Gribada. De dovo.
Cheguei a ficar com medo de ser uma pneumonia e, confesso, não fui ao médico por pura falta de tempo.
Se isso é insano? Completamente.
Mas eu, realmente, precisava finalizar algumas coisas. Finalizadas, agora estou um pouco melhor.
Sexta, enquanto cuidava da pior das pendências, já senti meu nariz vivo de novo. Consegui até respirar por ele sem ajuda. Veja só que maravilha...
O duro foi ter de ouvir a historinha, hoje, da minha vizinha.
Muito inteligente, ela pagou a minha conta da Net. Por sinal, já paga, porque é débito automático.
A dona de casa genial confundiu os envelopes e veio brava aqui em casa, dizendo que a minha fatura estava dentro do envelope dela.
An-ram!
Eu, pobre alma sonada, estava, enfim, indo dormir um pouco, depois de dias de olheiras e me deparo com mais essa.
Não tive dúvidas, liguei para a Net e fiz a moça explicar para a minha vizinha genial que, evidente, a culpa era dela e não minha. E, claro, solicitei a devolução do dinheiro.
Já cheguei a conclusão de que não é muito bom falar comigo quando eu estou:
a) com cólica
b) com (muito) sono
c) exausta.
Se você já passou por uma dessas situações, compreende.
Semana passada, a moça da loja do café veio me contar que o sujeito altão da esquina perguntou, meio assim, do nada, o que eu fazia.
- Ela é vendedora de roupa?
- Não.
- Ah... É que ela vive correndo, cheia de sacola. Mochila...
- Ela é professora. Deve ser trabalho de aluno. Livro, essas coisas.
Aí ele ficou em silêncio um tempo e...
- Tem jeito mesmo. Ela é séria, né? Não deve ser fácil ensinar crianças.
- Pois é... e deu risada, pensando na cara que eu faria.
Agora me diga, por que t-o-d-o mundo acha que eu dou aula pra criança?
Eu tenho cara de Super Nanny?
A bateria do meu celular super-super dura, no máximo, 24 horas.
Péssimo.
E apesar da câmera maravilhosa e do acesso à internet, sim, já estou pensando em trocar, ou voltar ao Paleolítico e usar o meu antigo. Dúvida cruel.
Comprei mais livros.
E, eu nem consigo ler os que estão aqui.
Qual o meu problema com gente de aquário?
Sério.
Descobri, esta semana, que o moço gigante e inteligente lá do trabalho, que, gentilmente, me ajudou a corrigir singelas 150 provas e que, sempre me traz café quando estou com preguiça de levantar, é de aquário.
Certeza: se alguém vai com a minha cara, sem qualquer explicação lógica, é de aquário. Ou tem ascendente em aquário.
E eu, claro, fico de mãos atadas, porque não sei como lidar com pessoas de aquário. Traumas profundos. :P Mãe de aquário, orientadora do mestrado de aquário, amigos de aquário, (muitos) ex amores de aquário...
Conselheira estelar disse que a melhor forma de lidar com isso é enfrentando. Às vezes, eu acho que é fugindo. Sei lá... é meio complicado para uma ariana com os pés em capricórnio lidar com as abstrações e dúvidas existenciais dos aquarianos.
O pior de tudo é que gente assim (sempre) me atrai. Talvez porque tenham os melhores papos, as ideias mais malucas...
Dia 24 foi dia de São João. Pessoal em Salvador se esbaldando e eu camelando. Será que vendem curau pela internet?
Quer me dar um presente? Creme de mão de cacau da Natura. A-d-o-r-o! Tenho um em cada canto: na bolsa, no carro, no banheiro, no quarto...
Perguntaram, no meu trabalho, quando eu vou fazer o doutorado.
Nem tive forças pra responder. Só ri, assim, meio amarelo.
Devem estar brincando, né? Ou então, inventaram um dia com 60 horas e não me avisaram.
A moça da Panini ligou para renovar minha assinatura da Turma da Mônica:
- As crianças estão gostando?
- Estão.
- Quantos filhos a senhora tem? Perguntou toda simpática.
- Nenhum.
Silêncio.
- Compreendo senhora. São para seus sobrinhos?
- Não, são pra mim mesmo.
...
- Vai ser no cartão de débito ou de crédito?