sábado, 12 de junho de 2010

(Imagem de Dieter Braun)


Acabei de receber a gravação da minha Revolução Solar de 2010.

Ariana, com ascendente em capricórnio: trabalho, trabalho e trabalho.
Lua em gêmeos: arte, prazer e pensamento.
Mudanças, poder e viagens.
Mas o que realmente me chamou atenção nessa revolução solar foi a frase:
- Se você se permitir, Lidiane.
Se...

Quero muito me permitir, sabe? Muito, muito.
Liberdade interior. Desmascarar meus monstros e brincar com a sombra. A minha sombra.
Eu sempre me imaginei livre, independente e pelo mundo. Talvez, em busca disso, eu tenha me prendido a um modelo ideal de vida. E, por medo, repressão ou caretice mesmo, eu tenha ficado, tempo demais, presa dentro de mim. Ensimesmada. Uma contradição bem ao meu estilo. Eu quero, mas eu nego que quero.
Não é fácil quebrar conceitos. Mas, você me conhece. Se de um lado eu me recolho, do outro eu tenho força para quebrar o ovo em que me escondi.
Estava aqui pensando que, talvez, a minha pedra filosofal seja não ter uma pedra filosofal. Quebrar tudo o que é duro e transformar meus monstros em minha quintessência.
Eu sei que Plutão me ronda. E Plutão não é fácil. Nem é mais planeta e fica me alfinetando...
Mas sei também que Plutão só alfineta quem tem estrela.
Então eu olho para o céu de dia e vejo o sol. Uma estrela.
Olho para o céu à noite e vejo estrelas. Um passado de estrelas.
Mas quando olho para o espelho, eu não consigo ver muita coisa além de um sorriso emprestado de Cheshire e olhos que se apertam em mais perguntas que respostas.
Agora eu sei que não é o melhor período para isso, mas quero muito decantar minhas ideias e também fazer uma revolução.
Estelar, claro. Porque até o sol, é uma estrela.

domingo, 6 de junho de 2010



Fui e já voltei. Não queria pegar estrada, mas...
Conheci o Artur, o cachorrinho da minha irmã. Um West White Terrier (sabe o cachorrinho do IG? Desse).
Os coelhos continuam lindos.
E eu estou super cansada e com sono.
:P

Acabei de chegar do teatro.
Fui ver "Cinema".
Sim, é este o nome da peça: Cinema.
Estranho, né? 
Mas, eu gostei. Embora, confesso, tenha me sentido desconsertada em alguns momentos. Um deles, em particular.
E, cá, do alto do meu amadorismo, tenho certeza, o objetivo foi esse mesmo: desconsertar o espectador.
Conseguiram.
As pessoas ficaram sem saber o que fazer. Alguns tossiram, outros se mexeram nas cadeiras, de agonia, acho. O mais engraçado foram os que aplaudiram, talvez afoitos para que aqueles segundos eternos acabassem logo.
Eu, claro, nem respirei. Juro. Medo de ser notada.
Saí do teatro pensativa. Como sempre, aliás. E, fui presenteada com o frio gelado da Paulista no rosto.
Se você me conhece, sabe o quanto gosto disso. Ainda mais na Paulista...

Decidi, depois da peça, conhecer a Estação de Metrô Sacomã, "a mais moderna da América Latina" e inaugurada recentemente.
Eu sei que parece estranho. Mas é que um grupo de alunos fez um trabalho sobre a estação e eu fiquei super curiosa. Além do mais, amo andar de metrô e a estação Sacomã fica apenas a uma estação da minha casa, então...
Tirei fotos, claro. Esse celular já se pagou só pela câmera. Descobri que ele tem 5 megapixel e zoom (o problema é que ainda não sei usar o zoom, mas isso é detalhe).
As fotos só não ficaram melhores, porque a fotógrafa não contribuiu, então, seja compreensivo, tá?

 (Estação de Metrô Sacomã) 


(Outro ângulo)


(Olha só a altura dessa escada)

(Vista de baixo pra cima)


(Catracas modernosas com portas automáticas)


(Portas de segurança no embarque)


sábado, 5 de junho de 2010

(Árvores do Ibirapuera - testando o celular) 

(Pedacinho escondido do lago do Ibirapuera)


 (Eu e a primeira foto do celular novo -êba!)


Dias estranhos, tempo esquisito e eu não paro de trabalhar.
Nada de anormal, certo?
Errado.
Porque, justamente, no dia em que eu decido sair para aproveitar o solzinho de outono e passar um dia leve e calmo com os amigos, dou de cara com o Big Boss. 
São Paulo é tãoooooooooo grande, e, claro, eu tinha de escolher a mesa, e-x-a-t-a-m-e-n-t-e, ao lado da dele...
Moça sortuda, eu!
:P

Estou levando uma surra do celular novo. Ele só não faz café, mas acho que falta pouco pra isso.
O problema é que até agora não entendi direito como funciona o sistema Android dele. Preciso ler o manual, mas ainda não deu.
Pra falar a verdade, estou até gostando, apesar de. Novidades sempre trazem coisas boas e é só uma questão de me adaptar novamente.
Testei a câmera e gostei. As fotos têm uma definição bem melhor que a do meu antigo. O envio e recebimento de emails também funcionam direitinho. Só não gostei dos toques e do tecladinho touch screen. É pequeno demais, mesmo para os meus dedinhos. Uma pessoa com mãos grandes, certamente iria se atrapalhar toda.
O melhor de tudo foi o preço. Como tinha bônus na operadora, ele me saiu por trezentos e oitenta reaizinhos.

Vi "Simplesmente Complicado" esses dias e me peguei pensando como a Meryl Streep é a melhor atriz que eu já vi atuar. Ela é uma feia tão linda que fico encantada toda vez que assisto alguma coisa com ela.
Elegância tem de ser natural, né? Sensualidade, idem.
Gente que faz caras e bocas é o fim. Em todos os sentidos. O mesmo pra quem se enfeita demais, enfeita exageradamente casa, carro, mesa de trabalho... Tão kitsch! Mas isso é coisa minha, claro. Tem gosto pra tudo, eu sei.

E já que estou na rabugice... pelamor, o que são essas pessoas que falam sozinhas? Pior: elas ainda respondem as perguntas que elas mesmas se fazem e narram os "procedimentos" que estão executando (!!!!).
Tudo bem se você quer falar sozinho. Nada contra, desde que eu não esteja perto e seja obrigada a ouvir, né? Porque, alouuuuuuu, eu quero trabalhar em silêncio e concentrada.
Talvez seja necessidade de platéia. Ou carência. Ou maluquice mesmo.
Vai saber...

Meu note está dando pau. Vez ou outra eu ligo, a ventoinha fica girando e nada da tela dar sinal de vida. Fiz um teste e ele volta a funcionar quando eu desconecto o mouse.
Não acho que seja realmente um problema de HD, hardware ou software. Acho que é temperamento ruim mesmo. Um notebook temperamental...
Já acabou a garantia e estou pensando em formatar. Quer dizer, estou pensando em mandar alguém formatar. O "Vista" vai sair, isso eu não tenho dúvidas. Só não sei se coloco o XP ou o Win 7. 
Também preciso colocar o Office no menorzinho. Ele só tem o pacote BROffice, que é *muito* ruim. O problema é que também não me adaptei muito bem ao Word novo (que não é nem tão novo assim). Estou adiando o que posso pra fazer isso. Talvez na esperança de que "o menino mais meigo do mundo" resolva me fazer feliz e venha aqui só para isso. Sonho meu, né? :P

Depois de, sei lá, três, quatro anos, aceitei que sou "reativa" quando me aproximo demais de alguém. Conselheira estelar respirou aliviada, acho. Talvez minha chatice venha daí. Embora, há que ache que sou implicante de propósito. Sou não. Diz ela que faço isso para me proteger. Desconfio que para me proteger de mim mesma. Porque no fundo, eu sou uma boba carinhosa e que gosta de cuidar de quem eu amo. É mais ou menos assim: eu acredito mesmo naquela coisa meio brega de que "quando a gente gosta, é claro que a gente cuida". E, por favor, não entenda por cuidar, ser grudento. Não gosto de grude. Gosto de atenção, é diferente. E, cuidar é se importar. Ser leal e não mentir. Você sabe... não gosto de mentiras. Mas isso é outra história...

Minha irmã está de casa nova e amanhã é a "festa de inauguração". Vou sair para comprar um presente. Pensei em um edredon bem quentinho e de malha. Presente útil, para tempos de frio. Não pode ser nada muito caro, então, acho que ela vai gostar.

Nossa, como eu gosto de uva passa! Daquelas bem pretinhas e pequenas. Lembra a minha infância. Meu pai sempre chegava em casa com aquelas caixinhas vermelhinhas. E jujubas. Acho que minha irmã gosta tanto quanto eu. Vou levar jujubas pra ela também. É uma pena que grudam no aparelho. Que, pelo visto, vão ficar comigo ainda por um lonnnngo tempo. 
Dentista me prometeu tirar ano que vem. Mas, ano passado, ele disse que iria tirar este ano. 
Aliás, fui lá esses dias e ele nem comentou o fim de Lost comigo. Naturalmente deve ter adivinhado que eu d-e-t-e-s-t-e-i.

18 graus. Casaco novo e sensação de aconchego. AMO esse tempo.


segunda-feira, 31 de maio de 2010


Acabei de chegar de uma caminhada.
Deixei tudo para lá e fui andar.
Eu queria algumas respostas. Mas acho que ainda não estou preparada para elas.
De brinde, ganhei vento gelado no rosto.
Gosto de dias assim, frios e com sol. 
Outono, você sabe...

 (Garfield - daqui)

Esta madrugada (ou manhã, não sei), tive um sonho muito estranho. No fim, foi até reconfortante. Mais do que assustador ou confuso.
Acordei mais feliz, embora saiba que não foi real. Foi um sonho.
Acho que vou me render e acreditar no que ouvi dia desses. Ouvi que sonhos funcionam, muitas vezes, para "resolver coisas dentro da gente". Coisas que, em condições normais de temperatura e pressão, não conseguimos enxergar ou processar.
Talvez esse meu sonho tenha sido a tecla "sap" do entendimento que preciso de uma história passada. 
Talvez seja só delírio.
Quem sabe?
Na dúvida, vou fazer de tudo para que, finalmente, meu coração e minha mente entrem em compasso, em mim, na vida e nesse infinito e confuso universo bailarino.
Estou com os dedos cruzados em uma mão e fazendo figa em outra.


A vida, às vezes, faz a gente entender as coisas de uma forma meio torta.
Há alguns meses, reli uma historinha sobre ser feliz ou ter razão.
Todo mundo, claro, na teoria, prefere ser feliz.
Na prática, quer ter razão.
Eu não fujo à regra.
Na sexta, eu poderia ter ficado calada. Poderia ter me omitido e sido feliz. Mas, você sabe que eu não gosto de mentir.
Foi aí que lembrei da tal historinha do ser feliz ou ter razão.
A ficha caiu.
Tem coisas que a gente precisa ignorar. Não ouvir.
Entender, de uma vez por todas, que algumas situações não se resolvem assim, de uma hora pra outra.
E que em toda discussão, há sempre dois lados. Omissão de responsabilidade é para quem não sabe olhar além do próprio umbigo.
E nesse sentido, não peco. Sei que também tenho responsabilidade no que ouço e no que falo.
Sendo mais direta: eu sou reservada. É difícil se aproximar de mim. Se você se aproximou, foi porque eu, de alguma forma, deixei. E eu sou leal. 
Se você é meu amigo, meu amor, ou qualquer outra coisa, sabe que eu sou leal. E não me furto de conversar. De tentar entender. Mas chega uma hora que cansa.
E na sexta, eu cansei. Mas eu não queria. Voltei pra casa chateada porque acho que deveria ter ficado calada e deixado pra lá.
Hoje, "o menino mais meigo do mundo", adorável como sempre, tentou me consolar e me fazer entender que as pessoas, às vezes, são agressivas e mal educadas por insegurança.
Eu ouvi o que ele disse, claro. E compreendo. Porque todos somos assim, vez ou outra.
Você, eu, todos nós, já fomos ou seremos mal educados por insegurança
A verdade? Eu quero esquecer isso e continuar para "o alto e avante", como sempre.
Só que hoje, não consegui "jogar o jogo do contente" o tempo inteiro.
E, só fiquei realmente feliz quando ouvi, do outro lado da linha:
- Estou com saudade.
Porque eu também estou.
Muita.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu sei que para a maioria das pessoas esse "vídeo" não faz o menor sentido.
Para falar a verdade, eu nem gosto da Lady Gaga (e não me importo com o que as pessoas acham), mas essa música cantada, assim, e por eles, ficou muito, muito boa. 
Não me canso de ver (e rir).
:)






sábado, 22 de maio de 2010



Combledamende endubida.
Nunca espirrei tanto na vida.
E a garganta dóóóói.
Será que é reação à vacina?



sexta-feira, 21 de maio de 2010

 (Spiral Galaxy NGC 3190 Almost Sideways - daqui)


"Tão correto e tão bonito, 
o infinito é, realmente, um dos deuses mais lindos".
Legião Urbana - Quase sem querer
(passei o dia todo cantando essa música)



segunda-feira, 17 de maio de 2010

 (Gilmar, daqui)

Acabei de mandar um email para um amigo pedindo ajuda.
A resposta: 
- Eu também não sei. Onde eu amarrei meu jegue?

Saber, eu não sei, mas o dele deve estar perto do meu...

Fim de semestre é isso aí.


(Jacek Yerka)

Tanta coisa pra fazer e eu, sinceramente, nem sei por onde começar.
Fiz uma listinha (de três páginas de uma agenda pequena), mas não consigo me decidir.
Isso que dá passar o fim de semana na rua.
Mas, valeu.
Embora eu de-tes-te comida japonesa, lá fui eu para um restaurante super tradicional. Curso intensivo de cultura oriental e comidinhas exóticas. Comi, mas...
A verdade é que fui pela companhia. Estar entre amigos me faz bem, você sabe.
Depois, café no Girondino (que amo), passeio pela cidade e Virada Cultural.
Gostaria de ter aproveitado mais da Virada, mas fica para o ano que vem. Decidi que vou me programar para isso. De lindo mesmo, este ano, vi o Ballet Canela Fina.

Tenho pensado muito, sobre muitas coisas. Talvez por isso essa enxaqueca tão chata esses dias. Eu sou meio reticente em tomar remédios. Não gosto, mas os santos, anjos e robôs iluminem o inventor do Dorflex.

Esses dias recebi uma notícia de uma pessoa distante que, sinceramente, me abalou. E, de novo (e de novo), percebi que os caminhos tortuosos e sofrimentos aparentemente sem sentido, têm um sentido (óóóóóó!).
Mas, juro. Tive de me segurar para não mandar um e-mail dizendo que sentia muito. Acho que sinto muito mesmo.  Só que, não mandei e-mail, não liguei, não fiz nada. Porque, apesar de ter ficado preocupada, racionalmente a melhor coisa a se fazer é nada.
Acho que você entende.
(E essa imagem do Yerka... é tão parecida com a imagem que guardo na memória...).

Falar nisso (e trocando de assunto), gente ingrata é o fim, né?
É!

Alguém está vendo Lost?
Eu sabiaaaaaaaaaaaaaaa. Esse Jacob é um tonto.
Homens de preto, além de mais interessantes, têm mais história pra contar.

sábado, 15 de maio de 2010

(Vladimir Kush)

Sabe a verdade? Eu gosto de gente que ferve por dentro. Gente de idéias, não de ideais. Gente que me inspira, me incita e me faz acreditar que é possível transformar o improvável em matéria. Gente que pensa e que vibra. Gente que faz desaparecer o mais sólido dos conceitos, lá onde termina o infinito negativo e começa o positivo. 
Gente de conhecimento, de prática e de imaginação.

Você é assim?


"Detesto almas acanhadas. 
Nada têm de bom e quase nada de mau".
Nietzsche

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Só "xorandu".




 (Imagem do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton)

Está friozinho e eu estou feliz por isso. Me sinto bem mais à vontade no outono. Nem muito calor, nem muito frio. Uma delícia.

Esses dias percebi que sou mais normal do que imaginava. Como tem bizarrice nesse mundo! Ouvi tantas histórias completamente loucas esta última semana, que me sinto pintada em tons pastéis. O meu vermelho ganhou várias pincelas de um branco sem medida.

Ontem teve um coral de crianças na sala dos professores, meia hora antes das aulas começarem. Encantada total. Coisa mais querida do mundo ouvir aquelas coisinhas cantando em um dialeto africano, afinadas e sorridentes. Tão diferentes dos meus alunos adultos, cansados e cheios de senãos...

Não gosto de futebol, mas ultimamente me divirto demais provocando os alunos, os meninos do audiovisual e os manobristas do estacionamento lá do trabalho.
Eles não conseguem acreditar que eu torço pro "Bahia" e ficam bravos com o meu repertório de piadas sobre os times e resultados dos jogos.
Eu não sei onde ouvi isso, mas concordo: "a melhor parte do futebol é poder 'zoar' os fanáticos.

Dentista, ontem, passou meia hora só falando de Lost comigo. E eu de boca aberta.
Pelo menos, ele foi bonzinho e apertou menos o aparelho.
No próximo mês, eu estou no sal. A série acaba esses dias.

Fui ver Alice, hoje. Em 3D, claro.
Ao contrário da maioria das pessoas com quem conversei, gostei da história, gostei de ver uma Alice mais velha, da ideia do sonho como fio condutor do enredo e da solução encontrada para o final. Que, é claro, não vou contar.
Mas, não gostei do Deep no filme. É como se eu estivesse vendo Willy Wonka, na Fantástica Fábrica de Chocolate, com cabelos diferentes e olhos verdes. A mesma caricatura, os mesmos traquejos.
Em compensação, a Rainha de Copas estava fabulosa. A personagem mais intensa e bem trabalhada no filme.
Além disso, o gato Cheshire, com um temperinho de maldade, me deixou secretamente feliz.
Os efeitos em 3D foram pobres e faltou um "quê" que me arrebatasse. Na verdade, eu esperava mais intensidade de Tim Burton. Mas, sim, eu veria o filme novamente. Vale a pena.

terça-feira, 11 de maio de 2010

(Dali - Fantasma de Vermeer Van Delft que pode ser utilizado como mesa)


Eu sei que é difícil acreditar, mas sou silenciosa.
Não gosto de barulho, então, não faço muito barulho.
Andando, comendo, vendo tv, lendo e dormindo, eu sou silenciosa.
Gosto de música baixa, gente de voz melódica, carros que não roncam e barulho de metrô. Única e exclusivamente porque abafa o som das pessoas.
É claro que há momentos em que eu falo. E falo muito.
Gosto de conversar. E se acho alguém que tenha assunto, desando a conversar. E rir.
Nesses momentos, entre os amigos, eu sou falante. E eu trabalho falando.
Fora isso, nem vai perceber que estou em casa ou em algum lugar. 
Tudo isso pra dizer que detesto gente barulhenta. Gente que narra os acontecimentos cotidianos:
- Agora vou lavar louça.
- Tenho de ir ao banco hoje.
- Este leite está quente, mas vou tomar com biscoito gelado.
Também não gosto de quem respira alto. É muito estranho alguém provando pra você o tempo todo que está vivo porque respira. Eu já sei que está.
Sim, estou meio emburrada. Talvez se eu dormisse um pouco mais e tivesse mais tempo para decantar meus pensamentos, não me incomodaria tanto o barulho do mundo.
Mas isso não acontece, então, fiquei  feliz quando esses dias, perguntei a um amigo o que faríamos até derminada hora. E ele disse a frase mais deliciosa da semana (acho que depois de ler meus pensamentos):
- Nada. Hoje vamos ficar só olhando.
E ficamos.



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenho muito a dizer, não.
Só não tenho tido muita paciência para o-mais-do-mesmo. O que inclui gente depressiva.com e compras no supermercado.
Então, para não falar bobagem, prefiro me preservar e ficar observando. O que, claro, não me confere, exatamente, o status de boazinha. 
Melhor pensar bobagem, que falar bobagem, certo?

Ah! Vi 2012 (com meses de atraso). A.i.n.d.a bem que não gastei dinheiro no cinema. 
Alice ainda está na pauta. E O Homem de Ferro também. 
Só falta arrumar um tempinho...


(Benett - daqui)

domingo, 2 de maio de 2010


(Laerte - daqui)

Rindo aqui.
Hoje, aliás, agora há pouco, disse uma coisa parecida para o "meu amigo psicólogo".
Nem tudo é paranóia, obssessão, neurose ou histeria.
Às vezes, é só o cotidiano mesmo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

 (Laerte)

30 minutos para atravessar a Paulista, que deve ter uns 3 a 4Km.
Engarrafamento às 23h. 
Pense aí...
Claro, isso é meio atípico, mas...
O bacana é que, devagarzinho, pude ver as exposições que estão em cartaz.
Afinal, para que morar em Sampa se não aproveitar?

P.S. O Minicooper é lindo, né? Meus olhinhos brilharam quando vi por dentro.
P.S2. A-d-o-r-o cheiro de coisa ardida. Cheiro fresquinho.  Comprei um sabonete de hortelã delicioso.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

(Michael Parkes)

Ontem dei carona a uma amiga. Era o meu dia. E voltamos conversando. Atualmente, nessa correria insana, quase não conversamos mais.
Ela é uma das mulheres mais inteligentes (e desorganizadas) que eu conheço. Pós-doutora e completamente pirada. É claro que a vida cobra um preço pela genialidade. O dela é esse. Mas, acho que ela nem liga. Até gosta.
Eu sempre dou risada quando estou com ela. Figuraça. Além do mais, aprendo muito e de verdade.
E ontem, mais uma vez, veio uma lição. Há dois anos ela teve câncer na garganta. Foi uma fase difícil. Eu me lembro. Muita quimioterapia, alimentação especial (por tubo), magreza excessiva  e o medo da morte, pungente e insistente.
A lição não foi a superação do câncer. Quer dizer, essa lição, ela já havia me dado antes. Ontem, o que me doeu, foi ouvir:
- Essa é a coisa mais difícil que eu já passei em toda a minha vida. Mais difícil que qualquer coisa que eu pudesse imaginar.
E eu olhei para ela sem saber o que dizer. Como alguma coisa pode ser mais difícil que o câncer?  Que a morte?
O filho da minha amiga, com 17 anos, teve o segundo surto psicótico. Drogas.
17 anos e dependente químico. 
Filho de pai e mãe geniais e intelectuais. Bem nascido, bem criado e alimentado. Amado pela família e drogado.
Eu olhei para ela, desfiz minha cara emburrada de quem está cansada e de saco cheio e me rendi.
Eu não tenho problemas. Aliás, é claro que eu tenho. Mas, em uma comparação sem sentido, porque cada vida é diferente da outra, eu não tenho problemas. 
E ainda reclamo. 
Decidi que preciso realmente descansar. A exaustão tem me deixado chata. E eu não sou assim.
Estou assim.
Decidi ontem que vou prestar atenção mais em mim. Na minha família e nos meus amigos (os que valem a pena, claro).
Hoje fui ao salão, fiz as unhas, arrumei o cabelo, conversei com a minha mãe e estou aqui escrevendo. Pensando no trabalho, é claro, mas me dando horas. Porque, guardadas as devidas proporções, a conselheira estelar está certa. As pessoas podem ser dependentes de várias coisas. Trabalho pode ser uma delas e eu não quero, nunca, perder o controle sobre minhas escolhas. Quero poder decidir o que é melhor para mim. E não vou deixar que empresa nenhuma ou coisa nenhuma faça isso por mim.
Ponto.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Me ofereceram uma aula dos sonhos.
Eu queria muito. Na verdade, esperei por isso um tempão, mas adivinha?
Agora não é a hora.
Vamos manter a sanidade, né? (Ou, o resto dela).

(Bichinhos de Jardim - daqui)


Err...
Já é segunda de novo?


segunda-feira, 19 de abril de 2010


(Garfield - daqui)

Estou indo para a ginástica agora. Preciso, né? Esses dias excedi o limite de qualquer limite.
O dia hoje vai ser puxadérrimo. Tanta coisa pra fazer que você não acreditaria.
Confesso: estou com uma preguiça inominável.
Enfim, em nome de um final de semana sem fazer nada, hoje e amanhã eu terei de trabalhar mais de 20 horas por dia. E, claro, agora estou desesperada sem saber por onde começar.
Mas... quarta é feriado. Viva Tiradentes, viva Pedro Álvares Cabral, as caravelas, o calendário gregoriano e os dias que começam ao meio dia.
Amém!

P.S. Estou doida por um café. Mas eu iria ficar ligada no 220v. Sem chance.

Bem que me avisaram. Hoje eu não consegui fazer n-a-d-a.
Cansada total. Mas valeu a pena.
Revi e abracei amigos muito queridos, como o Grego (da foto).
Estava pensando sobre isso esses dias: tenho amigos de looooonga data.
Eu sou difícil de conquistar. De verdade. Mas, uma vez que isso aconteça, é para sempre. Raramente ocorre o oposto. Mas...
:P


(Eu e o Grego)


(Teto)



domingo, 18 de abril de 2010


(Eu e o Venan)


(Eu, de Minnie)

Cheguei há pouco.
A "festa do chapéu" foi muito (muito) boa. Mesmo.
Eu e o Venan ficamos muito felizes. Deu tudo certo, apesar da correria.
A decoração estava ótima, as comidinhas deliciosas e a bebida gelada.
É bom, de verdade, reunir os amigos queridos. Melhor ainda foi receber o carinho de pessoas, que, mesmo distantes, sempre lembram. E ligam. E mandam torpedinhos ou emails.
Acredite, isso é importante para mim. Por isso, este ano, resolvi comemorar.
Depois eu posto mais fotos.
:)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

É hoje.
Viva!



segunda-feira, 12 de abril de 2010


Não gosto de ir ao mercado. Fila, muita gente e barulho. Não gosto de barulho. Mas isso, você já sabe.
Abro uma exceção para o mercado à noite. Aliás, de madrugada e se possível, no Pão de Açúcar. De onde acabo de chegar com meu capuccino descafeínado, pão integral, queijinhos e patês. O detalhe é que fui comprar cerveja para o meu aniversário. Voltei sem a cerveja. Mas comprei Lambrusco. :P
Vi uma cerveja uruguaia que já ouvi falar: Patrícia. Dizem que é muito boa. Eu, honestamente, não gosto de cerveja. Salvo em momentos especiais e em boa companhia. Como a companhia vai ser boa, vamos ter cerveja.
E vinho, e você. Porque você está convidado. 
Se o convite ainda não chegou aí, é só me escrever. E nem adianta me perguntar o e-mail. Se você vem aqui, é porque é amigo. E se é amigo, sabe como me achar.

.
Pense em uma pessoa com sono. E cama agora é uma realidade (bem) distante.
Falta quanto tempo pra meia-noite?


domingo, 11 de abril de 2010

 (Vladimir Kush)

Essa semana, quase não fui a ginástica. Uma lástima. Mas enfim...
Também não fui a acupuntura porque não consegui brecha.
E pior: desmarquei a terapia.
Lindo, né?
As desculpas, você já conhece. Trabalho demais e tempo de menos. 
Sabe o mais preocupante? Esta semana que começa, vai ser ainda mais corrida. Por isso, ontem à noite eu decidi ficar em casa e, hoje, só vou sair para caminhar, comprar meu jornal e o meu almoço (que, por dever cívico, deve ser light).
Já desmarquei com todo mundo e não vou dar as caras na rua. O dia de ontem já foi o suficiente. Eu realmente estava a fim de ver gente. E gente diferente. Para mim, é muito estranho ficar mergulhada em um ambiente onde o máximo de ousadia é usar um tênis vermelho. Não que eu goste de gente surtada e que se acha moderninha. Não é isso. Mas me faz falta conversas inteligentes e pensares que extrapolam o mais do mesmo. Já começo a me achar meio suburbana ouvindo o que falo e refletindo sobre o que vejo. Cada um com seu cada qual, mas eu preciso de mais. Expiração e inspiração. 
E, paradoxalmente, eu preciso de calma para colocar as ideias no lugar. Eu demoro para decantar o que os meus sentidos produzem. Vai ver, por isso, ando sem foco. E, tem aquela velha máxima, que piegas ou não, faz todo sentido agora: quando você não sabe para onde ir, qualquer lugar serve.
E, não, não é qualquer lugar que serve para mim. Serve o lugar que é a justa medida do que eu sou. E a exata medida do que quero. Seja lá o que isso signifique.

sábado, 10 de abril de 2010

Ando meio boba.
Quase morri de rir com essa tirinha.
:)


"Roubei" esse vídeo de um amigo do "menino mais meigo do mundo".
Genial.
Aulas assim são muito divertidas.
Pena que eu não tenha a mínima habilidade técnica pra fazer coisas assim.
Ainda.
Mas, não posso mentir. Também invento das minhas. 
Nhé!

sexta-feira, 9 de abril de 2010









Falta uma semana certinho.
:)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

  (Klimt)

Hoje, quando voltava pra casa, lembrei, mais uma vez, do que ele me disse.
"Se é para morrer, que seja no meio das pernas da mulher que amo".
E eu sempre sorrio quando lembro disso.
E eu sempre sorrio quando lembro dele.
Não é segredo que, para mim, o melhor e mais intempestuoso afrodisíaco, é a inteligência inquieta de um homem que sabe o que diz. E eu não vou mentir para você. Conheço poucos, muito poucos homens assim.
E ele é assim. Genial, doce e encantadoramente lascivo.
O sorriso mais escrachado e pervertido que eu conheço.
Os olhos mais interrogativos que eu já olhei.
E eu suspiro quando penso nisso.
E, foi também em um suspiro, que ele me disse, entre tantas coisas que já me disse, que queria me ver morrer.
E achou graça do meu jeito sem jeito de lidar com a situação.
- La petite mort, Lidiane.
Sim, eu sei. La petite mort. O átimo do orgasmo. A morte mais curta e mais deliciosa de todas.
Hoje, quando voltava pra casa, lembrei mais uma vez do que ele me disse.
E de como ele riu quando contei dos meus medos de menina.
De como ele chorou quando contou que nunca mais veria a mãe.
De como gosta de falar, d-e-v-a-g-a-r o meu nome, lambendo as vogais, depois de beijar as consoantes.
 
Hoje, quando voltava pra casa, lembrei do poema bobo e sem rima que fiz pra ele.
O meu anjo catalão. O meu incubus encarnado.

O homem que quis a minha morte.


Que você morra.
E que morra agora,
sufocado,
afogado,
exaurido.
E que entre minhas pernas,
latentes e assassinas,
você clame,
chore,
e me peça para morrer de novo.
E de novo.
E de novo.
Até que o sol,
meu amante impiedoso,
acorde em fúria
mandando embora a lua,
minha cúmplice assassina.
Silenciosa.
Velha.
E senhora das meretrizes.


terça-feira, 6 de abril de 2010


Duas da manhã e eu estou trabalhando.
É, eu sei. Dançarina do Tchan ganha mais e não leva trabalho pra casa.
Ainda vou trabalhar por esporte.
Anote aí, fazfavor.
:P





(Bichinhos de Jardim - daqui)

segunda-feira, 5 de abril de 2010


 (Benett - daqui)

Eu dei muita risada quando vi essa tirinha. 
Acho que ninguém aqui vai entender, além de nós dois. 
Por isso, ela vai para você, corazón.



(Siegfried Zademack)

Hoje é o aniversário de uma amiga muito querida e ela fez um sarau para comemorar.
Comemorar não apenas mais um ano, mas também a casa nova, a vida nova, mudanças de perspectivas e os novos rumos de sua vida. O engraçado é que os amigos permanecem os mesmos. Ou quase os mesmos.
Bom estar entre eles.
Mas, confesso. O melhor de tudo foi ver uma foto nossa, na época da formatura, e perceber que mudamos tanto e mudamos tão pouco. Continuo (sem modéstia) com o mesmo rosto de menina. Os cabelos (bem) mais curtos, a cintura da calça jeans (bem) mais baixa (calça baggy é o fim), quilos a mais e a mesma vontade de descobrir o mundo.
Em uma segunda olhada na foto, percebi que descobri muito pouco do mundo. Quero viajar mais. Conhecer culturas diferentes da minha, estender meus horizontes, ouvir outras histórias, e amar outros amores.
Quero, definitivamente, trabalhar menos e viajar mais.
E, acredite, isso não é apenas um desejo. É um acordo que acabo de fechar comigo mesma.
Se quiser ir junto, é só abrir as suas asas e me acompanhar.
Tenha certeza: você será muito bem vindo.

sábado, 3 de abril de 2010



(Laerte)


Páscoa sem chocolate(s).
Dureza, mas... conseguindo (até agora).
E com licença, vou ali caminhar.
Na chuva.
:P

sexta-feira, 2 de abril de 2010

 (Remedios Varo, em Ruptura)

Chegou abril. Meu mês.
Mês de outono.
Que eu amo. 
Mas, ainda tudo muito confuso. Inferno astral, TPM, muito trabalho e pouco tempo.
O engraçado é que ainda não consigo processar a maioria das informações que recebo. E elas chegam de todos os lados...
Em um deles, ouvi, ontem, que sou muito segura e independente. Como se isso fosse uma coisa assustadora.
Mas... com licença. Eu, segura?
Ahahahaha.
Brincou, né?
As pessoas, realmente, não têm noção do que as outras sentem ou pensam. 
Talvez seja melhor assim, porque, sinceramente, acho que a idade, apesar de me dar mais tolerância, está me deixando mais seletiva. E isso me faz separar quem eu amo, de quem é apenas útil para mim. 
E, perdão, mas não me importo se você me acha pragmática demais. Porque esse é um outro engano. 
Gostaria de poder amar a todos, mas a vida não é feita só de delícias.
Por isso, já aprendi a dizer não aos outros
Agora, preciso aprender, urgente, a dizer sim. Sim e sim.
Para mim.

(Fernando Gonsales)