última a saber. E sério, se ainda tiver ingresso pra vender (o que duvido), vou comprar.
Imagine só, ouvir o Steven Tyler cantando Dream On ao vivo...
Morri só de pensar.


terça-feira, 27 de setembro de 2011


(Cena de A Promessa)

E daí que em uma terça-feira à tarde, larguei tudo para assistir a um filme?
Estou tentando me convencer de que isso é perfeitamente plausível. Além disso, ver filmes faz parte do meu trabalho (não faz?). E a vida é feita também de prazer (não é?).
A verdade é que, mesmo com o ritmo menos agitado neste semestre, os prazos começaram a apertar e eu, claro, deixo tudo pra última hora. Aquela história toda da personalidade com tendências a masô que você já conhece.
Enfim, chutei o balde. Depois de elaborar uma prova, corrigir umas coisas, mandar e-mails chatos, voltei pra cama e vi "A Promessa" (de Kaige Chen)
Filme mais lindo (mesmo que a crítica diga o oposto).
O início é tão inacreditável, que me senti em um quadro do Klimt. Acho até que, em alguns momentos, durante as duas horas de filme, devo ter deixado de respirar.
Em outros instantes, senti que poderia desligar a TV e voltar a trabalhar. Beleza demais pra um dia só.
Gostaria mesmo de ser assim mais tempo. Lírica e despreocupada.
Mas o dever me chama e não vou fugir do que eu sou de verdade.
Com sentimento de culpa ou não, fiz o que acho que devia ter feito. Com o resto, me viro depois.
Vou torcer para.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


(obras de Rafael Fioratto)


(obras de Rafael Fioratto)





(obras de Rafael Fioratto)



(obras de Rafael Fioratto)



(obra de Rafael Fioratto)

(obra de Rafael Fioratto)


(obra de Rafael Fioratto)

(obra de Rafael Fioratto)


(obra de Rafael Fioratto)

 
Esses dias, no trabalho, vi uma exposição no meio do pátio e fui visitar.
Fiquei encantada.
O autor é Rafael Fioratto e as obras retratam deuses da natureza. Todos em formas de pássaro.
Resolvi tirar umas fotos do celular pra mostrar aqui.
A definição das fotos é ruim e elas estão muito, muito aquém da qualidade da exposição. Mas não poderia deixar de compartilhar com vocês.

Vi também, esses dias, a expo de Nelson Leirner, lá no Sesi, da Paulista.
Arte conceitual, então, já sabe... muita transgressão. Típico do Leirner.
Polêmicas à parte, há muita coisa dele na net.
Vale a pena, afinal, é a nossa referência de arte conceitual no Brasil.

Ahhh! Ontem, vi  "A Professora de Piano" em DVD.
Forte que só. Mas, gostei muito.
Recomendo, principalmente, pra você Jai.
Sei que não gosta de filmes, mas...

E, já tomei meu banho de sal grosso. Mas vou ter de tomar outro.
Encostei meu carro em uma pilastra na hora de estacionar e o prejuízo foi de R$ 280,00. Amassou um pouco. O problema é que arranhou a pintura.
Doeu no meu coração. Muito.
Mas, confesso, a noite valeu a pena. Sei que é horrível falar isso depois desse prejuízo todo, mas eu estava precisando me divertir um tiquinho.

Volto logo.
Espero.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(Salvador Dali - Portrait of a Passionate Woman)

Sério, estava achando que era brincadeira. Mas é nada.
Um banho de mar ia muito bem. Mas, vai ter de ser sal grosso.
Não sei direito o que pensar. Estou tentando levantar algumas possibilidades. Uma delas é de que o meu sentido de proteção faz com que as coisas travem. Talvez pra me livrar de poucas e boas mais tarde.
Não consigo articular outra hipótese agora.
Fiz um chá de camomila. Era pra ser no Fran´s, mas é aqui em casa.
Talvez o sentido das coisas é que não há muito sentido.
Universo no modo randômico.
Vamos esperar. Mais.

P.S. Essa imagem de Dali ilustra direitinho a cena que descrevi outro dia pra Mouzes.
Tentando, aos poucos, enterrar "meus defundos". Mas sempre fica a mãozinha do lado de fora.
Acho que entendi. A mão que fica não é a do defundo, é a minha.
risos
Acho que quando conseguir enterrar o meu-eu-defunto, o caminho fica livre.
Saravá!


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Já sabe, sem vontade de conversar.
Então, só para alegrar a audiência, tirinhas. :P


(Bichinhos do Jardim - daqui)

(Adão Iturrusgarai - daqui)
  

(Fernando Gonsalez - daqui)

(Laerte - daqui)


(Benett - daqui)

(Carlos Ruas - daqui)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


(Steinberg)



(Steinberg)

(Steinberg)

Ontem, véspera de feriado, comemorei a minha pseudo independência.
Saí e ri. Como convém a uma não hedonista que ri quando bebe um tiquinho. Porque, rir, às vezes, é o melhor remédio para as chateações cotidianas.
Não dá pra sublimar, não dá pra esquecer, mas dá pra colocar um pouco de humor em uma história pintada de cinza. Então, saí.
Hoje, para continuar no mesmo padrão, também saí decidida a colocar um pouco de arte na minha vida.
Acordei tarde e fui à Pinacoteca ver a exposição de Steinberg.
Acho que volto mais um milhão de vezes.
Não sei do que mais gostei. Se das obras deliciosamente irônicas e, ainda assim, leves e requintadas. Se do som das pessoas rindo e rindo, olhando (e entendendo) os desenhos de Steinberg. Ou, se de tudo isso junto, misturado à sensação de estar diante do que restou de um gênio do desenho.
De verdade, me senti bem.
Depois, fui assistir à "O homem do futuro". Trilha sonora da Legião Urbana. Quase cantei junto. Mas cinema, né? Tive de cantarolar pra dentro.

E, sim, gostei do filme. A temática me agrada, Wagner Moura me agrada :P e ir ao cinema me agrada.
Sei que o filme tem furos e aquelas coisas todas, mas eu adorei ter ido.
O pior é que não preparei as aulas de amanhã e nem de sexta. Provavelmente, a madrugada será longa. Mas, acho que valeu a pena!
Então, vejo você quando desapertar por aqui, combinado?


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

(Botticelli - Nascimento de Vênus)

Quando estou chateada, triste ou precisando esvaziar a cabeça, eu ando.
Ando e ando.
Além de ser saudável para o corpo, a mente precisa de ventilação.
Há tempos, essa foi a forma que encontrei para me "oxigenar". Então, é mais uma questão de necessidade do que de decisão. Mas hoje foi uma questão de decisão e de necessidade.
Acordei tarde para os meus padrões e fui. Não fiz nada. Não estudei, não preparei aula, não corrigi o que precisava. Não fiz nada, além de andar.
Agora estou aqui, olhando para o relógio e pensando que o universo, às vezes, dá avisos tão evidentes que eu nem sei como reagir.
Pra ser mais exata, estou meio sem saber o que fazer ou dizer. Talvez em outra época fosse (bem) mais fácil, mas a conselheira estelar tem razão: estou em um momento desprotegido. Bem sensível mesmo.
Ela me disse, dia desses, que me sinto uma boneca de louça, com medo de ser quebrada e nunca mais ter conserto.
A verdade, é que acho que sempre me senti assim. Não sei como reagir a um monte de coisas. Me atrapalho toda com uma cantada, com um elogio e com situações que me levem a ficar vulnerável. Pior, determinadas críticas (não todas, claro) me abalam demais. Como agora.
Insegurança?
Sim.
Ela disse que, antes de tudo, preciso parar de divagar e reconhecer as minhas necessidades. O que eu quero realmente. Não negar o que preciso por meio de ações e subterfúgios.
É preciso um esforço hercúleo para começar a andar nessa direção, sabe? Se por um lado, eu sempre achei que estudar e ser inteligente fosse resolver meus problemas, hoje, vejo que isso causou grande parte deles. 
E não, não é ruim estudar. Não é ruim todo o esforço e a tentativa de ser melhor. O ruim é não saber lidar com o lado emocional, e só ficar no mental. O que, aparentemente é o meu caso.
Eu me irrito facilmente com as pessoas, sobretudo com a minha mãe, que é tão diferente de mim, mas tão parecida em outras coisas, que chega a ser esquisito. Às vezes, quero ficar sozinha e não consigo. Ou quero estar acompanhada e não tenho com quem. Não é exatamente um drama, entenda. É uma constatação. Ou ainda, Vênus em Peixes. Segundo o Márcio (o outro conselheiro estelar), vem daí essa mania de me sentir vítima das circunstâncias que, eu mesma criei.
A parte boa é que eu não fico só me lamentando. Continuo andando, continuo persistindo e, normalmente, os resultados são bons. Só que, quando começo a me achar "a gostosona", a vida me sacode e me mostra que carreguei na tinta. (Novamente, como agora).
Sinceramente, não conheço ainda o equilíbrio entre a auto-estima e a comiseração. Ainda não consigo dosar o tempero do bom senso em relação ao que penso e ao que realmente quero.
Aliás, eu nem sei, claramente, o que quero.
Talvez isso tudo, esse cai-levanta emocional faça parte do meu processo. Conselheira estelar (ou, a terapeuta, pra quem não sabe) me disse que tenho muita força interior e que estou em um momento poderoso na minha vida. Só que, isso dói e, acarreta um resgate e modificações que deixam minha cabeça, normalmente, cartesiana, sem entender a métrica e a lógica da vida.
Um "novo amigo" me disse esses dias que "dor não tem métrica".
Acho, que dor não tem métrica e, muitas vezes, nem tem rima.
Assim como o amor.
Amar e doer, em potência, são verbos intransitivos, mesmo que não sejam em gramática.
Acho que, o que preciso mesmo, é me perdoar. E me amar.
Sem senãos e porquês.
Sem rima. Sem métrica. E sem dor.

P.S. Post confessional demais, eu sei. Nem vou revisar, senão, apago. Já sabe, né?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Entre e feche a porta.
Mas, por favor, deixe as janelas abertas.

(Ceó Pontual - daqui)