quinta-feira, 26 de abril de 2012

(Adão Iturrusgarai)




Ainda tem alguém aí? Porque eu sei, sumi tempo demais. Uns dias, por falta de tempo, outros, por falta do que escrever e, recentemente, por pura falta de vontade. Feio, né? :(
Hoje estou me forçando. E, claro, olhando para o relógio porque estou cheia de coisas para terminar. Estou completamente atrasada com os prazos do meu trabalho. Odeio ser cobrada, e, todos estão me cobrando. Adoeço de chateação.
Mas, cá estou eu (de novo), na esperança de que a vontade de escrever apareça de repente. E que os assuntos fluam. 
Duvidê-o-dó, mas...

Ai, ai! Faz tanto tempo que nem sei por onde começar.

Meu aniversário talvez seja uma boa. Pois é, fiquei mais velha no dia 16 de abril (êêêê!).
Nenhuma novidade interessante para contar. Levei bolo para o trabalho três dias seguidos. Todos comeram, menos eu.
O que não adianta nada, porque ninguém engorda, só a fofolete aqui. Engordo de olhar pro bolo. Lástima.
Sei que o stress faz isso. O negócio é ficar zen, mas como?


Pausa para um comentário fora de contexto: começou a chover. Droga.


Voltando...

Todo ou (quase todo) fim de semana faço ou vou a algum lugar bacana dar um passeio básico. Acho que tenho fotos. Se der tempo, posto algumas hoje.

No fim de semana passado, fui ver a feirinha da Benedito Calixto de manhã. Tudo tão caro. Nossa! Vou começar a guardar minhas coisinhas para no futuro vender lá. Caramba, viu? Coisas que joguei fora, hoje valem pequenas fortunas. Essa moda retrô me faz rir. Enfim...
Depois, fui comer empanada em um restaurante chileno. Gostosa, gostosa, mas muito gordurenta e aí, dor de cabeça. Na verdade, não sei se foi a empanada ou a cerveja geladérrima, mas...
À noite, visitamos um amigo e abrimos um vinho africano que ganhei de aniversário. A dor de cabeça, que estava quase sumindo, voltou. De novo, não sei se foram as comidinhas ou o vinho.
A decepção do sábado ficou por conta da "balada". Desde que o Madame Satã reabriu (agora, com o nome só de Madame), estava louca para ir. Aproveitei o fim de semana do meu aniversário e  fui de VIP. É caro à beça pra entrar. E quer saber, ainda bem que não paguei. Foi a pior música que já escutei na vida. O lugar é bem legal. Gostei da decoração, mas a música... deprimente. Horrorosa. E, estava vazio. Ou meio cheio...
Bueno, se levarmos em conta o meu humor no dia, super vazio.
O R. ficou desolado. Odiou. Ele sempre ia lá antes do Madame Satã fechar e conta história atrás de história dos "bons tempos". Que, pelo visto, ficaram para trás, porque prometi que não volto lá (e ele concorda).
O domingo foi bemmmmmm melhor.
Não me lembro direito, mas acho que fomos primeiro no Sesc Vila Mariana ver uma míni expo de máquinas fotográficas analógicas. O tempo estava friozinho, então, fica super aconchegante sair. Vi também uma expo de fotos modificadas. Gostei.
Depois, fui (finalmente) ver a exposição do Angeli no Itaú Cultural. Estava a cara dele e adorei.
A foto, logo aí abaixo, foi tirada na salinha "da luz vermelha". Os quadrinhos "proibidos" estavam lá. E, claro, não podia perder a chance de mostrar, pelo menos, como era o "climão" da sala. 
À noite, filminhos. Estou assistindo a quadrilogia (existe essa palavra?) do Frankenstein. Parei no segundo, "A noiva do Frankenstein". E, gostei, gostei! Quero muito ver os outros. São filmes clássicos (e engraçados), com o Boris Karloff.
Também comecei a ver "Saló ou 120 dias de Sodoma". O R. estava desconfiado que eu não iria gostar, mas estou adorando. Estou realmente curiosa para terminar.
E no cinema, dia desses, vi "Um método perigoso". Achei tão fraquinho. Falaram tanto e necas. Eu sou enjoada mesmo.

Meus primos estiveram aqui no feriado da páscoa. Foi ótimo revê-los. Uma pena que, ultimamente, não coma comida baiana (caprichadérrima), porque, foi o que mais teve aqui em casa. O cheiro me deixou louca de vontade, mas saúde em primeiro lugar. :P

Lembra do meu dentista? Ontem voltei lá para uma revisão. Um dentinho da frente, apesar de dormir com aparelho móvel toda noite, estava separando. Resultado, tive de fazer uma radiografia panorâmica e agora, vou precisar usar o aparelho móvel de dia também, pelo menos, até o mês que vem. Depois, o doutor vai ver o que fazer comigo (palavras dele). Grrrrrrrrr!
Mas, sinceramente, faço tudo pra não precisar usar o aparelho fixo de novo. Lembra das minhas lamúrias, né?

Pergunta: por que os carregadores de notebook estragam tanto? O do meu netbook foi pro saco. Minha irmã comprou outro e adivinha? Uma semana de uso e não presta. Vou trocar, claro. Mas dá uma trabalheira... Muito, muito chato.

Livros, esqueci de falar deles.
O R. me deu dois, agora em abril. Quadrinhos! \o/
Antrologia da Aline (Adão Iturrusgarai) e Mr. Natural. O primeiro já li, o segundo, estou terminando. Ultimamente, só consigo ler coisas assim. Por prazer, claro. Porque por obrigação, continuo lendo as chatices catedráticas. No domingo passado, demos uma passada na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e achei, por dezesseis reais, "Até mais e obrigada pelos peixes" . Comprei e está na fila pra ler. Adoro Douglas Adams, vocês sabem.  :) 
Na fila para terminar, a biografia de Steven Tyler e um livro muito, muito interessante sobre Man Ray. Todos presentes! :)

Também ganhei bolsa e sapatilhas novas. A-do-ro sapatilhas, mas caramba, meus pés são enjoados. Machucam à toa. Acredita que embora lindas, elas machucam o calcanhar? Já passei vela, já passei um produto aqui pra "lacear" e ainda estão machucando. Droga, viu? Bom, comprei outras duas, não tão lindas, mas que são confortáveis. Pelo menos, né?

Instalei o Instagram no celular. Fiz uma conta fake, já que não quero aparecer, só tirar fotos. Achei o Instagram mais ou menos. Não entendo esse furor das pessoas. O retrô realmente está à toda. Vou ver se o R. me empresta uma lomo. Aí, faço fotos legais e mostro aqui. Fizemos fotos assim, no Beco do Grafite, lá nas Perdizes, mas já tem uns meses. Tem uma aí embaixo pra você ver.

Bom, já passou da minha hora. Ainda preciso fazer dez mil coisas e nem comecei. E sexta ainda tenho prova de inglês, para a qual, claro, não estudei. Afe. 


Pra terminar, realmente, foi mal ter sumido, mas sei que você entende (entende, né?).

P.S. Hoje é uma data querida pra mim. 26 de abril! :)


(Expo do Angeli - foto na "sala da luz vermelha")


(Expo no Sesc Vila Mariana)


(Com cara de delegada)


(Sobreposição com uma Lomo FishEye)


P.S. Texto sem revisão (pra variar)


sexta-feira, 30 de março de 2012


"Para nossa alegria" estou de volta. :P
O inusitado é que eu estava com vontade de escrever, mas o tempo... Sempre ele!
Queria comprar tempo, só que também não tenho dinheiro. Combinação dramática.
Enfim, here WE go.
Vamos comerçar com a sessão reclamação, porque TPM é para isso. 
:)
Estou cansada de tanto trânstito.
Eu e o resto de t-o-d-a a população paulistana.
Na terça, dia de ir para Pinheiros, choveu canivete. É sempre assim. A Zona Oeste de São Paulo fica intransitável com chuva e, claro, sempre chove na terça. Único dia da semana que vou para Pinheiros. O trânsito parou. Meia hora para percorrer um trecho que faço em cinco minutos.
Isso acabou com o resto do humor que eu havia guardado para o fim de semana.
Falar nisso, há duas quintas-feiras, depois de dois ótimos anos, meu contrato com uma faculdade estadual acabou. E não, não posso renovar, porque todas as renovações possíveis foram feitas. Tenho de ficar afastada este ano, para, quem sabe, voltar no próximo. Tomara.
Na sexta, pobre de mim. Inventei de pegar um caminho alternativo e tchammmmmm, rodei o dobro do que imaginava.
Adoro descobrir novos caminhos e me garantiram que esse era ótimo. Um pouco mais longo, só que com bem menos trânsito.
Então tá.
Tive até de pagar pedágio para chegar em casa. Dos R$ 5,00 na minha carteira, metade se foi.
A parte boa? Sempre tem. A paisagem era linda. E, bom, conheci um caminho diferente. Porque, né? Se eu não inventar uma coisa boa qualquer, surto.

Hoje, sexta-feira de novo, levei quase duas horas pra voltar. Tietê e Salim paradas. E nem estava chovendo. Quero só ver à noite.

Sábado passado, de manhã, casamento em um buffet na Serra da Cantareira. Fui com a minha irmã e levamos mais de duas horas pra chegar. Nos perdemos umas três vezes. Não é ótimo?
O mais legal? Só conhecia o noivo e o irmão do noivo. Minha irmã, madrinha e melhor amiga do irmão do noivo conhecia todo mundo, mas não pode me dar atenção porque estava no altar.
Fiquei o casamento todo sozinha, pensando na vida e em como casamentos são caros (e chatos).
Acho que devo ter passado umas mil mensagens de celular durante a cerimônia.
Como o casamento foi de dia, teve um almoço. E adivinha, eu estava na mesa do pai do noivo. Todo mundo passava por lá para nos cumprimentar. E eu, na minha infinita cara de pau, fingia ser a pessoa mais natural do mundo.
A comida estava ótima. Para quem come carne, claro.

Hoje, bom... hoje eu acordei lembrando de como meu pai era cavalheiro. Falta isso no mundo. Dia desses estava no trabalho, prestes a passar por uma porta e tchum! Ela se fechou. Na minha cara. Pois é, na minha cara. Porque o "gentil" professor que vinha antes, não esperou.
Eu fiquei lá, imóvel, sem acreditar. Olhando para a porta que foi fechada. Fechada na minha adorável cara.
O diretor viu a cena, se apressou, abriu novamente a porta e gentilmente me ofereceu passagem.
Não foi o porteiro, nem outro professor, foi o diretor. O chefe do meu chefe. Então, me responda por favor: educação agora é só para o andar superior da hierarquia?
Porque, você sabe, desde pequena me ensinaram a pegar a menor fatia de bolo, deixar as pessoas passarem, dizer por favor, com licença e, principalmente, obrigada.
Acho que essa prática está obsoleta.
Não apenas nos homens. Mas, principalmente nos homens.
Lastimável.

P.S. Texto sem revisar, então, vai desculpando...


UPDATE: Lindo, fui ler o texto de novo e, não basta errar em português, errei também em inglês. Consertado. 
E, se você achar mais aberrações, favor avisar. A audiência agradece. :P

quarta-feira, 21 de março de 2012

Nem preciso comentar.
:P
(Gilmar - daqui)

terça-feira, 13 de março de 2012

Por que ninguém acredita quando digo que tem história "pornô" da Branca de Neve e os Sete Anões em quadrinho?
E ainda, vendida na Livraria Cultura, o "must" do "more" dos moderninhos de SP...
Taí, scaneei a capa do livrinho da "Branca de Neve". No box que eu ganhei (simmmmm, eu ganhei - e nem sabia!), são 4, cada um com uma temática diferente:
Volume 1: Damas;
Volume 2: Cavalheiros;
Volume 3: Animação;
Volume 4: Paris (porque a vida também é chique, meus amores...).
:P


P.S. Os livros estavam o tempo todo aqui em casa. 
O R. escondeu pra minha mãe não ver. Imagine o que ela iria pensar *dele*, né?
:)




segunda-feira, 12 de março de 2012

(Berkozturk)


Eu não sei quem me disse, mas às vezes tenho a impressão que se não fizer tudo direito, vou receber um castigo dos céus. Grilos na minha sopa, beterraba no meu sorvete e alguém me cobrando 24 horas por dia uma vida perfeita e cheirosinha.
Bom, alguém cobrando, eu já tenho. 
Eu mesma me cobro 24 horas por dia. E como tenho tendências masoquistas fortes, eu cobro, mas não resolvo o que está sendo cobrado, só pra, claro, me cobrar de novo.
Por isso, hoje, especialmente, hoje estou sofrendo muito.
Tenho prazo para cumprir e não vou cumprir. Tenho dívidas pra pagar e não vou pagar (pelo menos, hoje). Pois é, tenho um monte de coisas pra fazer e estou aqui no blog, tentando me convencer que, esse tempo não é desperdício. É higiene mental.
Então tá. 
Cada um se engana como pode...


Ontem fui almoçar lá no Tempo Zu Lai. De novo. Dessa vez, não estava bom como de costume, então, aproveitei pra enfiar o pé na jaca e comi pão até a semana que vem. O pão estava bom. E não era de lá. :P
O R. comprou ontem quatro livrinhos de sacanagem. Bom, confesso que eu fui a motivadora disso, com todo respeito. Ele estava, todo puro, casto e compenetrado procurando um livro de fotografia quando, fuçando as estantes da Cultura, eu os vi. Quadrinhos no estilo Carlos Zéfiro, só que americanos. Até a Branca de Neve e os Sete Anões são personagens. É engraçado de tão bobo.
Adorei.
Aí, fui procurar pra ler agora, enquanto protelava mais uma vez a entrega do meu freela (o que está me tirando o sono) e tcham...o bonito deixou o livro de fotografia aqui e levou os "catecismos". 
Não me resta outra alternativa. Sem os livrinhos, não tenho mais como enrolar. Vou ter de trabalhar.
Então, com licença. Primeiro o dever, depois o prazer. Ou quase isso.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cólica, cólica, cólica. Não fui trabalhar hoje de manhã. Com dor, não dá. :(
Então, munida de uma enorme bolsa de água quente, uma xícara fumegante de chá de erva-doce e meio zureta por causa do remédio, cá estou.
Eu deveria estar estudando em casa, ou trabalhando para (tentar) colocar as coisas em dia, mas quem raciocina desse jeito? 
Nada como começar o dia das mulheres sentindo dores típicas de mulher... :P


Faltando gasolina nos postos de São Paulo por causa do protesto dos caminhoneiros à restrição de tráfego na Marginal Tietê e na Salim. Consegui encher o tanque na terça à noite, mas de etanol. Fila em posto de gasolina é o fim. 
Para ser sincera, estou achando a Marginal e a Salim uma maravilha sem caminhão. Um alívio. O percurso voltou a ser o que era antes. Sem aquele engarrafamento infernal e aquela loucura de caminhão em t-o-d-a-s  as faixas, dia e noite, sem parar. Usar a direita pra que, né? 
Em compensação, ir para Pinheiros, na Zona Oeste se tornou uma odisséia. Ô estresse! Só ouvindo muita música. Estou pensando até em comprar audiobooks. Sério mesmo.


O calor continua. Um pouco mais brando. Já consigo respirar sem suar. :)


Acho que ainda não contei. Há uns três ou quatro domingos, fui passear em Itapecirica da Serra. Lá tem um templo budista (Kinkaku Ji) com um lago, réplica exata de um outro em Kyoto. Ouvi falar maravilhas, então, lá vamos nós...
É bem bonito. E, apesar de ser uma espécie de "cemitério" de cinzas de famílias orientais cremadas, o lugar é razoavelmente leve. Talvez pela amplitude, já que o "cemitério" fica só em um pedaço da área. Que aliás, é grande. Li que são 190 mil metros quadrados, no meio da Mata Atlântica. 
Minha noção de espaço talvez não seja a das melhores, mas não achei tão grande assim. Bom, também não andei por tudo... :P
Vale a pena, se você tem fôlego para subir escadas. A descida para o templo foi uma maravilha. Árvores, laguinho, paisagem. Na subida, não conseguia ver nada além de mais escadas. Quem manda ter o preparo físico de uma tartaruga? Acho que é quase 1 Km só de escada....
E, para registro, as atendentes foram muito, muito educadas. Coisa boa e rara.
Algumas fotos pra você.
(Portal de entrada - Kinkaku Ji - escadas)
(Caminho para o Kinkaku Ji - mais escadas)
                                           (Kinkaku Ji)
                           (Sombra no Caminho das Cerejeiras)

 (Kinkaku Ji - foto em Infra-vermelho)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

C
A
L
O
R
Pra combinar com o dia de hoje:

(Gilmar - daqui)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sim, eu sou desconfiada. Sangue mineiro (misturado com o baiano).
E tenho dois graves defeitos (além dos que você já conhece):
1. Se eu estou com (muuuuuito) sono ou com cólica, não sou boa companhia.
2. Mentir pra mim é como me insultar. E eu sempre sei quando estão mentindo pra mim. Ou quase sempre. Mesmo que minha cara de boba ou meu jeito atrapalhado mostrem justamente o contrário. 
É isso.

P.S. As aulas mal recomeçaram e eu já estou cansada. E com sono. Mas, vamos em frente porque é preciso. E eu preciso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sem muitas novidades no front.
Os quilos a mais do fim de ano ainda estão aqui, me deixando nervosa. Juro que estou comendo direitinho, sem exageros e de forma bem saudável. Mas nada deles irem embora. Hunft! 
Talvez "reza braba" adiante. Vou tentar.
Choveu muito semana passada. Muito. Tanto que fica difícil até falar sobre isso. Meus pés encharcaram e meu cérebro alagou. Nunca peguei tanto engarrafamento na vida e óbvio, meu humor ficou com score negativo.
Esta semana parece que vai melhorar. Amém!
Semana retrasada fui em um templo em Itapecirica da Serra, chamado Kinkaku Ji. Foi bem bacana, mas o Zu Lai dá de dez. Ainda não vi as fotos, mas acho que, dessa vez, não ficaram boas.
Fiz o sacrilégio de fotografar com a Rolleiflex do R. Nossa, é difícil, viu? Tenho jeito pra isso, não. Ele ainda não mandou revelar, mas estou até com medo. 
Voltei pra terapia. E estou feliz por isso. Só falta a acupuntura.
Falar nisso, tenho dormido super pouco por causa do trabalho, chego tarde e acordo cedo, mas acho que no fundo, eu sentira falta se não fosse assim. Masoquismo?
Não sei, de qualquer jeito, acabei de almoçar e meus olhos estão fechando.
Vou jogar tudo pro alto e cochilar meia hora, antes que fique pior. Hoje o dia vai ser longo. 
Depois volto.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Oficialmente as férias já acabaram. Mas, sinceramente, ainda não estou no ritmo.
Meus trajes não negam. Uma e meia da tarde e eu em casa, de camisola e pé no chão. Tudo bem, é sábado, mas em período de correria, a essa altura, eu estaria insandecida, resolvendo (muitas) coisas.
Parte da culpa dessa "leseira" é do relaxante muscular que fui "obrigada" a tomar hoje.
Minhas costas estão ardendo de dor. Tudo porque precisava terminar um trabalho para entregar ontem. E não, esse não é o fim da minha odisséia "freela nas férias". Ainda preciso gravar (você leu direito - gravar) quatro vídeo aulas e preparar o material para elas. Ô dureza! Mas, vou ter de arrumar coragem não sei de onde. Além do prazo estourado, faço isso também pelo pagamento. Ainda que pouquinho, vai ajudar a cobrir parcialmente o rombo de fim de ano (sempre ele) . Enfim, historinhas de uma professora sem glamour, mas com humor.
:P

Falar nisso, parece que meu sorriso ainda vai dar um pouco de trabalho. Voltei no dentista e há uma semana uso o aparelho móvel direto ao invés de só dormir com ele. Vou fazer uma panorâmica e ver o porquê alguns dentes se "movem" ao invés de ficarem comportados como eu ensinei. Droga, viu? Foram cinco anos usando o aparelho fixo, um de aparelho móvel e agora essa novidade... Mas tudo bem, façamos o que tem de ser feito.
Isso tudo me faz lembrar duas coisas: preciso voltar para a acupuntura e para a terapia. Estou sentindo falta de ambas. Fim de férias, fim da folga.
Semana que vem ligo para os meus dois amados: a Conselheira Estelar e o Dr. das Agulhas.

A parte boa: no domingo passado fui a Paranapiacaba. Meu desejo era ir de trem turístico, mas não tinha passagem, então, lá vamos nós estrada afora com o GPS em riste. :)
Juro. Nunca vi uma estrada pra ter tannnnnnnnnnnnnta neblina assim. Pense em alguém dirigindo a 20Km/h segurando o medo e sem enxergar um palmo à frente. Pensou? Era eu.
E claro, choveu demais lá.
Mas compensou.
Paranapiacaba é uma vila inglesa muito charmosa, mas pouco conservada. Como a neblina estava bem forte no início do passeio, não deu pra ver muita coisa, mas depois da chuva, conseguimos tirar umas fotos.
O R. me emprestou uma "lomo" e ensaiei uns "cliques". Segundo ele, é impossível errar com uma lomo.
Não sei porque ele fala essas coisas, mas eu acredito.
Estou doida para ver o resultado, mas ainda tenho de revelar o filme.
Simmmmmmmmmm, porque agora sou chique. Tiro fotos analógicas e charmosas na era digital. Estou me sentindo, com essa minha nova onda retrô.
As fotos digitais ficaram boas. Tem uma da ponte que atravessamos para chegar à vila de Paranapiacaba que me faz tremer só de lembrar. Juro. Eu atravessei a ponte no meio da neblina, suando feito uma jaguatirica grávida. Não sei se o medo era por causa da ponte ou por causa da neblina. Mas eu fui. Porque você me conhece, se é pra fazer, então vamos fazer logo e acabar com o trauma.
A volta, pelo menos, foi mais tranquila. E, juro, fiquei pensando no quanto foi bacana ter ido assim, sem enxergar, com medo e me sentindo em uma cidade fantasma. Se fosse um dia de sol, eu acho que não iria ter tanta coisa pra contar. Aventuras assim me fazem tremer, mas são muito melhores para lembrar depois, né? ;)


Ponte Paranapiacaba - foto RSouza


Pedacinho azul de Paranapiacaba - foto RSouza

Acho que esqueci de dizer: no sábado passado, fui à Vila Madalena, no Beco do Grafite. Estava chovendo, mas foi bacana. Primeiro porque não conhecia, depois porque os grafites são legais mesmo. Tirei algumas fotos em lomo, mas de novo: tem de revelar e blá blá blá. O fotógrafo oficial fez algumas fotos também, e claro, ficaram ótimas, mas ele ainda não me enviou, então... depois mostro aqui. Só que, sem a minha carinha, porque, né? Chega de expor minha figura (agora mais) rechonchuda.

As fotos do Templo Zu Lai já estão comigo e vou mostrar apenas duas aqui. Quando vocês vierem em Sampa, levo lá. Prometo. Super vale a pena.


Templo Zu Lai - imagem em infra-vermelho

 Panorâmica em infra-vermelho





sábado, 14 de janeiro de 2012

(Collage de RSouza)


...Como te chamas vida da outra vida,
espelho noutro espelho transmudado
lume da minha luz anoitecida?...
                                 (Jorge de Lima)


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Foto da Nasa

Há tempos não falamos. É verdade que conversamos, ainda que raramente, aqui, lá e acho que em pensamento. Mas paramos por aí. Porque a vida tem dado rumos outros para ambos.
Então, vim hoje para esclarecer, antes que a dúvida apareça, que estou igualzinha. Talvez com um pouco menos de tempero, um pouco mais de experiência. Coisa miúda que não me transforma em outra. 
Prova disso é a vontade quase insuportável de voltar a ver meus filminhos ficcionais. Por isso, hoje, sexta-feira 13, a noite vai ser dedicada à segunda temporada de Star Trek, série clássica.
Eu amo tanto, tanto e tanto, que arrumei o quarto, afofei as almofadas, apaguei a luz e comprei água com gás. 

E antes que eu me esqueça, a Rede TV começou a exibir a 1ª temporada remasterizada, todo sábado, à 0h30. O primeiro episódio já foi, mas restam 27.
Boa viagem daí, porque a daqui, com certeza, será longa e próspera. :P


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu sei que estou em débito.
Há tempos não apareço. Nem aqui, nem lá. Aliás, nem em lugar nenhum. 
Escondida nas férias.
O propósito é o mesmo de todos os anos: descansar. Mas, claro que, como em todos os anos, não consigo.
Também não consegui terminar os trabalhos que prorroguei para novembro, depois para dezembro, e agora, para o começo de janeiro. Nem dá pra comentar, porque, realmente, não tem desculpa. :P
Mas, tem coisas boas. Senão, não seriam férias.
Passei o fim de ano em Santos. E, apesar da chuva, foi bom. Ver o mar é quase como voltar pra "casa". 
Não fez sol, com exceção, claro, do dia de voltar para São Paulo. Entrei na água de roupa e tudo. Vergonhoso, mas não ia perder a oportunidade. O detalhe: a praia é imprópria pra nadar e eu não sabia. Não dava nem pra desconfiar, já que estava lotada. Lotada mesmo. Paciência. Já foi.
Gostei mesmo de Mongaguá. Cidade pequena, mas bonitinha. O cheiro de maresia e o ar "melado" me deram saudades de Salvador. Nem tão cedo dá pra voltar a Salvador, então...
Conheci um tiquinho do Centro Histórico de Santos. Estava deserto de tudo. Então, nem aproveitamos muito. Mas, tiramos algumas fotos. Umas em infra-vermelho. O resultado é sempre interessante.
Vou falar a verdade, não estava muito na "vibe" máquina fotográfica. Queria mesmo era ficar de barriga pra cima, sem fazer nada. Ou comendo churros. Porque, vou contar pra você, o churros do Boqueirão (em Santos) é de comer ajoelhada. Comi um monte na semana que passei por lá. Com isso, você já sabe: quilos na balança. Uma lástima (realmente, desolador).

Já de volta a SP, no domingo passado fui ao Templo Zu Lai (de novo). Sempre bom ir lá. Estava super cheio, mas valeu a pena. Especial atenção para o almoço. Comi tempurá até amanhã. E óbvio, já deve ter ido tudo para as coxas e para o quadril, mas valeu. As fotos ainda não estão comigo, mas já sei que ficaram muito boas. 
Depois mostro.

Voltando a 2011, lembra que falei de uma exposição de Lego, no Mube, há algus posts? As fotos já estão comigo. Ficaram ótimas, mas enormesssssssssssssss. Para colocar no Picasa preciso reduzi-las e você sabe, preguiça pouca é bobagem. Vou postar algumas aqui, depois deleto (pra variar e como sempre).

Ano passado também teve um casamento bem informal. A noiva pediu que todo mundo fosse de branco (!!!). E lá vamos nós procurar vestido branco tamanho grande. Achei e o resultado você pode ver na foto com a Super Cat. Ambas, "brigando" por causa de uma parte do "buquê feito de Sto Antônios". 

Ah! Só pra matar de inveja: na quinta teve Tributo ao Pink Floyd no Café Piu Piu. Cheguei tarde e saí cedo, mas o pouquinho que ouvi, foi bom. 

A parte de perder o celular, acho que já contei. E, estou apanhando violentamente do novo. Tem de ser engenheiro da Nasa pra mexer em tudo sem esforço. Mas (finalmente) já aprendi algumas coisas. Li trechos no manual e fiquei "fuçando". Daqui para o ano 3000 já sei mexer em tudo. :P

A melhor parte da semana: ontem, estava sozinha em casa e de cabeça quente, então, fiz uma xícara de chá e fui para a frente da TV. Vi um programa fantástico. O programa da minha vida. Nunca vi tanta bobagem e tanto erro de português juntos. O detalhe: só tem gente rica no programa. Um reality show chamado Mulheres Ricas, na Band. Um deleite. A prova irrefutável de que dinheiro não é sinônimo de inteligência. Amém!
Super recomendo: assistam e perdoem-se.

 Mube - exposição de Lego - foto RSouza

Mube - expo de Lego - foto LB

 
Mube - exposição de Lego - foto RSouza

Mube - exposição de Lego - foto RSouza

de quem é o Sto Antônio?
no casório, rindo de que mesmo?

Centro Histórico de Santos - foto RSouza

Santos - máquina de foto infra-vermelho (IR) - foto RSouza

Santos - máquina de foto infra-vermelho (IR) - foto RSouza

 Meus pés em infra-vermelho (que bizarro!)


sábado, 24 de dezembro de 2011

Matisse
 
Isso não é segredo: não gosto dessa época do ano.
Sempre sobra pra mim e tenho de ficar arrumando e comprando coisas.
É verão, então, está (muito) quente. As pessoas ficam agitadas ao extremo, há muitos carros nas ruas e todo mundo está com pressa.
Dante se daria bem por aqui.
De brinde, perdi meu celular. Na verdade, eu joguei fora. Deixei em cima do carro enquanto colocava umas coisas na mala. Colocadas, saí com o carro e o celular deve ter voado pra bem longe e quebrado. 
Ontem fui ao shopping (em pleno Natal) e comprei outro. É do jeito que queria e bem bonitinho, mas o prejuízo, muito feio. Enfim, comprei outro e, embora tenha conseguido resgatar o mesmo número, minha agenda foi pro saco.
Bom, né?
Tem mais: num ato de masoquismo e falta de amor próprio, me pesei hoje. Mesmo sabendo que engordei, me pesei. E, claro, meu humor esfacelou-se. Some-se a isso o fato de todas as minhas roupas estarem colando no corpo por causa do calor.
A notícia boa é que estou de férias. FÉRIASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.
Tenho vontade de sair na rua gritando que estou de férias. Mas, não compensa, porque eu seria internada num hospício.
É claro que tenho muito trabalho pra entregar, e com prazo vencido. Mas, dane-se. Pelo menos, vou trabalhar em casa de camisola e bebendo água gelada.

Eu sei que você me conhece e percebeu: estou sabor limão. Azeda que só eu. Quando voltar ao sabor doce de leite, volto aqui, tá?

P.S. Post sem revisar.
P.S. Aproveite o natal, tá? E não se contamine pela minha cara de limão. Você já sabe, todo ano é assim...


sábado, 17 de dezembro de 2011

(À sombra do fotógrafo) 

Adorei essa foto. Ficou boa, né? O modelo ajuda. ;)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

 (Steinberg)

Certo.
Escreva aí: ela está em crise. 
E... estou mesmo.
TPM me roendo os ossinhos, jorrando hormônios e me enlouquecendo de ansiedade.
É sempre chato. Mais chato ainda é ter de segurar isso tudo e me comportar como uma dama.
Eu não sou uma dama na TPM.
Ponto.

O trânsito está um caos só. Natal. Isso resume o meu estado de apreensão.
Todo mundo na rua, todo mundo querendo passar, todo mundo com cara de shopping.
Urg!
Essa época do ano é muito chata. Mas, vai passar.
Rezemos.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011


 (tirinha do Adão Iturrusgarai - daqui)

Todo mundo sabe que D.R (discutir relação) é uma das coisas mais chatonildas do universo.
E eu concordo. 
Conversar é bom, mas ficar toda hora de reme-reme, é demais, né? E, é verdade, às vezes, nós mulheres somos especialistas nisso. Masssssssss, nem sempre somos nós quem começamos, certo meninas? :P

P.S. Vi essa tirinha, hoje, no blog do Adão e achei que valia como piada interna. Mas, de caráter universal.
:)

 (Gigi, eu e Cat no show do Aerosmith) + (Steven Tyler)


Acho que você já sabe que a preguiça tem sido maior que a vontade de escrever. Perdoe. Mas, de certa forma, não há muito de novo para contar. E o que há, bom... é meio óbvio, embora não explícito. 
Esses dias, estava pensando no quanto você me conhece. O que me traz à questão temporal. Há quanto tempo mesmo você me conhece? E o por quê ainda está aqui comigo?
Na verdade, você pode ser trocado por vocês. Vocês quatro ou cinco. Amigos (as) de longa data.
Sinto saudades. Muitas saudades. Principalmente das conversas, sabe? Gosto de conversar. E não é com todo mundo que consigo. Com vocês, em especial, é tão bom e fácil conversar. Isso acontece, porque confio. E, como é difícil eu confiar em alguém...  
E por falar nisso, tenho vivido uma fase de dúvidas e novos prazeres. Alguns, já conhecidos, é verdade, mas repaginados. Portanto, novos. Outros, confesso, inusitados. O que tem me feito bem (pois é...).
Mas, talvez eu ainda precise ter mais coragem para encarar as dúvidas. Ou talvez eu precise, na verdade, ser menos cartesiana. 
Só que nesse momento não dá muito para pensar sobre isso. As tarefas se acumulam e a minha personalidade masô desponta. Deixo tudo para o último minuto e sofro demais com isso. 
Pior, fico divagando sobre a vida, enquanto deveria estar produzindo.Conselheira estelar me avisou e foi dura. Bastante. Disse, novamente, que preciso ter foco e não misturar as estações. Você consegue?
Porque eu me misturo e viro uma salada cósmica. Mas, adiante com as coisas. Pensar demais está aquém do que preciso neste instante. 
Saindo da parte "epistemológica", vamos ao cotidiano. 
Domingo fui ao Mube. Espaço modernista no Jardim Europa. Acho graça no despropósito do nome das ruas: Guatemala, Estados Unidos... e tudo se mistura entre lojas de Ferrari e Lamborghini. Casas lindas, ruas arborizadas, dinheiro no rosto das pessoas. E, concreto no Mube. Tanto concreto que me cansa as vistas. A exposição de Botero - "Dores na Colômbia" (que eu já tinha visto no Memorial da América Latina) me deu preguiça. Não por ver de novo, mas porque na expo há poucas obras que tenham me chamado a atenção. E sim, eu adoro Botero, você sabe. Mas não aquela exposição. 
Fui salva pelo riso da companhia, pelas mãos dadas e pelo quentinho dos olhos de quem eu olho sem cansar. Com vontade de mais (e demais).

Tenho comido melhor e engordei dois absurdos quilos por isso. Sem comentários para essa lástima. :(
Nas férias, quero voltar a caminhar. Fones no ouvido e tênis nos pés. 
Também quero ler meus livrinhos e meus gibis que se acumulam ao lado da cama. Dos filmes, nem falo. Um milhão deles para ver. Em compensação (porque para tudo tem compensação), meu riso anda mais solto, ainda que com um ameaço de preocupação me rondando. 
O que me lembra que estou na TPM. Irritadinha, chata e sem paciência. A preguiça, nem conto. Ela é cotidiana. 

As fotos do show do Aerosmith que eu tinha prometido já estão comigo. Ainda não postei no Picasa, mas quando tiver o link, posto aqui. Por enquanto, vou postar essas duas, tá? 

Logo apareço, prometo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Domingo fomos ao Jardim Botânico de São Paulo tirar umas fotos. Levamos uma Rolleiflex de uns 60 anos. Linda, linda. Eu a conheci no dia anterior e, pra ser sincera, fiquei morrendo de medo de mexer. Vai que quebra, né? :(
Estou doida para ver o resultado, mas acho que vai demorar um pouquinho, já que ainda é preciso revelar o filme, scannear as fotos, tratar as imagens, e bom... eu empaco aí. Então, melhor esperar o fotógrafo entrar em ação. Quando ele me mandar as fotos, eu mostro aqui.
O R. levou uma outra máquina dele, só que digital. Então, fizemos algumas fotos "rápidas". Uma delas, minha, segurando a Rolleiflex. Taí pra você ver. Só não me pergunte o que eu estava fazendo de preto. Saí de casa pensando que ia passar frio e fritei de calor.  L. frita com batatinhas...
O Jardim Botânico é pequenininho e arrumadinho, mas não se compara ao do Rio. No way. Mas, sinceramente, foi tão bom ter ido...
O mais engraçado do dia foi a máquina do R. se tornando atração turística. Ele teve de parar três vezes para mostrar, inclusive para um menino de uns dez anos. Foi bonitinho presenciar tudo isso. E, confesso, fiquei toda orgulhosa do fotógrafo.


(fotos de R. Souza)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

(Ilustração de Ceó Pontual - daqui)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

 (Max Ernst)

Meio sumida, eu sei. Um misto de preguiça de escrever e falta de tempo. As coisas foram acontecendo, acontecendo e quando me dei conta, já estava pra lá de atrapalhada (e dura).
Fim de semestre é sempre essa loucura e o trabalho quase me engole.
Bom, apesar disso, o saldo desses dias é positivo. Com algumas partes bizarras e outras muito boas. 
Entre as boas: comi pastel e pizza, em dias diferentes e restaurantes diferentes. Sei que parece normal pra você, mas, há quase um ano não como nada que não seja sem condimentos estranhos, sem corante, sem conservante e quase sem gosto. A médica pediu que, aos poucos, eu voltasse a comer bemmmmmm devagarzinho algumas coisas e tcham, cá estou eu, fazendo "orgias gastronômicas" para os meus padrões naturebas. O resultado é uma dor de cabeça gigante, mas, pelo menos, minha pele está intacta e não estou me coçando.
Outra parte boa foi ganhar a biografia do Steven Tyler (O barulho na minha cabeça te incomoda?). Estou doida pra começar a ler. Foi um presente, realmente, adorável.
Falar nisso, também ganhei uma poesia. Talvez tenha sido esse, o melhor presente do ano.
Eu e minha queda pelo intangível...
Pois é, achei a poesia tão linda  que criei coragem e digitei aqui. Sim, porque ela foi escrita à mão. 
É ou não é pra ficar boba?
O poeta é "surrealizante", por isso, se não entender algumas coisas, ou achar que o texto não faz sentido, desligue o seu modo de operação "racional" e viaje comigo.
Prometo que valerá a pena.

                                  XXI dias

Átomo de bálsamo noturno no beco da leoa
Curvas de instantes nascidos nos ossos de margaridas 
                                 quentes no amianto
A noite é muito rápida para eu soluçar em suas secreções
As gigantes janelas são páginas depiladas secando à sombra
                                            de véus de saliva
        Raízes que mastigam os próprios pés
                  Felina-carrosel
        Anjos com hálito de arame-farpado
                   Cabelos Pérola Ipiranga
        Orgasmos tão altos que sufocam os viadutos
O chão dobra a gota dos cotovelos
                                 e os minutos aluados do seu bailar
                   Manteiga medusa congelada em vinho-morfina
      Eu não consigo parar e respirar
      O suor nas tintas asfaltam os lábios secos
                De uma mordida esfumaçada no ventre de Sativa
A textura de sua máquina de lembrar
        Cavalga na maciez que sempre arranharei
       Lençóis bordados em corredeiras de línguas
                                                    Em carne-viva & Flor-Afrodite
Tapete epidermial em seu gosto de Circe/Carmin
                O beijo verde de um aracnídeo
Pescando o hímem do céu na boca de seus olhos
Relógios salgados escadarias da saudade gelo sangue e limão
                                                     Das nuvens de cobre
          Em cílios-carvão algodão-parábola em jasmins
Íris sorridente no seio do leite das palmeiras bêbadas
Em dendê mel e gemidos que abraçam
                                                    nossos encontros

(R. Souza)

terça-feira, 8 de novembro de 2011



(foto RSouza)

Dias movimentados e exaustivos.
Mas, com saldo positivo.
A parte trash (embora, muuuuuuuuuito engraçada e non sense) foi ficar presa no parque do Museu do Ipiranga no sábado à noite. 
Fecharam o parque e não vimos (nem ouvimos) ninguém avisando. E, acredite, estávamos bem ao lado do prédio do museu, no parque, fotografando.
Na hora de sair, o portão estava trancado com um cadeado do tamanho do mundo. Não dava para pular o portão, então...
Fomos procurar a segurança. "Muito amavelmente", ele disse que não podia fazer nada. 
- A chave fica com a administração do parque, "que pode já ter ido embora". E, sugeriu que chamássemos a guarda municipal pelo telefone (o nosso, claro).
Bacana, né?
Bom, eu "sugeri" que ia chamar o corpo de bombeiros (que fica ao lado do museu) se não achasse a administração do parque lá, onde havia sido indicado.
Milagrosamente, alguém apareceu com a chave do lado de fora do portão e tcham... estávamos livres!
Dei muita, muita risada o resto da noite lembrando.

A primeira foto do post (que já saiu do ar) foi tirada sábado agora, e é de um caleidoscópio da exposição de Olafur Eliasson na Pinacoteca.
Sério, sem modéstia, adorei o resultado da foto. E e expo, claro. Vale a pena.
Logo tiro a foto do ar, mas queria mostrar pra vocês, meus leitores fiéis e queridos.
De quem, aliás, estou com muitas saudades.

A segunda foto é de uma obra que amo, também da Pinacoteca. Ela ficava de frente, e agora, com a reestrutração, fica completamente visível, em todos os ângulos. A foto a deixou a escultura mais linda ainda (pensei que não fosse possível).
Não parece que ela está viva? São as costas e bunda mais perfeitas que já vi em uma obra! Não resisti e tive de tocar.