quinta-feira, 19 de maio de 2011

(Bichinhos de Jardim)

Frio, mas frio de verdade.
Hoje saí com duas meias, meia calça, calça, camisa de algodão, camisa de lã e sobretudo de lã.
Gorrinho e nenhuma vontade de ficar gripada.
Quase aconteceu.
Tive uma crise de espirro no trabalho por causa do cheiro de uma cera que usaram no meu andar. Foram uns 30 espirros seguidos. :(
Ah! Estou sem telefone em casa. Só celular.
Estou até com preguiça de contar o porquê.
Então, se quiser ligar, já sabe.
E essas férias que não chegam...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

 (Erick Drooker - Drowning Saxophone)


Mudar nem sempre é fácil. Nada mais chavão que isso.
Definitivamente, não sei lidar com pintor, pedreiro, marceneiro etc. Gosto de tudo bem feito e sou detalhista. Aí, já viu, né? Então, decidi que o melhor é trabalhar feito louca (mesmo), pagar o que contratei e pedir, peloamordedeus, a alguém de confiança para acompanhar a "obra". Ponto.
Há dias em que todo mundo está ocupado, então, lá vou eu. É estressante demais para a minha natureza ver o serviço sendo feito do avesso, permanecer calma e tentar explicar (de novo e de novo) o que quero.
Dá-lhe chá de camomila, acupuntura e exercício de respiração.
Enfim, a minha mudança foi adiada. Motivos diversos. Entre eles o cheiro da tinta das portas. O pintor prometeu que essa seria a primeira coisa a ser feita. Adivinhe... foi a última. E ele se recusou a usar tinta base água, porque, abrem aspas: o acabamento fica péssimo. 
A minha surpresa foi verificar que ficaria ruim mesmo se ele usasse a tinta fabricada por Nossa Senhora das Portas.
Nem vou falar da inacreditável confusão que o marceneiro ainda está fazendo com as portas do guarda-roupa.
Amanhã vão instalar uma janela anti-ruído e eu vou acompanhar. Nem quero pensar nisso. Vou até meditar antes de sair de casa. :P
Minha chefe disse que estou "queimando karma". De acordo com as previsões dela, depois dessa, na próxima vida venho de Gisele Bündchen. 
Amém, né? :)
A parte boa é que, aparentemente, a suposta gastrite está controlada com os remedinhos naturais receitados pelo médico. O exame é na terça que vem, mas estou me sentindo um pouco mais disposta. Sinceramente, acho que tudo isso tem fundo emocional. O cansaço potencializa tudo, então...
A outra parte boa é que, mesmo querendo cama, tenho saído mais. Sábado fui ao teatro e ontem, depois de uma odisséia no trânsito, conseguir chegar em um show de jazz no Sesc Pompéia. O melhor? Tudo sem pagar. Ganhei o ingresso do teatro e do show. 
E viva os amigos. :)


domingo, 8 de maio de 2011

 
Ontem, finalmente, assisti ao sexto filme de Star Trek: "The Voyage Home" (De Volta pra Casa). 
O próximo passo é comprar o box de filmes da "Next Generation" (e ver todos de uma vez só). 
:P
Pois é, se eu tivesse coragem, faria até uma tatuagem. Só que, você sabe, sou medrosa demais pra isso. 

Mas fica aqui registrado: amo!


domingo, 1 de maio de 2011

 

Foto da exposição de Escher 

O Transitivo anda abandonado, eu sei. E peço desculpas aos meus poucos e fiéis leitores. Mas, vocês me conhecem, quando eu fico enjoada de alguma coisa, preciso me manter distante. E estou assim  para o lado de computadores e de internet. Cansada mesmo. 
E, claro, isso não é em vão. Muita coisa tem acontecido. Muita mesmo. 
Nem sei por onde começar. Talvez dizendo que, finalmente, terminei a monografia que me fazia ter pesadelos toda noite. Ainda vou receber as "sugestões" de consertos do orientador, mas, o trabalho pesado, acho que terminei. Não ficou nada de extraordinário. Mas se levarmos em consideração que trabalho em três lugares diferentes, escrever uma monografia foi um milagre. 

Andei meio dodói. E sei que isso é fruto de stress e cansaço. Mas, secretamente sei que eu sou assim mesmo. Tenho sempre que me sabotar e me entupir de trabalho. Não é só o dinheiro. Acho que o tempo todo fico me testando e faço disso o meu muro das lamentações. Pura distração, segundo a Conselheira Estelar. Faço isso para me distanciar de coisas mais importantes. E, bom, nada pode ser mais importante para mim, do que meu bem estar... Ou seja, eu devo ser um tipo de masô com requintes de rabugice.

E por falar em rabugice, Nossa Senhora da Reforma me proteja. O barato (nem tão barato assim) sai (muito) caro. Lidar com o pintor tem sido mais difícil que dar aula pra 150 alunos em uma sala apertada e barulhenta. Mas uma hora a pintura vai acabar. Tem de. 

O feriado da Páscoa foi agitadíssimo. Por causa disso, claro, meu trabalho todinho está atrasado. Mas quer saber: paciência. Não se pode ter tudo na vida, né? E eu resolvi que merecia isso. 
Tinha bastante tempo que não fazia tanta coisa em tão pouco tempo. Uma delas foi trocar de roupa em plena feira livre, com a minha irmã fazendo cabaninha. Cheguei em Santos de calça jeans e morrendo de calor. Tive de comprar um vestido às pressas na feira de artesanato. E, claro, peguei engarrafamento na volta, porque né...

Vi a exposição de Escher no Centro Cultural Banco do Brasil. Estou completamente encantada. Se eu já amava, agora o meu amor é ainda maior. O cara era um gênio. E, às vezes, olhando as obras, ele me dava a sensação de uma gravidade bem humorada. Assim, feito eu. 
(OK, forcei).

Vocês viram o casamento do William e da Kate? Ando tão romântica, sabe? Achei tudo lindo!
Vocês percebem a gravidade disso? Eu de-tes-to festa de casamento. São cansativas e chatas. E eu fiquei encantada, feito uma dona de casa, com o casamento deles,  Sei lá, as pessoas precisam sonhar mais e brigar menos. Incluindo eu.

Estou mais mulherzinha que nunca e choro por tudo. Hoje mesmo fui chorar no banheiro, longe de todo mundo, depois de ter visto um filme pela terceira vez. Daqueles de sessão da tarde.
Hormônios? 
É a única explicação, porque fui criada pra não chorar. 
Percebem a maluquice? Ou então, estou realmente me modificando aos poucos. 
Plutão é um putão. Dizem que é culpa dele eu estar assim.
Sei...

Comprei um cinto grosso. Daqueles da moda. Só rindo. Me sinto ridícula falando isso.
*suspiros*
amos ver se vou ter coragem de usar.
Me senti uma boba quando experimentei. Mas o negócio é quebrar paradigmas, não é? Então...

Falar nisso, marquei um médico naturalista pra amanhã. Ao contrário das outras vezes, estou com vontade de ir e acreditando que pode dar certo. Tem de dar certo. Eu preciso que dê. Quero ficar bonita e saudável. E acho que beleza não exclui saúde. Então eu quero e pronto.

E antes que eu esqueça: as fotos do meu aniversário estão aqui.
É só clicar e o link abre.
A festa foi bem diferente do ano passado. O que é compreensível. Eu estou diferente.

Bom, é isso. Não contei nem a metade, mas a preguiça me arrasa. E amanhã é dia de trabalho.

P.S. Espero voltar logo pra cá. 

P.S.2. Não vou reler esse texto, senão, apago como fiz com os outros.

UPDATE: deletei as fotos. :P Quem viu, viu, quem não viu, marque pra me ver pessoalmente. :) Vou adorar!



sábado, 16 de abril de 2011


(Ilustração de Ceó Pontual)




Hoje é o meu aniversário!
36 anos.
A delícia é que ninguém acredita. Eu sei que tenho cara de mais nova e, ultimamente, me aproveito disso sem o menor constrangimento.
Os últimos anos têm sido de muita (muita) luta, dificuldades e claro, conquistas. Assim é a vida de uma ariana. Marte me rege e Marte é guerra. No meu caso, uma guerra pessoal, que travo comigo mesmo.
O desafio dos próximos anos é continuar vencendo batalhas, mas com a suavidade e a leveza que eu quero (e mereço).
Então, 1, 2, 3 e... já!



sexta-feira, 8 de abril de 2011

(Goya)

Uma semana dormindo pouco (trabalho) e, mais recentemente, duas noites sem dormir (insônia por preocupação).
Ontem, um professor colega meu, sempre muito inteligente, cavalheiro e gentil, me sai com essa:
- Nossa, você está com olheiras profundas. Está acabada hoje. Aconteceu alguma coisa?
Só me restou rir e falar a verdade.
Mas, vamos combinar: esse é uma Ferrari ao contrário. Vai de 100 a 0 em 3 segundos.
Mereço, né?


quinta-feira, 7 de abril de 2011

 (Laerte)

Escrevi um monte de coisas. Mas apaguei.
Não precisa. A tirinha é auto-explicativa.

P.S. Dia especial. Muuuuuuito cansativo, mas especial.


quinta-feira, 31 de março de 2011

 (Ceó Pontual)


Eu, realmente, acho saudável falar menos e escutar mais.
De verdade.
Adoraria fazer o estilo moça educadinha, sabe? Conversar pouco e baixinho, ser meiga, discreta...
Mas vamos encarar a realidade, eu sou um texto que anda. Um grande texto que anda. Cheio de vírgulas, acentos e escrito, vez ou outra, em CAIXA ALTA.




quarta-feira, 23 de março de 2011

 (Yerka)

Há muito, muito tempo, a conselheira estelar repete: "se quer respostas diferentes, faça movimentos diferentes".
Ontem isso caiu como uma luva.
Ainda é difícil resistir ao mais fácil. Mas hoje fizemos um acordo: foco no presente.
Juro, eu tento. Só que, ouvindo "Dream On" (tks Jai), não posso deixar de pensar o quanto o passado ainda está encravado em cada poro da minha pele.
Menos hoje. Menos a cada dia, é verdade.
Mas ainda aqui.
Talvez um exorcismo resolva.
:P

terça-feira, 15 de março de 2011

 (Di Cavalcanti)

Alguém por aí, tem, por favor, um pouquinho de paciência e força de vontade?
Aceito doações.

domingo, 13 de março de 2011

(Macanudo - Liniers)
(Pesare)

Com tanta coisa triste acontecendo no mundo, sobra pouco direito de resmugar. Mas o velho hábito é insistente. E cá estou eu para dizer que algumas coisas importantes para mim ainda estão pendentes. Não vão para frente e nem para trás. 
A verdade é que estou agoniada para resolver tudo, mas sempre aparece alguma coisa para adiar um pouquinho minhas fabulosas (ah! ah! ah!) resoluções. Nesta altura da vida, já entendi que tudo tem a sua hora certa e que se não é para agora, tenho de ter a sabedoria e esperar um pouco.
É, mas na prática, não funciona assim. É muito ruim e desalentador esperar. Estou me esforçando bravamente. Mesmo. 

Enquanto isso, troquei de celular. O meu antigo quebrou e confesso que resisti até o último minuto. Queria mesmo era mandar consertar, mas já estava há uma semana sem aparelho. Estou orgulhosa. Ao invés do melhor e mais legal, comprei o mais funcional e mais barato. Foco.
Preciso, né?

A notícia boa é que não estou com pneumonia. Confesso que fiquei assustada com a cara da médica quando pediu os exames com urgência, mas aparentemente, a situação é mais tranquila. Agora é só tomar os antibióticos. E vamos nós, né? Porque 2011 começou cheio de novidades. :P

A tela do Pesare é para combinar com o meu sábado. Cheguei em casa às 16h. Às 17h30 já estava dormindo e só acordei hoje de manhã, às 8h.
Precisava.

terça-feira, 8 de março de 2011

 (Macanudo - Liniers)

Estou dormindo um pouco melhor. Finalmente.
Acho que isso tem uma relação inconsciente com o fato da minha tia preferida ter chegado esta semana.
Estar perto dela é sempre muito bom.
Calma, acalentadora e muito, muito querida. 
Até os meus dez anos de idade, o bolo dos meus aniversários era presente dela. 
Nunca mais comi um bolo como aquele. Delicioso.
E eu nem gosto de bolo.
Óbvio, ela é da família do meu pai.
A parte baiana da minha vida.
O que me lembra que, por natureza, eu sou mais otimista e alegre do que tenho sido nesses últimos tempos.
Então... 



segunda-feira, 7 de março de 2011

 (Os Irmãos Metralha - adivinhe de que editora...)


Há mais de um ano, a Abril debita indevidamente, todo mês, valores da minha conta corrente.
O banco não sabe do que se trata, eu não sei do que se trata e o pior: a Editora Abril não sabe do que se trata.
Cansei de ligar pra lá e a resposta é sempre a mesma: nada cadastrado no meu CPF.
Cansei mesmo. É como se todo mês alguém abrisse a minha bolsa, tirasse dinheiro e não me desse a chance de saber para onde esse dinheiro está indo. E, claro, tudo dentro da legalidade. Parece até imposto!

Hoje foi a minha última ligação. Juro. E, se providências não forem tomadas, vou ao Procon, ligar para jornais denunciando o acontecido, mandar e-mail para o Papa, e se preciso for, botar uma faixa em frente ao prédio da Abril.
Cansei.
É muito abuso.
Ou, como diriam os mais corajosos: ROUBO.

(Jean)

Vou ali acender uma vela e pedir pra Nossa Senhora do Ziriguidum que o carnaval demore bas-tan-te pra passar.
Ainda tenho de ler um monte, dormir muito e, sim, trabalhar. Porque ascendente em capricórnio, você sabe, né? É o fim.



quinta-feira, 3 de março de 2011

 (Imagem de Arthur de Pins)

Acabaram as minhas tirinhas sobre trânsito, chuva e gripe.
E, como isso tudo acabou comigo durante a semana, nem tenho muito o que falar, além de perguntar quando a vida voltará ao normal. Porque, né? Já deu, São Pedro.
Tenho dormido sentada. Quer dizer, dormido não é exatamente o melhor termo. À noite, depois de vãs tentativas de respirar pelo nariz, levo tudo para o sofá da sala, ligo a televisão e sento. Até que, depois de uns dez programas, eu cochilo.  E acordo agradecida à Nossa Senhora do Soro Fisiológico.
Mas hoje, chutei o pau da barraca e depois de uma crise vergonhosa de tosse na aula, resolvi tomar um antialérgico. Preciso aguentar uma tarde e uma noite de trabalho com voz. Além da sexta. E sim, já tentei gengibre, mel, limão, alho e reza brava. Tudo isso separado. Tudo isso junto.
Enquanto isso, o país inteiro comenta Sandy, como garota propaganda da Devassa. 
É pra rir?
De virgem à devassa. Mas sabe... por um milhão, se alguém chamar, faço até propaganda de lingerie. 
Sério mesmo, acho que o conceito deve ser esse: o jogo do contrário. Chama-se atenção, atrai-se um novo público, vende-se mais e todo mundo fica feliz.
Por isso, se liga Hope, minha agenda está disponível. 
Por enquanto.
:P

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

 (Chema Madoz)

Estou esperando a chuva passar há mais ou menos cinquenta minutos.
Preciso sair para trabalhar, mas não quero ir nadando. Não mesmo.
O mês de fevereiro termina hoje, espero que com ele, essas tempestades de verão.
Já deu, né?


Como alguém chora vendo American Idol? 
Pior, estou apaixonada pelo Steven Tyler (com uns vinte anos de atraso).

Tem coisas, sabe, que a gente não deve fazer e insiste.
Então, hoje, resolvi não desobeder as evidências. 
Melhor assim, né?

Vendo o Oscar. Terrível.
Fora isso, muita vontade de ver O Discurso do Rei e Cisne Negro.
Espero que isso aconteça logo.
Mesmo!




sábado, 26 de fevereiro de 2011

.
Acabei de ver "O Segredo dos seus Olhos". Não entendo porque demorei tanto...
Sinto *muita* falta de ver filmes assim, e ler livros como o de hoje de manhã.
A cama fica até mais macia quando um livro deita junto.

Falar nisso, tirinha perfeita. Eu gosto muito do trabalho desses dois.


(Fábio e Gabriel Bá - daqui)

 (Bichinhos de Jardim - clique na tirinha para ampliá-la)

Hoje eu escolhi não fazer nada.
Porque estou aprendendo que tudo tem seu tempo e nada também tem seu valor.
:P

(Alex Andreyev - Late)


Estou em casa, sozinha. Só o rádio tem voz.
Enquanto a música, baixinha, ao lado da cama, enche o quarto, leio histórias que, minhas, parecem tão distantes que não me reconheço mais nelas. As cicatrizes ainda estão abertas. E eu, fechada. Há frestas. Por elas, passam histórias incompletas. 
Em meus delírios, olho as pessoas que parecem saídas de um livro. O homem magro, que beija a moça baixa. Ele, personagem de Kafka. Ela, invasora do meu sonho, sem papel certo em uma história que nunca vou escrever.
O senhor no trem, de chapéu, me fez ter medo do futuro. Imagino que a moça, maquiada para trabalhar, tem passos duros e um dia de reclamações.
Como será o meu dia?
Planejei escrever e terminar um texto que parece infinito e impossível.
Tenho medo do que está por vir.
Não tenho fome, não tenho sede.
Só uma dor enjoada e a resistência em tomar remédio.
Leio de novo histórias antigas. Estou cheia delas e vazia de enunciados.
A cama desarrumada, os pratos na pia, o som do rádio e o cotidiano insistente.
Meus delírios, agora, parecem vindos de um lugar que não conheço. Mas é mentira. Os pensamentos são familiares, a dor é familiar, o meu rosto, mais velho e sóbrio, é tão meu que quase já não o vejo.
Não atendo o telefone e saio.
Não estou para ninguém. Nem para mim.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Parece que *todo* mundo anda com os ânimos exaltados.
Todo mundo.
A chuva quase destruiu meu bairro,o trânsito ficou o caos e, apareceram goteiras em casa. Como se não bastasse, hoje, meu carro apareceu amassado e cheio de água no estacionamento.
Fui reclamar e EU estou errada. Ainda tive de escutar o funcionário do estacionamento berrando comigo à meia-noite, quando cheguei. Já é a terceira vez que meu carro aparece amassado ou arranhado e ninguém (ninguém) sabe quem foi. E, claro, eu estou errada.
Fui ameaçada, o "senhor" me xingou e eu estou errada. Porque sou grossa, mal educada e, aparentemente, tenho de aceitar, docemente e em silêncio, quando detonam o que é meu
Pra falar a verdade, há tempos quero tirar meu carro de lá, mas não tenho onde colocar. Não tenho garagem em casa. O detalhe é que ele me disse que eu não "deveria" mais colocar o carro lá.  E que se ele não quiser, eu não coloco.
Estou brava, sabe? Muito brava. Tentei conversar, porque é isso que eu faço quando quero resolver alguma coisa, mas a vontade era pegar as minhas coisas e me mudar. Sabe quando uma pessoa é cínica e olha para você com raiva? Não gosto de ser feita de boba, não gosto que gritem comigo e não permito que me ameacem. Foi o que eu disse a ele.
A resposta: tome suas providências. Quer meus documentos?
Amanhã vou pagar o estacionamento e garantir mais um mês lá. Espero que dê certo.
Não sei se estou a fim de falar com o dono sobre isso. Eu queria mesmo era ter outro lugar seguro e agradável para estacionar. E ser feliz em paz.
Enfim...
Aí, abro meu feed e vejo um post de uma ilustradora que adoro, falando sobre isso: desavenças. Ela se explicando que não foi de propósito o que desenhou, que não era aquilo e tals.
Peraê: agora a gente tem de explicar o humor? Pedir desculpas pela interpretação alheia?
Não aguento.
O tempo todo parece que as pessoas estão prontas para briga. Ou como medo de uma.
Estou em uma fase sensível demais para ter de me preocupar com mais essa. Mas tenho, porque a vida é o cotidiano e não fábulas com finais felizes.
E dá-lhe chá de camomila...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

 (Vladimir Kush - Icarus)


Um viva para o fim do horário de verão!
\o/


sábado, 19 de fevereiro de 2011

 (Antes)

 (Agora)

Estou assistindo à primeira temporada de "Shit My Dad Says".
Até agora não acredito que é o protagonista do seriado é o "Kirk".
Ele está com-ple-ta-men-te diferente. E, pasmem, razoavelmente engraçado. 


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

(Laerte)

12 km é o trajeto que faço dia de quarta-feira, à noite, para chegar ao trabalho.
Normalmente levo 40 minutos. Com a chuva inacreditável de ontem, levei 2h40.
Apenas.
:P

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

 
(Laerte - daqui)

Experimentei um vestido lindo (e caro) esses dias. Respirei fundo, agredeci à vendedora e saí da loja.
Foi difícil. Mas, consegui.
Aí chego em casa e vejo essa tirinha. 
A única coisa que passou pela minha cabeça foi:
- Será que já venderam? 
Hoje fui lá.
Venderam.
:(


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O problema é que gosto de resolver minhas coisas logo.
Não gosto de indefinições. E não gosto que mintam pra mim.
Mas a vida não é assim.
OK! Eu sei.
Então, esperar é o que me resta. 
Para acompanhar, chá de camomila.

Ser ariana tem seus inconvenientes...


(Bichinhos de Jardim - clique na tirinha para ler)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Acabei de ver "O Lado Cego", e chorei como uma garotinha o filme inteiro.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

(Laerte)

Hoje fui trabalhar às 6h30 da manhã, do outro lado da cidade. Claro.
Dei aula, saí correndo para uma reunião e me perdi com o GPS. Que óbvio, não reconheceu as recentes modificações na Marginal. 
Lindo isso.
Vi uma batida de carro e, uma hora depois, cheguei, finalmente, ao meu destino.
Fui recepcionada pelo meu futuro "chefe" e tchum, me esborrachei no chão, enquanto andava até a sala de reuniões.
Ele me socorreu e eu fiz piada com a minha queda. Porque, né? Se é pra ficar com vergonha, o pacote tem de ser completo.
Almocei, estou tomando um chá de camomila (bem forte) e espero cochilar uma hora. À noite, mais trabalho e amanhã de manhã: aula.
Definitivamente, as férias acabaram.

sábado, 29 de janeiro de 2011

 (Tirinha do Fernando Gonsales - daqui)

Acabei de achar uma formiga no meu travesseiro. Daquelas miudinhas.
Sinceramente, não sei o que ela fazia lá.
Se me perdoam o trocadilho, os meus pensamentos pós-ferias não estão, necessariamente, doces. 


P.S. Lendo Pierre Lévy. Finalmente, um livro "de verdade", depois de tanto blá blá blá em 2010. Acho que nunca falei aqui, né? Mas sou apaixonada por Lévy, mesmo com aquele otimismo todo...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

(Chiclete com Banana - Angeli)

Hoje eu vou ter 3 reuinões. De 2 horas cada uma.
Se você me perguntar o por quê, sei até responder. Só não me pergunte o para quê.
E, voltamos ao batente. :P

Meus sonhos, nesta semana, têm sido completamente bizarros. E, o pior, acho que sei do que se tratam.
Em todos eles há um enredo. E, claro, eu sou a protagonista. Sei que existem outras pessoas nesses sonhos, mas "só consigo me ver". E, o mais óbvio: a resolução da paranóia central dos sonhos está em minhas mãos. E, tcham... eu sempre uso. Mas, antes do desfecho, ou o sonho acaba, ou eu passo para um próximo que não lembro.
Claro como o rio Tietê, certo? 
;)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

(Ilustração de Ceó Pontual) 

Há alguns (muitos) anos, uma amiga perguntou, em uma dessas conversas que só as mulheres entendem, o que era mais importante pra mim: palavras bonitas ou atos simbólicos.
Eu, claro, prefiri as palavras bonitas (de preferência, apaixonadas). "Palavras são o meu reino". Algo assim, piegas e confessional deve ter passado por minha cabeça na hora da resposta. Isso, eu aposto.
Mas, o tempo passa.
Hoje, eu sei que quando se gosta de alguém, palavras, às vezes, são apenas palavras. E assim como as minhas, que podem ser cortantes ou doces, de acordo com a minha conveniência, com o meu amor ou... com a minha raiva, as pessoas têm, em sua maioria, esse mesma sentimento.
Palavras continuam reinando no meu diminuto e translúcido universo, mas convenhamos, não importa o que digam pra mim, se com as frases, não vierem o corpo e a alma.
O tempo talvez tenha levado grande parte da minha leveza, mas certamente me deixou uma fatia generosa de experiência.
Talvez Balzac esteja mesmo certo. Talvez...


sábado, 22 de janeiro de 2011

Preciso dizer mais nada, né?
E, antes que as férias acabem, vou ali ver um filminho e tomar água com gás.
Calorrrrrrr. 
:P

  
(Benett - daqui)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

 (Tirinha do Gilmar - daqui


E, claro, continua chovendo horrores em São Paulo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Alex Andreyev - You Leave

Rindo aqui do meu "inofensivo" escrito com "c", do post anterior. E ninguém me avisa... :P
Talvez não seja tão inofensivo assim, né? Terá sido um ato falho?

Chove sem parar em São Paulo. Meus planos, hoje, são de tirar os livros do quarto e passá-los para a sala. Com estante e tudo. Ainda estou criando coragem e ensaiando o movimento. Bom, já tirei o quadro da parede onde a estante vai ficar. Já é um começo... :)

As férias estão no finzinho. Quer dizer, teoricamente, já voltei a trabalhar. Mas ando com uma preguiçaaaaaaa. Até aí, nenhuma novidade.

Torcendo para que 2011 seja tranquilo e feliz. Sei que estou repetindo isso sem parar. Mas quero vencer o universo pela insistência. :P

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

De volta e quase imersa na realidade. Mais alguns dedos e a culpa de não fazer nada vai me consumir.
Não que o começo do ano tenha sido dos mais fáceis, porque não foi. Mas há compensações e uma delas foi ter visto, de novo, o mar de Salvador.
Fazia tanto tempo. Tanto! Quase esqueci de onde eu vim. Talvez porque eu tenha andado preocupada demais em saber para onde vou.
E, confesso: ainda não sei. Mas consegui relembrar de algumas coisas perdidas. De onde eu vim, as pessoas são sorridentes e briguentas. O sorriso é aberto, verdadeiro e espontâneo. As brigas fazem parte de um cotidiano barulhento e inofensivo. Brigas cutâneas e esquecidas rapidamente.
O ar de Salvador cheira a dendê e a maresia. Não a um ou a outro. A mistura é mais forte que a unidade. Dendê e maresia juntos. Apesar da bênção de todos os santos, Salvador é regida pelo deus sol. Onipresente e ardido.
As mulheres de Salvador são grandes, impetuosas e, em sua maioria, espontâneas. Manter um diálogo é fácil e, quase sempre, agradável. Os homens de Salvador são viris e fazem o estilo "conquistador", ainda que sejam pouco cavalheiros. O que, de certa forma, me agrada neste momento. A androgenia tem me deixado entediada nos últimos tempos. Talvez por isso, eu olhe para os lados e sinta certo desconforto. Cuidei do intelecto e descuidei dos meus desejos. E eu tenho muitos desejos.
Me tornei um robô do cotidiano e uma escrava da responsabilidade. Agora eu vejo.
Por que eu não posso, de forma natural, trabalhar em estado de alegria, no lugar da angústia e da pre-ocupação?
Eu amo São Paulo, sabe? Mas agora entendo, realmente, o que Caetano sentiu quando compôs Sampa.
Do avesso ou não, prometi para mim mesma, que em 2011 eu vou abrir espaço na minha vida para possibilidades que andei camuflando. Entre elas, o amor.
Agora é esperar pra ver.

domingo, 2 de janeiro de 2011

(Mafalda, do Quino)
 
Seis gibis lidos.
Cinco filmes vistos.
Váááááários livros na cabeceira.
(Muita) Cólica.
24 horas de chuva ininterrupta.
Família toda em casa (cachorro incluso)!
É... 2011 promete! :P

P.S. Alguém quer uma tia mala?
P.S.2. "I L Y T". :)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(Ilustração do Benett, daqui)

Para uma mulher, achar o shampoo perfeito é quase tão importante quanto o primeiro beijo. E, não, não é exagero. Por isso, hoje, quando acordou, foi para o banho com a secreta esperança de que dessa vez, daria certo.
Até cair no chuveiro. Em um daqueles tombos cinematográficos e perigosos. Caídos em câmera lenta.
Secretamente e no chão, amaldiçoou o condicionador. O rótulo prometia cabelos macios e cachos definidos. Do cabelo, ainda não sabia, mas tinha certeza de que o chão do box estava escorregadio pelo excesso do condicionador cuidadosamente enxaguado pela água fria (que não resseca e dá brilho).
- Nunca mais compro dessa marca. Juro!
Já no hospital, na salinha de raio X, cheia de dor e despenteada, perguntou ao moço se tudo bem, já que as primeira "chapas" não foram suficientes.
- Tudo, é só pra garantir. Mas, você vai precisar tirar a roupa de novo e deitar na maca.
- Assim, sem flores e sem vinho? Pensou, com vergonha de sua calcinha folgada e de algodão.
Saiu do hospital sem poder sentar e xingando baixinho o médico. O motorista do táxi, coitado, ficou assustado com os urros abafados em cada curva fechada.
- Moça, desculpa. Quer que eu vá mais devagar?
Um "quero" anasalado foi tudo que conseguiu dizer.
Chegou em casa, jogou a chave na mesa e fez um chá. Alérgica, sem poder tomar remédio pra dor, chorou em pé.
Até a hora em que, cansada de chorar, foi lavar o rosto inchado e vermelho. Só então percebeu que seu cabelo estava com um brilho incomum e com os cachos domados.
Sorriu satisfeita e ainda com dor foi ligar para a mãe, que estranhando o horário, perguntou, preocupada se havia acontecido alguma coisa.
- Caí tomando banho, mãe. E adivinha? Sabe aquele shampoo com queratina? Deu certo!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

(Vladimir Kush - Visitor)

Sabe essas retrospectivas de fim de ano?
Urg!
Pior. Com o fim de 2010, resolveram, claro, fazer retrospectivas da década. De todas as maneiras, em todos os segmentos.
É demais pra mim.
Demais.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

 
Férias, enfim!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Estou apaixonada pela Mei de "Meu Vizinho Totoro".
Definitivamente, quero um Totoro pra mim. E, claro, andar de Catbus. :)

(Imagens do filme "Meu Vizinho Totoro")

terça-feira, 14 de dezembro de 2010


(Laerte - daqui)

Boba que só.
Toda vez que eu vejo essa tirinha, dou risada.
Muita risada.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

(Pesare)


Quuuuase em ritmo de férias. Ainda falta, mas hoje choveu tanto, tanto e tanto, que não arrisquei ir para a Zona Oeste trabalhar (você leu direito, eu não fui trabalhar). Pinheiros está completamente alagada. E, eu... bom, eu estou aqui em casa, arrumando uns cds, separando uns filmes e me preparando para o resto da semana.
Aproveitei o dia mais calmo, hoje cedo, para comprar uns CDs fabulosos. Estou ouvindo o primeiro dos Secos e Molhados. Não é por acaso que os caras botaram de cabeça pra baixo o cenário fonográfico daquela época. Aliás, estou comprando muita coisa boa dos anos 70. 
Hoje, a única lástima foi descobrir que o meu DVD de Star Trek (a Série Original) está com defeito. Ele, simplesmente, pifou do episódio 23 em diante. Justamente o episódio que o Khan aparece. Droga.
O mais chato é que o cara que me deu o DVD... acho que não vai querer me dar outro. :P
Minha garganta está doendo. Será que a causa é o ventilador no meu nariz 24 horas por dia? Muito, muito calor. Você nem imagina...



(Vladimir Kush)

Sábado fui para a terapia de coração aberto. Anotei, durante a semana, o que consegui, em um caderninho, para não me distrair e me enrolar. Fui disposta a ouvir, mais do que falar. Fui porque queria ir e não porque era o dia de ir. 
O intento, mais do que a intenção.
Na volta, duas horas depois, liguei o rádio e ouvi um trechinho de uma música do Oswaldo Montenegro. Era tudo o que eu queria escutar. Uma voz doce, cantando pra mim. 
Acabou a música e ele começou a falar.
Era uma entrevista.
Fiquei feliz pelo caminho mais comprido que eu havia decidido fazer.
Eu, que nunca choro, comecei a chorar, copiosamente, enquanto ouvia Lua e Flor. Não pela música, pela letra, pela melodia ou pela entrevista. Era por tudo junto e por nada daquilo. 
Há tempos não leio o que gosto, não canto o que sei de cor. Há tanto tempo não escrevo textos que eu leio depois e gosto. Só porque eu estava apaixonada. E só por isso.
E eu que nunca mais me apaixonei... 
Eu sinto falta desse estado de encantamento. Me apaixonava por um livro e lia tudo o que podia do autor. Porque eu me apaixonava por ele também. 
Me apaixonava por alguém, por um cheiro, por um verso ou pela paixão. Simples assim. Era um estado latente em mim. Hoje eu só me protejo. E trabalho. 
Ascendente em capricórnio.
Não dá mais pra voltar ao que era antes. O sentido não está no retroceder. Para mim, neste momento, está no entender. E viver. 
E, por hora, a minha percepção indica que os meus sentidos não apontam para o que eu julgo estar certo. Porque o meu julgo só me atrapalha. Ele mastiga a minha liberdade. E a minha potência.
Não foi o choro que me mostrou isso. Foi, de novo, a paixão. Por aquela voz, por aquele homem cantando, por eu estar ali, de vidros abertos, ventilando.
Acho que entendi que, no abafamento em que me tranquei, do que sinto falta não é o vento ou a ventania.
É a falta do existir pra ventar.






domingo, 12 de dezembro de 2010

Acho que nunca dei tanta risada assistindo a "The Big Bang Theory".
Acabei de ver o episódio 10, da quarta temporada e a melhor pergunta da noite foi:
- "What is the best number?"
Juro que pensei que a resposta seria 42, mas ouvi um 73.
E o melhor de tudo: Sheldon (o mais engraçado e sem noção personagem da série) considera "tesão", "um fardo que todos nós temos de carregar". Coisa facílima de resolver, aliás, usando a "disciplina mental vulcaniana Kolinar".
Serião, se eu fosse uma mulher que tivesse um Sheldon na vida, mudaria de planeta. Certeza.
 (Jerico Santander)

Domingo e um solão.
Sabe o que eu vou fazer hoje? N.a.d.a!
Talvezzzzz, mais tarde, eu desça pra comprar jornal e volte.
Pode ser que, à tardinha, eu resolva finalizar umas coisas pendentes da faculdade. Quem sabe...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Que eu amo a Turma da Mônica (e assino as revistinhas), não é segredo para ninguém. Idem para Star Trek.
O legal? Chegar em casa depois de um dia cheio, tomar banho, deitar na cama e, de repente, ler isso:

(Cebolinha nº 48, Editora Panini)


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Estou super atrasada para o dentista (sim, de novo). Mas não resisto.
Essa aqui eu vou usar na minha primeira aula de MKT ano que vem.
No meio de tanta chateação, é bom rir, certo? 
Isso me fez lembrar um livro antigo do Ruy Castro: "O melhor do mau humor".
Preciso achar e reler. É ótimo.