quarta-feira, 31 de março de 2010

 (Foto de Sebastião Salgado)

Tem coisas que eu realmente não entendo. 
Só sei que, hoje, o dia, como previsto, foi complicado.
Quero muito descansar. Mas não posso.
E quero um abraço apertado. Mas não deu.
Inferno astral que não passa...
 

domingo, 28 de março de 2010


(Siegfried Zademack)


Pense em uma pessoa cansada.
Agora, multiplique por dez.
Muita, muita coisa acontecendo por aqui. Emprego novo (outro), inferno astral fazendo graça, experiências novas, dias que passam rápido demais e trânsito que passa tão lento que as ruas parecem um gigante estacionamento.
O bacana é que, hoje, apesar de tudo, estou bem mais sociável. Ainda fico muito constrangida em lugares com muita gente ou em situações em que preciso falar para um público desconhecido.
Eu sei que parece paradoxal, mas se você me conhecesse um pouquinho mais, saberia que prefiro ficar na minha a ter de aparecer. Hoje foi um desses dias e de novo, na hora H, eu dei um jeito de me esconder. Minha irmã só fazia rir de mim. Ela, toda corajosa e eu toda encolhida, pedindo aos céus que não me chamassem.

Ah sim. Fechei minha viagem de férias (de julho) ontem. 5 dias.
Bem pouquinho. Mas eu vou pra Buenos Aires.
Bacana, né?

Ganhei de um amigo que trabalha comigo, um livro chamado Sexoastrologia.
O livro analisa o perfil sexual de cada signo (da mulher e do homem, separadamente).
Foi muito engraçado ver, no dia que ganhei o livro, o povo todo sentado, ouvindo coisas picantes, na sala dos professores.
Detalhe, a ariana é a Lilith do zodiáco.
Cuidado comigo.
:P

Eu detesto futebol. Mas agora sei o resultado dos jogos. Descobri que é uma tática ótima para encher o saco dos fanáticos que trabalham comigo. São todos amigos e queridos, mas é uma delícia dizer: que jogo feio ontem, hein?
Fica todo mundo nervoso.
:)

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Inédito. Hoje à noite eu fui à igreja. Pedido da mamilis. Ela se batizou hoje e, claro, eu fui, né? Ela sabe que me sinto um peixe fora d´água, mas eu fiz questão de estar lá. Por respeito e por amor. 

Falar nisso, saudade do meu pai. Se ele estivesse vivo, sei lá o que ele me falaria hoje, com tantas dúvidas na cabeça. Mas de uma coisa eu sei, ele não me criou pra ser uma mulher dependente e submissa.
Meu pai sempre me dizia duas coisas: que o Dr. Mundinho iria me ensinar a viver e que as pessoas precisam ser exóticas (ele queria dizer autênticas). Como a minha referência masculina é ele, um homem inteligente e leonino, eu tenho um problema sério em lidar com homens fracos. Talvez por isso, eu me sinta atraída por eles.
Freud explica...

domingo, 21 de março de 2010

(Fernando Gonsales)

Acho que eu nunca ri tanto na minha vida.
E no final da festa, descemos todos juntos, (apenas) onze andares à luz de velas.
Sim, porque a luz acabou, mas o bom humor, não.
Não é isso o que conta?

sábado, 20 de março de 2010


(Nicoletta Tomas Caravia)

Acabei de ler isso aqui.
E lembrei de vocês dois.
Você, Cori. Que me conhece há anos. Que me ama e me odeia.
Meu amigo, meu amor. Porque sabemos, não há problema em ser amor, mesmo sendo amigo.
E no final, o que fica é o que significamos um para o outro.
E você, cavaleiro. Com sua retidão e sua vergonha de mim.
Seu riso constrangido e sua amizade sem cobrança.

"Existem coisas que, ao serem lidas, fazem com que você se dê conta de que não viveu nada, não sentiu nada, não experimentou nada até o momento. Hoje vejo que a maior parte do que me aconteceu foi clínico, anatômico. Lá estavam os sexos se tocando, misturando, mas sem quaisquer faíscas, selvageria, sensação. Como posso obter isso?
Como posso começar a sentir - sentir?
Quero me apaixonar de tal maneira que a tal visão de um homem, mesmo a uma quadra de distância me abale e trespasse, me enfraqueça e me faça tremer, amolecer e ficar molhada no meio das pernas. É assim que quero me apaixonar, que o mero pensamento dele, me provoque um orgasmo".
(Anaïs Nin, em Delta de Vênus)

segunda-feira, 15 de março de 2010

(Calvin - clique nas tirinhas para ampliá-las)

Este fim de semana baixei mais episódios de Lost, Ugly Betty, The Big Bang Theory e Two and a Half Man. Não consegui assistir tudo, mas não vejo a hora. 
Lost, só assisto porque sou teimosa. É tudo muito confuso. Quero só ver como termina esse vai e vem de universos paralelos. Está parecendo coisa da Marvel...
As outras séries me fazem rir de verdade. Sem contar que The Big Bang Theory me lembra o "menino mais meigo do mundo". 
Estou viciada.
Ai...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Nem preciso dizer, aqui, o quanto gosto de quadrinhos, charges e afins. Você já sabe.
Então, deve imaginar como fiquei triste quando soube que "Los Tres Amigos", agora são dois.
Fueda.


Sempre fico emocionada, feliz ou encantada quando leio um livro dele.
Ziraldo é um g-ê-n-i-o!


(Ziraldo)

quarta-feira, 10 de março de 2010



(Laerte - daqui)

Pois é, o mundo invade a vida da gente, assim, um pouquinho de cada vez e há pouca coisa que segure. Ou quase nada.
Estou, agora, fazendo uma lista de prioridades. A questão é que, essas são as prioridades da lista de antigas prioridades.
Parece engraçado, mas para alguém com ascendente em capricórnio, isso é o caos.
Para você ter uma ideia, esses dias, sem saber por onde começar, parei tudo e fui arrumar minha gaveta de meias e calcinhas. Dobrei e arrumei cada uma das peças. Eu não conseguia mais abrir minha cômoda sem ter um ataque de tristeza.
Com as coisas mais organizadas em casa, nas gavetas e nas prateleiras, consigo pensar melhor.
Juro.

terça-feira, 9 de março de 2010

Meu adesivo de parede chegou e eu já colei.
Está ao lado da minha tela preferida, logo acima da minha cabeceira.
Um quarto estrelado.



segunda-feira, 8 de março de 2010



(Vladimir Kush)

Tanta, tanta coisa que me parece nenhuma.
E eu chorei hoje à tarde de cansada. Coisa a-normal, pra mim, essa de chorar.
Talvez seja mesmo exaustão. Cansaço deve ter efeito colateral.
Mas, liguei o computador e voltei a trabalhar. Sonho com o dia em que trabalharei metade e receberei o dobro.
Triplo talvez.
Sonho é sonho.


Voltei a estudar inglês e ontem de manhã, na aula, me peguei pensando: caramba, eu sou a tia da sala. Quase avó.
Dei risada sozinha. E, claro, as crianças da sala me olharam sem entender.
Idosa e louca.
Boa fama...


Ganhei um vinho sul africano que nossa senhora!
Bom ter amigos chiques.
Oracle.
Se achar por aí, prove.




Falar nisso, ganhei também um hidratante que tem me deixado feliz toda noite.
Durmo agora cheirando a pimenta rosa.
Feliz, feliz!




Três amigos lançaram um livro ontem.
Ouvindo a palestra, me senti orgulhosa.
Se você gosta de Administração, vale a pena.

Adoro ficção científica. E, acho mesmo um absurdo nunca ter lido H.G. Wells. Então, resolvi que era a hora.
Estou completamente apaixonada. De verdade. E olha que este ano já li coisas deliciosas.

"Ninguém teria acreditando, nos últimos anos do século XIX, que este mundo estava sendo observado com atenção e bem de perto por inteligências maiores que a do homem e, no entanto, tão mortais quanto a dele próprio; que os homens enquanto se ocupavam com seus diferentes problemas, eram examinados e estudados, talvez tão minuciosamente quanto alguém com um microscópico pode examinar as efêmeras criaturas que pululam e se multiplicam numa gota d´água. Com infinita satisfação, os homens iam e vinham por este globo cuidando de seus pequenos afazeres, serenos na certeza de seu império sobre a matéria. É possível que os protozoários sob o microscópio ajam do mesmo modo".
(Guerra dos Mundos, de H. G. Wells)

domingo, 7 de março de 2010

.
Estou  a-d-o-r-a-n-d-o  esse friozinho.



(Fernando Gonsales - daqui)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Adorei essas tirinhas sobre as redes sociais e o futuro dos encontros.
Machista ou não, tive de dar risada.
Para ver em tamanho maior, basta clicar na figura.


(Pesare)

Em conversa recente com o "meu amigo psicólogo", falávamos sobre religião.
Ambos, embora sejamos diferentes em muitos aspectos, concordamos nesse quesito.
Somos de famílias "religiosas" e temos mães insistentes. Mas ainda assim, preferimos escolher e seguir nossos caminhos, sem nos apergamos às divindades (sim, porque há bem mais de um deus na história da humanidade).
Essa não é uma escolha fácil. É só olhar para os lados e contar as igrejas, templos e casas de oração que nos circundam. Multiplique isso por centenas de ovelhas e teremos um rebanho de pessoas que seguem algum princípio teológico.
Agora, falo apenas por mim. Conheço muita, muita gente, que faz da religião fuga ou muleta. Que se esconde em uma rede de verdades sem, sequer, fazer questionamentos. Aceitação pura e simples.
Dogma e submissão.
O mais engraçado é que outro dia, entrei em uma discussão quente com outro amigo. Ele, ateu e marxista, e eu... bom, eu sou eu.
Ele questionava o poder dominador das igrejas sobre os homens, e eu defendia o nosso poder de escolha.
Ele dizia que a igreja é a culpada pelas mazelas e guerras da humanidade, e eu dizia que a igreja foi inventada pelos homens, portanto, o que vivemos é fruto do que criamos.
No final, concluímos, que à luz da filosofia, nossa discussão foi superficial e irrelevante. Foi mesmo...
Mas, eu creio (e crer é um verbo bem religioso) que a religião tem o seu lado positivo também. Há quem encontre nela conforto silencioso e paz interior. Ou ainda, há quem descubra na religião, uma forma de se tornar melhor.
Mas há a hipocrisia, a transferência de responsabilidade para um ser superior e inatingível, a subserviência e a culpa.
Eu não gosto disso. O que gosto mesmo é da descoberta. De ser respeitada por minhas escolhas e de decidir, sem interferência de pseudo demiurgos o que é melhor para mim.
E neste momento, o melhor para mim é fazer o que estou fazendo: procurar me entender.
Quem sabe assim, eu consiga entender você também.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não, eu não sou confusa. Estou confusa.
Verbos diferentes.
Talvez seja Plutão no meio do meu céu, talvez seja o calor, o trânsito, minhas vontades escondidas, talvez seja qualquer coisa que eu não sei.
Mas estou confusa.
O que em parte é bom. Mudanças vindo por aí.
Até que elas não aconteçam, sigo pensando e fazendo conjecturas.
O problema é justamente esse: meus pensamentos e conjecturas.
Os amigos parece que adivinham e ficam mais carinhosos. Às vezes, ganho até mimos.
O de hoje foram duas canecas lindas. Uma com personagens da Marvel, a outra, tchammmmm... com a cara do Dart Vader.
Se antes eu tentava esconder, hoje, assumo sem problemas: gosto muito de carinho. E sinto falta. O carinho não precisa vim em forma de presente. Ao contrário. Gosto mesmo é de abraço e cafuné.
Mas, confesso, as canecas são um luxo.
Tirei até fotos.

(caneca do Dart Vader - frente)


(caneca do Dart Vader - lado)


(caneca personagens Marvel - um dos lados)


 
(caneca personagens Marvel - do outro lado)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Que Nietzsche nada... a mais profunda filosofia vem de baixo pra cima.
Literalmente.
:P
Ontem eu cheguei em casa com tanta dor nos pés que, sinceramente, só imaginava tomar banho, colocar as pernas pra cima e dormir.
Morte aos saltos.


(Ilustração de Céo Pontual - daqui)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

(não conheço o autor da imagem)


Prometi que não compraria mais livros antes de terminar esses dez mil que estão aqui em casa.
Menti.
Ontem comprei "Delta de Vênus", da Anïs Nin e "A dama do cachorrinho (e outras histórias)", de Tchékhov.
Juro que estou tentando me controlar. Mas acho (mesmo) que foram duas boas aquisições.
Viciada também em The Big Bang Theory. É muito, muito engraçado. Só que não é livro, é uma série de Sony.

Como vê, não há muitas novidades no front.

P.S. Quando o inverno começa? Esse calor está me matando. E minha coluna, idem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

(Carlos Ruas - daqui)

Tem coisas que eu não entendo. Outras, faço questão de nem saber.
No geral, a vida, alterna de substantivo comum à sujeito composto.
Situações embaraçosas surgem quando preposições aparecem querendo mandar, mas você me conhece. Sempre que é preciso, uso meus predicados. Todos escondidos nas mangas dos complementos nominais guardados ao longo da minha solitária vida de leituras cotidianas.
Hoje mesmo eu aprendi que, o silêncio não se encaixa em nenhum tempo verbal, além do infinitivo.
Primo de primeiro grau do pretérito imperfeito. E pai do desinteresse.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


Quem me conhece um pouquinho mais, sabe que gosto de gente irreverente, de música e de ousadia.
Há anos eu não via esse vídeo. E, conversando com "meu amigo psicólogo", há pouco, lembrei dele.
Essa é a "fase" da Madonna que mais gosto. Adoro o jeito como ela dança no final do clipe. É como se celebrasse a vida, a ousadia e a liberdade. Liberdade, sobretudo, de chamar o mundo inteiro de hipócrita e ainda vender discos.
Dá-lhe!


 
 (Calvin - clique nas tirinhas para ampliar)

Amo o Calvin.
É fácil imaginar o porquê...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Carnaval (bem) longe de Sampa.
Pesquei, tomei banho de cachoeira, andei descalça na grama e o mais legal: fui e voltei dirigindo pela Anhanguera e Bandeirantes pela primeira vez.
8 horas, ida e volta. Minhas costas estão doendo, mas super valeu.
Há milhares de coisas pra contar. Pensamentos perdidos, conclusões precipitadas, dúvidas cotidianas, felicidades interiores e angústias premeditadas. Mas, vou deixar para depois. Quero aproveitar o restinho do feriado para ver filminho e ler mais um pouco. A cada vez que pego Mira, de Gore Vidal, ou Nova York, de Eisner, me sinto em casa de novo.
Foram dias bons. De novidades. Gosto mesmo, quando descubro em mim, forças que não tinha e necessidades que escondia. 
Mas, sabe... é bom voltar pra casa. Ainda preciso do conforto e do acochego de estar entre as minhas coisas. E de viver no meu pequeno mundo de possibilidades escondidas. E infinitas.
Eu espero, sinceramente, desta vez, começar a dar mais espaço para elas. E mais amor para mim mesma.


(Angeli - clique para ampliar a tirinha)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010



Viva!
Hoje deu certo. Cheguei na hora marcada na acupuntura e depois corri pra terapia. Quinta é meu rodízio, por isso, tenho de fazer tudo rápido.
Daqui a pouco vou dar aula em Pinheiros, na Zona Oeste. Lá quando chove...
Então, sei que vou passar boa parte do caminho olhando pro céu e pedindo pra dar tudo certo. O dia hoje está escurecendo mais cedo...

Sei que o assunto não tem importância pra ninguém além de mim mesma, mas gostaria de saber por que meus pés não gostam de sapatos bonitos. Impressionante.

Tirei as medidas ontem na academia. Um mês de ginástica. Foi embora pouca coisa. Mas pouca, é melhor que nenhuma. :)

O dentista, cheio de técnicas e intenções sádicas, apertou meu aparelho ontem. Minha alma foi junto. Estou me sentindo espremida. Não consigo morder nem um biscoitinho água e sal. OK. O benefício há de ser melhor que a dor de 4 anos de aparelho.
Mas que conste aí nos registros: quando eu tirar esse aparelho, e se os dentes ficarem mesmo certinhos, só vou falar sorrindo.
Sabe o Gato de Cheshire?
Pior.

Falar nisso, estou doidinha pra ver o novo filme "Alice no País das Maravilhas". O livro é um dos meus preferidos no mundo. AMO. Em maiúsculas...

 (Romero Britto)

Tem gente que foi de ontem.
Tem gente que é do hoje.
E tem gente que é pra sempre.
Você é pra sempre.

Feliz aniversário pra você, "menino mais meigo do mundo".



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


(Mafalda - clique na tirinha para ampliar)


E tks ao "Cavaleiro Solitário" por me aguentar muito, muito falante e chata depois de três xícaras de café forte.

Quando quer, ele sabe ser a melhor companhia do universo.


(Kay Sage) 

Era pra ter levado o carro na concessionária bem cedo. Não deu.
Fui ao salão, não consegui fazer as unhas.
Cheguei atrasada na acupuntura. Tive de remarcar.
Deu tudo errado, perdi um tempo enorme e não fiz nada.
Tudo por causa da minha dor de cabeça de ontem.
Da próxima vez, sigo o plano original e vou pra ginástica às oito da manhã.
Dane-se o resto.
Agora, estou aqui, com duas aulas pra preparar e sem um pingo de inspiração.
Com o perdão do trocadilho, os 99% de transpiração vão ser moleza. O calor está inacreditável.
Saara perde.
Se não é chuva demais, é calor demais.
Acho que eu devia ter assistido à 2012. 

P.S. Hoje é aniversário da mamilis e eu ainda não comprei o presente.


Vivendo e aprendendo.
Sabe por que spam (propaganda eletrônica não autorizada) tem esse nome?
A resposta está no site da Rosana Herman.
E, se você gosta do Monty Phyton, aproveite para assistir ao vídeo que deu origem a isso tudo.



sábado, 6 de fevereiro de 2010

(Siegfried Zademack)

Eu acho engraçado como as pessoas se deixam levar pelas superficialidades.
Olham, julgam e pronto.
Essa é a realidade na maioria das vezes.
Se encantam tão facilmente que chega a ser meio patético. Encantamento é uma palavra que traduz bem esse estado. Algo entre o torpor e a cegueira. Uma condição de hipnose.
O tempo passa e a decepção chega. Como se fosse surpresa...
Evidente que eu também já fiquei encantada algumas vezes (e ainda fico). Normalmente, isso acontece porque queremos transformar fantasias em realidade. Criamos um mundo de expectativas e quando não realizadas, atribuímos a culpa ao outro. Sempre ao outro.
Mas, e a nossa responsabilidade nisso?
Pois é...
Eu tenho um amigo psicólogo que, vez ou outra, desconstrói meus paradigmas, mesmo sem perceber.
Estou falando com ele, neste exato momento, e lembrei de uma frase que, na época em que me foi dita, serviu como uma sineta tocando dentro de mim.
Desde então, toda vez que me sinto atraída por alguma coisa, ou me esquivo, ou me entrego, mas já sabendo que, aconteça o que acontecer, a responsabilidade é minha.
Demorou.
Doeu.
Mas hoje eu sei: "o sedutor só vai, aonde o seduzido já está".


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

 (Kurt Halsey)

Saí de manhãzinha e cheguei quase à meia-noite.
Rotina normal de trabalho.
O diferente de hoje foi encontrar uma caixa colorida em cima da cama.
Dá pra imaginar meu sorrisão?
Eu já estava feliz só pela caixa, imagine quando descobri que dentro dela havia dez (você leu certo, dez) dvd´s cheios de animes e filminhos...
Tão feliz, sabe? Porque eu sei o trabalhão que ele teve pra gravar. E sei que foi um presente de coração.
Agora estou aqui, pensando:
- Quando será que ele vem me ver?
Porque eu quero dar o abraço mais apertado e carinhoso do mundo.

Ele é ou não é o "menino mais meigo do mundo"?

*Obrigada, Corazón!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


.
Noé mora aqui em São Paulo.
C.e.r.t.e.z.a!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

(Vladimir Kush)


Eu não quero me privar dos meus sentidos.
Eles são meus. E são muitos.
Mas, às vezes, sentimentalismos tomam o lugar do comum.
E deixam em destroços, paladares, se não, acostumados com o requinte, ambientados às sutilezas de prazeres vãos.
E que vem.


(George Grie)

Você viu a lua no céu?
É tão bom saber que, a lua que me ilumina, é a mesma que guarda a sua noite...


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hoje é dia de Yemanjá.
Odoiá!

(Rono Figueiredo)


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010







(Laerte - daqui)

Meu pai bem que avisou.
E ele estava certo.
Agora é sacodir a poeira e continuar. 
Sempre.

domingo, 31 de janeiro de 2010

("capa" do DVD Melinda e Melinda)

Vi Melinda e Melinda ontem.
Woody Allen sempre me atordoa.
É como se eu estivesse saído de um porre a cada filme.
Mas a história é chata no começo.
O filme só fica atraente quando escapole do pedantismo, sem explicações e metalinguagens. Apenas a história.
E é justamente nesse ponto, que a personagem vira você.
O que você faria?
Ou ainda: você faria isso?
Sua vida tende ao drama? À comédia?
Ou os dois lados são um só?
Pois é... Eu me pergunto, todos os dias, quem realmente sou. E o que realmente faço da minha vida.
As respostas chegam, quase sempre, embaralhadas.
Isso tem lá o seu lado histriônico. Mas, não é isso o que eu quero.
Quero respostas, sem o contingente histérico, tão comum no comportamento do ser humano.
Drogas, neuroses, medos e traumas.
Nada disso me interessa.
Acho, sinceramente, que Woody Allen, mesmo tendo uma personalidade claramente doentia, senta no chão e ri de si mesmo.
E da humanidade.
Ele sabe fazer isso.
E fez em Melinda e Melinda.
É como se ele estivesse, claramente apontando o dedo para a minha vida anônima e perguntando se entendi que não há como escapar.
Talvez por isso o filme termine com um corte seco.
Como a morte.

Se vale a pena assistir?
Sim, vale.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Esses dias vi umas imagens tão fofas, mas tão fofas, que deu vontade de postar uma também.

Essa vai, então, pra você, com um abraço bemmmmmmmmmm gostoso. 
Nhowwwwwww!




(Escher)

Escrevi um post enorme e apaguei.
Eu penso em tanta coisa ao mesmo tempo... Tanta, que vira bobagem, sabe?
O que na verdade importa, no final das contas, é estar perto de quem se ama.
E perto, não quer dizer, necessariamente, proximidade física.
É mais que isso.
É sentir o outro, tão intensa e avidamente, que os limites passam a ser outros.
Ou passam a não ser.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

.
Vi de novo.
E veria mais um milhão de vezes.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010


(Magritte)


Rasguei tanto papel hoje que estou com os dedos doendo. E, ainda faltam três caixas...
Rasgar papel é bom. Quase um "descompromisso" com o passado. E é isso mesmo que eu quero. A liberdade proporcionada pelo desapego.
O intuito é jogar fora tudo aquilo que não serve mais. Lembranças, objetos e sentimentos. Fica apenas a parte boa das coisas. E o presente, amante de um futuro repleto de possibilidades.


sábado, 23 de janeiro de 2010


(Pesare)


Reunião pesada na quinta e eu peguei chuva na cabeça. Muita.
Mudanças no trabalho. Novas diretrizes. Nenhuma surpresa. Mudanças organizacionais não me causam mais arroubos emocionais. Se as regras estão diferentes agora, dancemos conforme a música. No final das contas, a pressão continua igual. Para o bem ou para o mal. E, sinceramente, reclamar não adianta muito. Então, o negócio é fazer o melhor possível, com as condições "oferecidas".
Tudo isso pra dizer que tomei chuva. O que resultou em um desânimo inacreditável na sexta. Mas, a vida continua. Por isso, passei o dia de folga todinho na rua resolvendo coisas importantes. 
À noite, festa!
E, claro, mesmo "desanimada", eu fui. O anfitrião é um chef de primeira e adivinha, alguns petiscos foram preparados especialmente para mim, que sou uma fresca. Dancei, me diverti, mas voltei cedo. O corpo pedia cama.
Amanheci dodói. Muito, muito. Voz de tele-sexo, garganta inflamada e dor no corpo.
Resultado: dormi o dia todo, não ajudei na mudança de uma amiga, perdi o cinema que estava planejado e sequer resolvi as coisas atrasadas do trabalho. 
A parte boa é que doente aqui em casa tem sempre atenção especial e suco de laranja na cama. 
Então, com licença, vou ali assistir filminho enrolada nas cobertas e depois ler mais um pouco. Tudo, é claro, à luz aconchegante das velinhas que ganhei.


P.S. Acabei de receber um e-mail com este link.
Agora entendi porque Sean Connery continua magnífico, mesmo velhinho.
E, impagável a cara de nerd do Kerouac. Justo a dele...




quarta-feira, 20 de janeiro de 2010



(Calvin - clique na imagem para ampliar)

Quando eu crescer, vou aprender a consertar encanamento, usar a furadeira, trocar o gás e dar adeus a esses caras que vem aqui e não fazem o serviço direito.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010



 (Travis Lampe  - Health women ear)



Hoje foi o meu último dia de férias e começo o semestre cheio de pendências.
E dúvidas.
Tantas que nem sei direito como avaliar as minhas prioridades.
Prometi não ficar enrolando para fazer as coisas ou tomar decisões, mas queria, sinceramente, uma ajuda do universo.
OK, eu sei: "99% de transpiração e 1% de inspiração".
Talvez eu precise andar mais. Andar sempre oxigena meu cérebro. Fico muito melhor quando ando todos os dias. Mas o calor, o joelho... e minhas eternas desculpas impedem que eu faça isso.
Certo, o calor me acaba. Não gosto mesmo e me sinto mal. O joelho dói de verdade. Mas, posso acordar mais cedo e andar quando não faz tanto sol. E andar pode melhorar o joelho. Nada que um tênis bom e alongamento não resolvam (acho).

Comecei a acupuntura hoje. Fiquei toda espetada com agulhinhas de ponta redonda. Uma, entre os dois olhos, antes da testa e no finzinho do nariz. Foi engraçado ficar olhando pra ela. Fiquei meio zarolha. Então, decidi fechar os olhos e relaxar. Doeu um tiquinho, não vou mentir. Mas, é suportável.

Que chuva mais chata do mundo. Sério, já está me dando nos nervos. 
Eu sei que quase todo mundo acha chuva uma coisa linda, romântica e blá blá blá. Eu acho chuva chata. Necessária, evidente, mas chata.

Cumprindo a meta de ler mais coisas bacanas este ano. Feliz por isso.
Espero que 2010 seja um ano de prazeres. Em todos os sentidos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


(Vladimir Kush)


Confesso que estou sem inspiração para escrever. Por isso, não repare nesses textinhos curtos e cotidianos.
Talvez a proximidade do fim das férias tenha causado em mim esse efeito colateral. Não sei.
O que sei, na verdade, é que deixei um monte de obrigações de lado e estou aqui, pensando se durmo, se assisto filme ou se vou ler, já que passei o dia inteiro na rua.

Ganhei uma vela linda esses dias. Presente da minha prima carioca. Estou escrevendo à luz de velas. Adoro. Acho tão aconchegante que, vez ou outra, apago a casa toda e deixo velas acesas pelos cômodos.
Aliás, aconchego é uma palavra que se parece comigo.
Dengo é outra.
Eu gosto demais dos dois. De aconchego e de dengo.

Uma amiga querida vai se mudar e, hoje, saí com ela para ajudar a escolher algumas coisas da casa nova.
Eu me perco nessas lojas que vendem coisinhas de casa: pratos, copos, tapetes, toalhas... Sou viciada em toalhas felpudas.
Falar nisso, é preciso mestrado em engenharia pra montar e instalar uma persiana.

Ô trabalheira!
Toda vez que me deparo com "problemas" assim, aperta (ainda mais) a saudade do meu pai.
Ele adorava fazer consertos e montagens. E eu sempre estava ao lado dele, com a importante função de segurar a lanterna ou guardar os parafusos. :P
Nesse aspecto particular, minha irmã é muito mais parecida com ele que eu.
Não sei se já falei aqui, mas meu pai também fazia o melhor cafuné do mundo.
E, não tem carinho que eu mais goste na vida que cafuné.
Isso, eu tenho quase certeza que você já sabe. E se não sabe, chegou a hora.
:)

Em uma das lojas que fomos comprar as coisinhas, a placa da "saída de emergência" estava em um lugar bemmmmmmm estratégico. Não resisti e tirei foto. 




(Quer entrar pelo cano?)


Mamilis voltou de viagem. Estava no Rio. Eu poderia ter ido, mas não quis. Sinceramente, tenho certeza que seriam dez dias passando mal por causa do calor.
E já que o assunto é o tempo, chove tão forte agora em São Paulo (mais especificamente, no meu bairro), que estou com medo. Raios e trovões não são, necessariamente, coisas divertidas pra mim.
Tirei tudo da tomada e estou aqui, torcendo para que esses raios passem logo.
Yansã que me perdoe, mas...

Fui ver, esta semana, dois filmes: "Lula, o filho do Brasil" e "Sherlock Holmes".
Cá entre nós, achei "Lula" muito ruim.
Poderia ter sido um filme bom. Poderia sim. Mas não foi.
E Sherlock, ao contrário do que eu gostaria, é um filme de ação (!).
Sabe sessão da tarde? Pois é. Passei o filme todo levando susto com as explosões e as lutas.
Mas tudo bem, a companhia foi boa. Como sempre.
Falar nisso, ganhei uma aposta. Quero só ver se vai ser paga...
 

Minha vizinha prestou vestibular esses dias e, entre uma pérola e outra, com o ar muito imponente, quis provar que está preparada para a nova vida e citou com muita propriedade, mais uma, das muitas sabedorias populares que aprendeu no Orkut:
- É, amiga... a vida é feita de aprovações.
Muito compenetrada (e morrendo de vontade de rir), fiz "sim" com a cabeça e não disse uma palavra. Claro.

:)


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


(Laerte  - daqui)

É tanto blá blá teórico, que me dá até preguiça.
Vou é pra ginástica, pra ver se sossego a cabeça.
Inté.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



(George Grie)

Eu gosto da sutileza das coisas. E das palavras. Você sabe.
Por isso, pergunto:
Solitude é diferente de solidão?
A mim, parece que uma é escolha, enquanto a outra é renúncia.


"As pessoas são solitárias porque erguem paredes, ao invés de pontes".
(Joseph Fort Newton)
 


domingo, 10 de janeiro de 2010



(Alphonse Mucha) 


Quem me conhece um pouquinho mais, sabe que sou especialmente apaixonada por Henry Miller.
E também sabe que me elogiar, não é das coisas mais fáceis.
Eu sou arredia e desconfiada.
Mas... ser "comparada" com Anis Nïn, com requintes de sutileza, supera qualquer (qualquer) recalque da minha parte. Isso me derrete completamente.
Eu fico entregue.
O que atiça, não apenas o meu lado intelectual, mas o meu corpo.
E eu gosto muito, muito, muito, muito, quando meu corpo e minha mente se fundem.
Talvez aí more o meu verdadeiro eu. 
Um eu que só aparece para mim e... para poucos.
(Será que isso inclui você?)


P.S. Não sabe quem é Anais Nïn? Google. :P