segunda-feira, 18 de outubro de 2010

 (Erik Drooker)


Começou de vez o horário de verão.
Amanheceu chovendo.
E ontem à noite, acho que caiu a ficha. Se é para mudar meus padrões de escolha, que seja logo e de vez.
Eu ainda resisto. Boicote, masoquismo ou sei lá o quê. 
O charme da melancolia, da inteligência e do non sense ainda me atrai, mas pro inferno com isso tudo. 
Passando da hora de divagar (bem) menos e realizar tudo o que quero. 
Uma parte já foi. Agora vamos ao que realmente interessa.
Eu não nasci pra café com leite. E nem pra viver rodeada de gente que sofre só por existir.
Eu gosto de cores, de vento no rosto e de pensar que existe mais do que eu vejo.
Porque eu sei que existe.




domingo, 17 de outubro de 2010

Todo ano, um domigo após o dia das crianças, um amigo da Mouzes promove, para o orfanato em que é padrinho, o Passeio Motociclístico do Dia das Crianças . 
Eu sempre vou.
É muito bacana ver todos aqueles carros e motos fechando uma pista da Ayrton Senna até a cidade de Suzano.
Sem falar que nada (nada mesmo), paga ver a alegria das crianças quando chegamos com o caminhão de donativos, buzinando feito loucos.
Adoro. :)
Ano que vem estou lá de novo.
Fotos para você e vai desculpando a minha cara de cansada. É cansaço mesmo.
:P







quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estou tão cansada que a minha vontade é de sentar e chorar.
Mas não dá tempo.
:P

(clique na tirinha para ampliar)

terça-feira, 12 de outubro de 2010



Sim, um post sumiu.
Motivos óbvios.
Tem gente que faz bobagem quando bebe um tiquinho.
Eu escrevo bobagem.
:P

E vamos ao trabalho (com urgência).
Este feriado, me programei para colocar as coisas em dia e fiz tudo ao contrário.
Até aí, nenhuma novidade... :(

P.S. Fui ontem à Bienal de Arte. Vou ter de voltar. Muito grande, muita coisa. Ainda assim, mil vezes melhor que a passada.

Hoje à noite, se der tudo certo, vou rever amigos de muitos, muitos anos. 
Bom, né?



domingo, 10 de outubro de 2010

Aqui, do meu cantinho secreto: eu vejo flores em você.
:P


 (Adão Iturrusgarai)

Preciso fazer, com urgência, um cursinho intensivo de economia doméstica.
Coisa, assim, pra ontem.

Falar nisso, hoje comprei mais um livrinho do Snoopy. Acho que já é o décimo.
De longe, a Patty Pimentinha é a minha preferida.
E livro não é supérfluo.
:P

Passei o dia com alguns amigos hoje. Descobri mais um restaurante que amo em São Paulo. Acho que um dos melhores vegetarianos que já fui. Se não for o melhor. 
É engraçado como as pessoas ainda se espantam quando descobrem que eu não como carne.
A pergunta é sempre a mesma: 
- Carne nenhuma? Nem peixe?
ou
- Como você consegue?
E não, eu não me importo com isso. É até engraçado. :)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

(Fritz, The Cat - de Crumb)
Hoje, ganhei dois CDs com filmes do Gato Fritz (do Crumb): "Fritz, the Cat" e "As Nove Vidas de Fritz". 
Fiquei bem feliz, sabe?
Pelos filmes e claro, por lembrarem que eu gosto do Crumb.
É bom saber que, em algum lugar, alguém viu alguma coisa bacana e lembrou de mim. Faz bem.
Sei lá, com a velhice, é mais fácil assumir que gosto de demonstrações de carinho. Mesmo que sejam desprovidas de interesse. Carinho por carinho.
Sei que, às vezes, *pareço* arredia. É só uma capa mesmo. Acho que é porque estou (ainda) mais exigente e seletiva nas minhas escolhas. Não por frescura, mas porque hoje sei que, o suficiente é pouco quando eu mereço, no geral, o melhor. E o melhor, pra mim, ultimamente, vem embalado em carinho.
Pois é.
Se você me conheceu mais durona, acaba de saber que deste lado do micro há uma outra versão: a mocinha com laço de fita. Talvez, na realidade, as duas tenham virado uma só. Uma espécie de meio termo.
E eu que nunca fui chegada ao "médio", agora descubro isso...
Ou será que estou delirando (de novo)?

P.S. Levei uma cantada tão ruim de um aluno, hoje, que estou sem saber o que dizer até agora. 
Na hora pensei em: - Desinfeta, meu filho.
Mas fiquei calada. Motivos óbvios.
Não estou acostumada a levar cantadas. Ainda mais de aluno. Talvez isso explique meu espanto.



domingo, 3 de outubro de 2010

Acabei de chegar.
Acordei tarde, fiz a minha costumeira e longa caminhada de domingo, comprei jornal, um CD do Chico Buarque e votei.
10 minutos de fila, 30 segundos votando.
Rápido e *quase* higiênico.
Quase.
O chão de todas as vias do Ipiranga está repleto de santinhos.
"Santos" no chão... Por teoria, eles deveriam estar longe do chão, em um céu imaculado e chato. É até engraçado, na perspectiva do meu humor de domingo.
Falar nisso, ouvi uns senhores comentando o debate de sexta. Viraram fãs do Plínio.
- Um homem muito distinto!
E eu tive de rir, ali mesmo no meio da rua. Não pelo comentário (também por isso), mas porque lembrei de uma animação que vi esses dias.
Espero que goste.
:P



(Laerte, em Muchacha)

Matei aula de inglês hoje.
Decidi dormir até mais tarde. And, nothing else matters.
A verdade é que a culpa me domina. Mas, poxa, precisava descansar e foi o que fiz.
Tão bom acordar sem o barulho do despertador...

A novidade do dia é que fui ao lançamento do livro do Laerte: "Muchacha".
Comprei 6 livros.
3 Muchachas e 3 Piratas do Tietê com capa dura. Um luxo.
Todos autografados.
O Laerte estava vestido de Muriel. Cheguei a perguntar pra ele sobre os planos de lançar um livro.
Enquanto ele desenhava em um dos meus exemplares dos Piratas do Tietê, disse, acho que, em um esboço de sorriso, que já tem material pra isso e que está negociando.
- Vamos ver, vamos ver...
- Tomara que sim! Foi tudo o que consegui dizer em resposta. Estava envergonhada...


Passei o resto da tarde com a minha fiel escudeira, batendo papo e tomando café no Fran´s.
A Vila Madalena é, realmente, alternativa demais para os meus parâmetros. O engraçado é que todo mundo desse meio "alternativo" é bem magro. A Mouzes (também magrinha) discorda. 
Aliás, observe que eu disse "magro" e não bonito.
Embora pareça meio pretensioso, estou em uma fase vaidosa e, com licença, me achando mais... "graciosa" que o normal.
:P
Falando nisso, acho que as vitaminas que estou tomando começaram a fazer efeito. Me sinto um pouco mais disposta, embora o desânimo com o cotidiano continue igual.
B9 e B12 ajudam, claro, mas a vida não é só feita de energia para fazer abnominal, né?
Gostaria de estar motivada para estudar e trabalhar. Mas, em uma fase de transição, como a que estou atravessando, seria pedir demais. Tudo ao seu tempo. 

Ahhhhh! Acho que, finalmente, tenho um tema para a minha monografia. Se der certo, conto aqui. Se bem que, meus dois leitores já sabem... :P

Bueno, se me permite, vou ali assistir à Star Trek. Acho que ainda faltam uns dez mil episódios pra terminar a Série Clássica. Quero ver todos até o final do ano. E depois, claro, começar a primeira temporada de Deep Space 9.
Ou rever a Next Generation. De longe, a minha preferida. Tudo por causa do Data, claro!
Então, até amanhã, depois de cumprir meu dever cívico.
:P


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

 (Frodok)

Passei a tarde inteira bocejando e com sono. Agora não consigo dormir. Já são duas e vinte da manhã e acordo às seis.
Lindo, né?
Mas tudo bem, no domingo eu tiro o atraso. :P




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

 (Alex Andreyev)

Há uns dez anos, ganhei de um namoradinho, um monte de CDs gravados especialmente pra mim. Fácil me fazer ficar apaixonada... :P
Ontem, procurando um dos meus preferidos (o que tem The Wizard, do Uriah Heep), percebi (meio tardiamente) que mal ouvi uma das bandas desse CD: Diabolus. 
É o tipo caso de amor tardio. Não entendo como, simplesmente, deixei passar batido. É estranho, porque, quando ouvi as músicas do "Diabolus", reconheci na mesma hora. Só não havia prestado atenção. Acho que em grande parte, a culpa foi do Jethro Tull e do Uriah Heep, presentes em, praticamente, todos os CDs que ganhei. 
Ontem, indo para o trabalho e graças a um senhor engarrafamento, ouvi "Lonely Days, Night Clouded Moon, 1002 Nights e Lady of the Moon", do Diabolus. Na volta, ouvi as quatro músicas de novo e de novo. Cheguei em casa e fui correndo procurar os outros CDs dessa "safra" Achei uns quatro do Jethro, dois ou três do Uriah,  um do Rush (pois é) e um outro de uma banda chamando U.F.O. Você conhece? Vou ouvir agora e conto depois.
Como fui dispensada do trabalho hoje à noite (quase morri de cólica de manhã) e estou meio lerda por causa dos remedinhos, vou terminar de ouvir o CD e ver Star Trek,vício que "peguei" do "menino mais meigo do mundo".
Sei lá, às vezes acho que tenho sorte...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

.
Eu não sei o que é pior: os cabelos, as roupas ou as mocinhas dançando atrás.
Mas de verdade, eu amo essa música.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

(clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Acho que já vi esse vídeo umas dez vezes. :) 


terça-feira, 21 de setembro de 2010



Acho que ninguém aqui sabe. Sou noiva há algum tempo. Meu menino era, realmente, um menino e filho de uma amiga minha. Sempre que ele me via, corria, me enchia de beijos e abraços apertados. Ele era de um carinho que deixava todo mundo feliz, sabe? 
Meu noivo havia prometido que casaria comigo quando "fosse grande". E eu disse que esperaria.
Ontem, ele morreu. 
11 anos. 
Complicações de uma leucemia sem explicação.
Eu não sou de chorar, você já me conhece. Mas, ao ver, no velório, minha amiga de anos sem o filho, não consegui sequer respirar. Chorei como um bebê. 
Solucei, meu coração disparou e eu senti que meu peito ia explodir. Cheguei em casa às 3 da manhã, anestesiada por um sentimento que até agora não compreendo.
Eu não sei o que aconteceu, mas ontem, acho que deixei que fluisse de mim, uma angústia que eu estava guardando há muito tempo. Não sei direito do que, não sei direito o porquê. 
Não fui trabalhar hoje de manhã. Dormi até mais tarde e tentei colocar algumas coisas (do trabalho) em ordem. Papéis, arquivos e idéias.
Estou bem, acredite. Bem e pensando em como tudo o que parece deslocado, toma uma nova dimensão quando olhada pela perspectiva da proximidade da morte.
 

domingo, 19 de setembro de 2010

 (Adão Iturrusgarai)

Prometi, hoje, pra mim, que no próximo final de semana, fico em casa.
Estou com tudo atrasado. Tudo mesmo e preciso descansar. No próximo feriadão, os planos são viajar, então, se eu não ajeitar minha vida agora, vai ficar impossível. 
Falar nisso, esqueci de dizer, no post anterior, que ontem à noite vi patinhos e marrecos dormindo no lago do Ibirapuera. Tão fofos. O menino mais meigo do mundo iria adorar, apesar do frio cortante. Até eu, calorenta por natureza, estava batendo o queixo. Um terror.

Hoje fui ao cinema com as meninas. Como eu escolhi o filme, perdi direito ao voto por uns dez séculos. Definitivamente, "Reflexões de um Liquidificador" não faz parte (mesmo) dos meus filmes preferidos. No momento, meu estranhamento é tanto, que ainda me faltam palavras.
Mas deixo aqui o benefício da dúvida. Assista e depois me conte, tá?


 (Siegfried Zademack)

Estou evitando pensar. Parece estranho vindo de mim, mas não tenho muita energia para isso ultimamente.
As obrigações se avolumam e eu, confesso, já não sei mais por onde começar. Meu perfeccionismo, antes, atributo paranóico que me fazia colocar o tempo e o espaço da minha vida em ordem, foi para o ralo.
Eu quero tranquilidade para fazer as coisas que realmente gosto. Para passear, ler meus livros, ver filmes e sim, trabalhar. Eu gosto de trabalhar. O que não gosto é dessa prática indecente de apagar incêndios que eu mesma promovi na minha vida. Estou exaurida. E, sim, eu mesma sou agente disso. Mea culpa, mea maxima culpa.
Preciso pagar as minhas contas e o sistema me engole. Eu me deixo ser aproveitada por ele. E o dilema, que não é só meu, permanece: como viver, manter um padrão de vida e ainda assim, ter tempo para o prazer?
Talvez fazendo do prazer, minha profissão. E, não, não é isso que você pensou. Vai além de qualquer coisa que eu consiga projetar por agora.
Estou, realmente, colocando em um prato raso decisões a tomar. Sem profundidades e subterfúgios. 
Porque é assim que me sinto neste instante: superficial. E eu sei que há tanto em mim. Tanto... que ontem, no refúgio de um planetário estrelado, no meio de São Paulo, pensei em como eu já me deixei levar por capricho e o medo. E era o que eu estava fazendo naquele momento. Sendo teimosa e caprichosa. Eu já não tinha aprendido que quando tem de ser, as coisas fluem? Muita teoria para pouca prática...
Este ano, em particular, esses últimos dias, têm sido difíceis. Não há mais esforço que antes, não há nada diferente de antes, além do reconhecimento de desejos que eu projetava de forma errada. Ainda vejo algumas coisas de uma perspectiva tardia. Ainda me culpo por respostas que dei e dias que se passaram sem que eu fizesse nada. Ontem, a madrugada demorou a passar, provavelmente, reação ao café tomado na mesa de um restaurante. 
E enquanto o café me deixava com menos frio, eu contempava meu capricho de frente, melancólico e me dando dicas de que ele não era pra mim. 
Por que eu insisto? Porque minha ansiedade e a minha pressa embaralham o óbvio. Porque eu não quero ver.
O mais difícil vem depois. É difícil articular pensamentos saudáveis quando se está insone. Em sonhos, tudo parece mais fácil de se resolver. Dormir é fuga ou descanso?
Conselheira Estelar tem razão: estou em meio a mudanças profundas. Só não sei ainda como conduzí-las. Mas já entendi que há entrelinhas que ainda não foram decifradas. Domingo passado foi um dia para isso. Para decifrar entrelinhas. Um dia forte, penoso e revelador.
E, em um ritmo meio paquidérmico, estou fazendo por mim, sabe? Buscando a cura de uma ferida que nem eu sabia que existia, vejam só...
Quebrar padrões de comportamento é trabalho hercúleo. Mas já pedi ajuda. Ela está vindo. Eu sei que está. Porque eu estou me mexendo.
De novo eu lembro do céu estrelado do planetário. Com tantas galáxias, eu estou aqui, nesta. Flutuando e viva, em um espaço de infinitas respostas de perguntas que ainda nem foram formuladas.
Agora eu sei que estou aqui. Quase pronta para ser a minha própria Supernova.

sábado, 11 de setembro de 2010


Hoje é dia de "enfartar a Madalena". Não estou muito na "vibe", mas vamos lá, né? De calça jeans e sapatilha, porque salto alto, agora, só na outra encarnação. Meus pés ainda não se recuperaram do casamento.
Espero que, pelo menos, a música seja boa.

A Conselheira Estelar me disse, no comecinho da tarde, que estou passando por um "trânsito" tão sui generis que é até meio difícil descrever. Plutão que não me abandona... 
E esta semana foi uma prova de resistência, sabe? Mas, passei por ela. 
Outras virão e "eu passarinho". 
Tenho certeza.
Só que, como se não bastasse, agora dei também pra acreditar em contos de fadas. Em qualquer um... 
Chega a ser engraçado (e meio dolorido).
Mas isso é ouuuutra história...


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

(Ilustração de Alê Abreu)

Sabe como curar (ou, pelo menos, amenizar) uma dor de cotovelo?
Mais ou menos assim:
Acorde às 6 da manhã (depois de ter ido dormir às 2h).
Dirija 20 km para ir trabalhar.
Trabalhe até o meio-dia.
Saia correndo e leve o seu carro para a inspeção veicular obrigatória no Controlar (São Paulo agora tem mais essa).
Passe no posto de gasolina, abasteça e espere meia hora para tirar os 10 cm de poeira do seu carro com uma ducha.
Vá para casa, tome um banho e saia correndo para o salão, arrumar o seu cabelo (que já está em pé).
Depois, aproveite que está poderosa e com o cabelo lindo para passar no banco, tirar dinheiro (o que ainda resta) e depositar em ouuuuutro banco.
Volte para casa e faça a sua primeira refeição do dia.
Escreva um post, veja seus e-mails e se prepare para dirigir mais 30 km para ir trabalhar de novo.
Chegando no trabalho, tome um café pra ficar acordada, entre em uma sala com 150 aluninhos e se prepare para falar até as 23h.
Volte para casa (lá pelas 00h30), tome banho, durma e comece tudo de novo no dia seguinte.

Se eu estou bem? Estou, sim. Bem cansada. ;)
Quando é mesmo o próximo feriado?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

(Remedios Varo - Useless Science or the Alchemist)

Possivelmente, isso não é um "privilégio" meu. Todo mundo, ou quase todo mundo já deve ter se perguntado "o que fiz de errado?".
Estou assim desde segunda. É uma pergunta cruel, que pra mim, vem com um adendo:
- O que fiz de errado, "desta vez"?
Porque eu sempre acho que estrago as coisas.
E eu sei que estou sendo rigorosa demais comigo mesma. Sei também que não adianta forçar o entendimento, porque ele vem naturalmente. Só que naturalmente é devagar demais para a minha pressa de hoje.
O meu cérebro me engana o tempo todo. Não é o meu coração que sente. Isso, eu também sei. Mas é nele que dói.
E não vou dizer que tudo bem, porque não está tudo bem. Do que passou, essa é a parte parte boa: aprendi, lá atrás, que guardar a dor, não cura a ferida. Deixá-la ao vento, também não resolve. Então, eu vou tratá-la.
O problema é que ainda estou aprendendo como.
Mas ninguém nunca disse que viver é fácil o tempo todo, certo?

terça-feira, 7 de setembro de 2010


(LanFranco)

A verdade?
Estou com uma preguiça inacreditável de fazer qualquer coisa que mereça o mínimo da minha concentração.
Por mim, estaria por aí, passeando, descobrindo coisas bacanas ou tomando capuccino em algum canto da cidade.
Mas, não dá pra fazer isso todo dia. Então, cá estou eu, depois de levar um bolo da conselheira estelar.
Na verdade, esqueci de confirmar a consulta e fui assim mesmo. Claro que ela não estava. E, para não perder a viagem, aproveitei para comprar muitas, muitas revistas, dois CDs do Chico Buarque (de uma coleção nova da Abril) e vários patês. Nossa, como eu gosto de patê! Parece meio bobo, mas sempre que penso em ficar em casa, lendo, estudando ou vendo filme, penso em patê. Vai entender...

Este feriado está sendo engraçado. Saí no sábado, saí no domingo, saí ontem e hoje me dá agonia só de pensar em ficar em casa. Mas preciso. Muito. Estou cheia de coisas pra fazer e tenho de descansar. Mas, juro, queria que o telefone tocasse com um convite pra qualquer coisa. Exposição de Barbie, filme de terror ou café com leite e pão na chapa na padaria do Zé. Só que está chovendo toda a água do mundo. 40 dias sem chover, estava na hora, né?
Como eu já saí a minha cota de hoje, aproveitei pra sentar aqui e tentar colocar, ao menos, o nosso papo em dia. Papo unilateral, diga-se de passagem. Mas, tudo bem. Eu e você, seja você quem for, nos entendemos nesse monólogo sem ordem.

Falei outro dia que ganhei todos os episódios da Série Clássica, de Star Trek, né? Domingo agora, fui a uma exposição lá no Itaú Cultural: Bienal de Arte Tecnológica (Art. ficial 5.0). Vi uns robôs muito legais, com sensores que respondem à aproximação humana. Imediatamente me lembrei dos Borgs, da Nova Geração, e saí com isso na cabeça. Atravessei a Paulista e entrei nas lojas Americanas. Dei de cara com cinco dos filmes Star Trek. Nem pensei. Comprei todos. Achei outras coisas legais também, como "O Último Tango em Paris", do Bertolucci. Corri pra casa e me arrumei para um casamento, marcado para às cinco e meia. Voltei pra casa às duas da manhã. Meus pés, até agora não se recuperaram. Embora o casamento tenha sido longo, o Padre um chato, foi bom ver uma amiga querida feliz. E a festa foi *realmente* divertida. Apesar de não saber, dancei até não aguentar mais. 



 (Laerte)

Uma das revistas que comprei é a Bravo mais nova, a de setembro. Tem uma entrevista com o Laerte. Comprei por isso. Adoro o Laerte. Acho o cara um gênio mesmo. A Piauí de agosto e a de setembro, estão aqui, intocadas. Não consigo me entender. Estou com mais de dez livros pra ler, uns mil CDs pra escutar, revistas empilhadas e ainda compro mais. Você entende? Nem eu...

E como hoje é dia 7 de Setembro, o Hino Nacional pra você. Na melhor e mais verdadeira versão que eu já ouvi até hoje.
Divirta-se.
:)

sábado, 4 de setembro de 2010

 (Laerte)

Três horas. Três! Foi o que eu gastei para chegar no trabalho hoje. Absurdas três horas. Normalmente, dia de sexta, neste semestre, gasto em torno de uma hora, uma hora e meia, no máximo. O lugar é longe e o trânsito, às sextas, caótico.
Já testei caminhos alternativos, vias principais, horários diferentes, tudo... Se for véspera de feriado, não adianta.
Sorte que dia de sexta, eu tenho companhia. E que comprei CDs novos. Acho que esqueci de contar, mas fui à Galeria do Rock há umas duas semanas e comprei coletâneas do Pink Floyd, Bob Dylan e David Bowe. As duas primeiras são incríveis. A do David Bowe não gostei muito. Vou ouvir de novo para ter certeza.
Também não bebi água antes de sair. Então, consegui manter a razão até chegar ao destino. Dessa vez, não fiquei apertada. Só agoniada. E também não tinha nada pra beliscar. Só Halls (como sempre).
Sei lá, me vi pensando em tanta coisa. Uma delas em descansar. Preciso. Vou aproveitar o feriado para dormir um pouco. Amanhã não vai dar: tenho aula e preciso comprar um vestido para um casamento no domingo. É incrível como sempre preciso comprar roupa. Acho que os homens têm razão. Mulher tem fetiche por roupa. Eu juro que queria, ao invés de comprar, usar um dos meus vestidos chiquetosos. Mas estão apertados. Droga!
Ah! Continua super seco e quente. Nunca usei tanto hidratante na vida. Pelo menos a pele ficha cheirosa, macia e fresquinha.
Estou com vontade de comprar outros CDs e uns livros do Laerte. 
E sei lá, um sapato para combinar com o vestido que ainda não comprei. 
E uma passagem de ida para qualquer praia calma e tranquila longe desse trânsito. 
Só preciso de um cartão de crédito que eu não tenha de pagar a fatura.
Conhece algum assim? Me ligue, se sim.
Uma amiga me sugeriu casar com marido rico. Mas você sabe, não faz meu estilo. Melhor eu jogar na Mega-Sena. 
Acumulou, você viu?

E, como hoje está tudo misturado por aqui, um videozinho. Adoro esse tipo de humor...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sei lá, acho que qualquer dia desses eu apanho do "menino mais meigo do mundo".
Vez ou outra falo dele aqui. E, claro, ninguém sabe quem é.
Do jeito que tem de ser, aliás.
É que ele é a pessoa mais acanhada do mundo. E eu, claro, adoro ficar brincando com isso.
Mas, tudo tem limite, né? Por isso, acho que ele deve estar meio bravo comigo.
Um dia passa.
Enquanto isso, roubei uma ilustração no "site" do melhor amigo dele, que também pegou de outro lugar. Depois posto o link (agora estou com sono)!
Bom, dos meus quatro leitores, provavelmente, apenas dois vão entender, porque é bem coisa de menino-que-gosta-de-ficção-científica. 
Eu não sou menino, mas me encaixo no "gostar de ficção científica".
Aliás, amo!
Então, está aí. De Star Wars, direto pra você.
:P

UPDATE: o link

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Hoje, a cólica, literalmente, me derrubou . Mas, sério, não posso deixar de comentar, com cinco anos de atraso que, ontem, "Cinema, Aspirinas e Urubus" entrou na minha galeria dos "preferidos dos preferidos".
Há um tempo não assisto a um filme e saio tão satisfeita com o roteiro. Um primor, sabe? Tão simples, tão direto, tão bom...
Sem falar da direção.
Pois é, e eu ainda nem mencionei os atores. Aliás, a partir de hoje, assisto q.u.a.l.q.u.e.r  coisa em que o João Miguel (o Ranulpho, do filme) estiver participando.
Valer a pena não é mais a questão. Cinema, Aspirinas e Urubus é obrigatório.

(Cena do filme Cinema, Aspirinas e Urubus)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

 
O tempo está tão seco... difícil respirar. 
Já bebi tanta água hoje que, mais um pouquinho, viro um rio.
Sério!
Fora isso, tenho pensado muito sobre a maneira com que reajo às coisas. Sou tão medrosa.  Tão...
Eu sei que, para quem me conhece, ouvir (ou ler) isso, parece estranho. Normalmente, as pessoas me enxergam de uma outra maneira. Acho que é treino. Ou sei lá, engano.
De todo jeito, pelo menos, a percepção disso já não está passando tão longe de mim. Por isso, tomei algumas decisões. Entre elas, deixar que os momentos aconteçam mais naturalmente, ao invés de tentar impedi-los por medo.
O engraçado é que, na maioria das vezes, percebo a bobagem feita, segundos depois, e acho que não vale a pena consertar. E, às vezes, não tem mesmo conserto.
Ontem foi um exemplo. 
Deixei escapar uma oportunidade que, talvez, fosse, no mínimo, divertida. Mas o medo me fez reagir, ao invés de aceitar. Boba, né?
- É!

Então, por merecimento e pra dar coragem àqueles que, eventualmente, passam por aqui, o meu poema preferido. 
E que sempre leio quando preciso de uma nova direção.

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços.
Não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro
e medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas.
Cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 29 de agosto de 2010

 (Siegfried Zademack)

Depois de uma semana pra lá de corrida, cá estou eu, de novo, pra dizer que fui ao cinema e vi "A Origem". E que, como o esperado, não me surpreendeu.
Parece que eu vou sempre contra a corrente. Então, se eu não gostei, possivelmente, você irá gostar.
O conceito é antigo. Os argumentos, batidos e a história toda, pra variar, gira em torno de um amor mal resolvido. 
Não, eu não assistiria de novo, mesmo porque, aguentar o Leornardo DiCaprio por mais duas horas e vinte é tortura demais. O que me faz pensar se a idade está me deixando mais exigente, ou se é chatice mesmo...

Ah! Ganhei três DVD´s com toda a série clássica de Star Trek. E, possivelmente, vou ganhar os filmes. The Next Generation eu já vi toda, então, daqui a pouco, posso concordar com o status de Trekkie, sem me achar uma fraude.
:P

Perdi minha hablitação esta semana. Sumiu dentro de casa (acho). Isso me rendeu 4 horas de fila(s) no Poupa-Tempo. O detalhe é que justo no final daquele dia, o sistema caiu e os documentos não foram expedidos no dia seguinte, como de praxe. Ou seja, até agora, minha habilitação não ficou pronta. 
A pergunta é: o Poupa-Tempo poupa tempo de quem?

Tenho de trabalhar hoje, no domingo. 
Estou cheia de coisas pra fazer. Cheia mesmo. Pilhas. Mas é preguiça é tanta que, esses dias, eu estava me perguntando se não está na hora de arrumar um trabalho mais light e que me remunere melhor.
Resposta óbvia, né?

sábado, 21 de agosto de 2010

 (Vito Campanella)

Fui con-vo-ca-da para uma reunião hoje . Eu e um bando de gente. Já sei o assunto, mas eu vou, porque na da semana passada (!!!!!!), eu não fui.
Tenho aula todo sábado pela manhã e isso é importante para mim. Mas, hoje vou trocar uma coisa pela outra.
É o jeito.
Depois, tenho Conselheira Estelar. Pois é, no sábado... Porque sábado é o "meu dia" de folga. O dia que faço as minhas coisas.
Mas estou pensando em remarcar. Cansada, sabe? 
Sei lá, me deu vontade de correr até a Galeria do Rock e comprar uns CDs que eu sempre quis. Ou ir ao cinema, ou voltar pra casa e ler, ou, simplesmente, não fazer nada.
Estou decidindo. Mas uma coisa é certa: o que quer que eu faça, tem de ser pra mim.
E por mim.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010



Pela manhã, recebi uma mensagem pelo celular, mas não acreditei.
Quando cheguei em casa, voei até o computador pra ver se era verdade.
Era!
Ganhei os links para baixar t.o.d.a.s as temporadas de Star Trek. E quando eu digo todas, eu digo todas.
Dia feliz!
Agora à noite, ganhei um filme da Mafalda.
Pô gente! Mafalda!
Noite feliz. Praticamente Natal.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tem tanto erro no post anterior, que, de verdade, estou com preguiça de consertar.
Sei que meus poucos e queridos leitores perdoarão. Certo? :P
Vou culpar o cansaço e o sono. :)

Como bônus, uma das músicas mais lindas do mundo.
Bom, pelo menos, eu amo. E David Bowie é David Bowie.
Antes que eu me esqueça: o vídeo fui "surrupiado", sem um pingo de constrangimento, de um conhecido com bom gosto. Ele não me lê, mas tks. :)

É isso.
Enjoy!



domingo, 15 de agosto de 2010

 (Yerka)

Está tão frio, tão frio, que os meus dedinhos dos pés não se mexem. Congelaram, tadinhos. E eu estou com uma meia daquelas peludinhas, sabe? E pantufas!
Eu gosto de frio, todo mundo que me conhece sabe. Mas... isto é uma geladeira dentro de um freezer. Nossa, nossa!
Mas tudo bem, melhor assim que passar calor. O difícil é sair da cama e tomar banho. Mas, em compensação, dá para fazer coisas bacanas, como um fondue especial e tomar vinho com os amigos.
Falar nisso, ontem teve festa. E foi no Café Piu Piu. Eu disse que voltaria lá, não disse?
Estava muito cheio e tinha muita gente novinha. Isso foi chato, mas de resto, muito bom. Tocaram até Rush. :P

Ah! A Bienal de Livros começou. E este ano eu não vou. Sinceramente? Já passei por quatro e todas foram iguais. Desta vez e com esse frio, vou ficar por aqui.

Na sexta, decidi pegar a Marginal Tietê para ir trabalhar. Adivinhe. Teve um incêndio em uma favela que fica perto do Corinthians e o trânsito simplesmente parou. A Marginal virou um estacionamento e eu quase morri de vontade de fazer xixi. Foi trágico. Minha agonia era tanto que eu nem conseguia respirar. Quando eu estacionei, deixei tudo aberto, saí correndo e só depois voltei para pegar as minhas coisas. Juro!  Isso já aconteceu umas três vezes. Agora, além de Lidiane, estão me chamando de "Maria Mijona". Não é lindo? :P

Um sujeito esta semana me perguntou, indignado, por que não tenho Orkut, Twitter, Facebook, etc, etc.
Naturalmente ele não sabe (e nunca vai saber) que tenho o Transitivo. E que já tive outros vários blogs.
Pra mim é uma resposta bem simples. Já tive Orkut e Twitter antes de virar essa febre. Mas eu não gosto de me colocar em uma posição em que eu possa ser vista por quem quiser. Mesmo que eu não queira. Além do mais, eu prefiro ficar sabendo das coisas, pelo que as pessoas que eu gosto me contam, e não de um jeito, que nem sempre, é o melhor (para mim).
Questão de escolha. Fiz a minha e é isso aí.
Agora, isso não invalida trabalhar com essas ferramentas. Aliás, estou preparando, para um das minhas turmas,  uma atividade bacana sobre redes sociais. Vai ser divertido. Espero...

Sono chegando.
Boa noite e bons sonhos. 



domingo, 8 de agosto de 2010



O frio diminuiu e o céu está estrelado. 
O cheiro da noite de hoje me fez lembrar quando, há uns três anos, olhei para o infinito do céu depois do céu e citei Yeats.
Muito de mim se perdeu naquele tempo. E, seguramente, estou diferente. Não sei precisar exatamente como, mas, sim... diferente. Acho que deixei partir alguma coisa e, na tentativa de colar, percebi que nem tudo deve ser reconstituído. 
Nem sei porque estou falando nisso hoje, depois de tanto tempo. Talvez por estar sentindo um aperto esquisito no coração. O que quer que seja, vai passar.
Porque sempre passa.

"Tivesse eu os tecidos adornados do céu,
ornamentados com luzes d'ouro e prata...

...os tecidos azuis, indistintos e escuros
da noite, a luz e os meio-tons,
espalhá-los-ia a teus pés.

Mas eu, sendo pobre, tenho apenas
meus sonhos; espalhei-os, então, a
teus pés. Pisa com delicadeza,
pois caminhas sobre meus sonhos". 

W.B. Yeats

 (Bichinhos de Jardim - clique na tirinha para ler)

Depois de dias, cá estou eu. Vivinha da Silva e mortinha de sono. :P
As férias acabaram e a semana foi bem agitada, como já era de se esperar.
Mas, contrariando as minhas expectativas, estou até bem humorada. Apesar de uma sexta-feira completamente insana. Nossa, nossa, saí exaurida do trabalho.
O bacana é que revi algumas pessoas que gosto e conheci outras.
Entre elas um astrofísico.
É, você leu certo: astrofísico.
Eu nem sei porque a história foi parar nisso, mas lembro de ter falado na "rodinha" como adorava olhar o céu e por tabela, ir ao planetário do Ibirapuera O sujeito riu e perguntou o porquê. Respondi, né? Sou educadinha.
Foi então que ele "se apresentou". Todo mundo adorou. E, ele nos prometeu montar um curso de astrônomo amador na universidade.
Sério mesmo, estou torcendo pra que dê certo. É uma das coisas que gostaria de realizar na vida.  

 (Alex Andreyev - Private Party)

Às quintas, divido uma turma com a minha "chefe", uns 20 anos mais velha. A aula de abertura foi dela e, vou ser bem sincera: dificilmente me impressiono. Sou exigente e crítica, como você já bem sabe. Mas, tiro o meu chapéu. Como foi bom pra mim! 
Estou com muitas dúvidas em relação a minha carreira, sabe? Não sei bem a que linha de estudo seguir, ao que me entregar. Tenho de escolher um tema para um trabalho e, não sou boa nisso. Eu só gosto de escrever e estudar movida pela paixão. Foi assim na especialização, foi assim no mestrado. Paixão pelo tema, paixão pela possibilidade de me transformar e ajudar a transformar o mundo... Agora, novamente, estou nesse impasse. Olho para os lados e não sinto nada. Meu corpo não treme, minha mente não fervilha. 
Não sinto nada, além de preocupação de não sentir nada.
Eu sempre acreditei em paixão, inspiração e vontade, mas ultimamente, me sinto personagem de "O Processo", de Kafka. A burocracia me emperra e me entedia. 
Acho que estou na fase de decantar as ideias e beber outras tantas. Mas o ideal é diferente do real. A vida não espera e o mundo não funciona assim.
Não posso, simplesmente, parar e descer, até minha mente clarear. E, então, voltar para que a vida siga seu curso.
Acho que a conselheira estelar tem razão: perco tempo demais divagando, por isso, vou ali dormir um pouco. Quem sabe, não resolvo algumas coisas enquanto durmo...
Sonhos são mágicos!

 



domingo, 1 de agosto de 2010

(Caco Galhardo - clique na tirinha para ampliar)

Eu adoro essa série "Lili, a ex", do Caco Galhardo. Você já conhece?  Tirinhas sempre me divertem (e acalmam).
Falar nisso, terminei de ler os três livros do Quino que trouxe da Argentina. O homem é genial.
Mas não vou mentir, fiquei feliz mesmo em conseguir comprar uma edição comemorativa de 30 anos de um Castaneda. Em espanhol. Já estou lendo e adorando. É bem verdade que tenho o mesmo livro em português, mas ler "A erva do diabo" em espanhol está sendo uma experiência e tanto.
Livros do Castaneda são sempre especiais pra mim. Não importa o que digam dele. Eu tenho todos os títulos que já consegui achar e comprar. Todos mesmo.
Aliás, quando vi que esse tem o prefácio de Octavio Paz, secretamente dei um sorriso. Se o Octavio Paz, que é Octavio Paz gosta, estou no caminho certo. E, acho, sem manter segredos, que ele está coberto de razão. Autores diferentes devem ser lidos de formas diferentes. Os detalhes, o contexto, as entrelinhas, a história, a finalidade do leitor, tudo, tudo deve ser ponderado. Há quem prefira o literal. Eu não. Castaneda levado ao pé da letra pode ser um completo desastre. Talvez, por isso, tanta gente tenha embarcado em uma onda errada. Mas enfim, cada um com seu infinito.
Ah! Também estou em uma semana cinematográfica. Além da deliciosa trilogia de "O Poderoso Chefão", assisti "O Céu que nos Protege", do Bertolucci. John Malkovich é sempre desconsertante para mim. Acho que são os olhos, o jeito de mexer com a cabeça... não sei. O que sei, de fato, é que, além da beleza do filme, há coisas ali que me tocam profundamente. Sobretudo, em um momento de definições e escolhas, como agora. 
Se já assistiu, acho que sabe do que falo. 
Se ainda não assistiu, por favor, faça isso sozinho. Sem pipocas.
E como a leveza é importante na vida, também vi (no cinema) "O Pequeno Nicolau". Eu gosto de filmes franceses, isso é fato, mas esse foi uma adorável surpresa. Tão lindinho que dá vontade de ter filhos só pra poder assistir com eles.
Tá, agora exagerei! Acho que é porque hoje, dia 1º, seria o aniversário do meu pai. 
Uma vez, em um contexto mais ou menos parecido, um amigo disse que sou sentimental, tal qual o Tom Hanks, em "O Terminal".
Acho que sou mesmo.
Muito. 
Sentimental, séria e, às vezes, confusa.
Mas, garanto, existem poucas como eu no mundo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

(Cena de O Poderoso Chefão)


O que você faz quando perde o sono?
Eu fui pra sala e assisti à "O Poderoso Chefão" (The Godfather).
É inacreditável como eu gosto. 
Poderia ficar horas e horas ouvindo Don Corleone falar.
Hoje eu vou ver a parte II. E espero ver a parte III antes das férias acabarem (esse assunto me dá tremedeira).
Todo mundo diz que "O Poderoso Chefão" é filme de menino. Mas não é, não.
Isso é bobagem sexista.
É um filme pra sempre.
Amo!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

(Vito Campanella)

Desde que tomei essa bendita vacina H1N1, eu tenho uma crise de gripe, respiratória ou sei lá, atrás da outra.
Já foram três. 
A de hoje foi forte. E começou na segunda.
Cheguei hoje no hospital sem respirar direito. E tudo por causa de uma bendida escova progressiva que uma dona estava fazendo no salão enquanto eu estava lá. Por isso odeio essas químicas de salão.
Como as pessoas sobrevivem com isso na cabeça?
Bom, isso deve explicar muita coisa, né? Esse treco deve entrar pelos poros do cabeça e derreter o cérebro. 
E, claro, entupir narizes alheios.
Mas tudo tem as suas compensações. Adoro diálogos de sala de espera:
- O médico me disse que estou com problemas hepáticos.
- Mas você bebe muita água?
- Mais ou menos, eu não gosto de água.
- Então deve ser por isso que está com problemas nos rins.

Não é reconfortante?
:P
De qualquer forma, depois de uma injeção de corticóide, uma inalação e um comprido de anti-alérgico, já respiro um pouco melhor.