domingo, 26 de julho de 2009


(Van Gogh, Noite Estrelada)

Dia desses me perguntaram porque não divulgo o Transitivo e Direto. A resposta é simples. Não quero exposição porque prefiro ter a liberdade de falar o que quiser, sem a preocupação de saber quem vai ler.
Aqui só vem vocês. Ou você. E, sinceramente, prefiro assim. É mais intimista e dessa forma, me sinto mais à vontade.
Falar nisso, ontem, enquanto lia um texto lúcido e pontual do Marcelo Gleiser sobre o quanto a vida inteligente é rara no universo, me peguei pensando na materialidade das coisas.
Extrapolando o campo da ciência e pedindo licença a quem quer que esteja lendo, me questiono sobre o porquê a inteligência precisa estar, necessariamente, ligada à tangibilidade. A um corpo. E não, não falo de deus, Deus ou D-us. Falo de nós, demiurgos. Gosto de pensar que existem inteligências imateriais, que extrapolam o corpo físico e vivem além da nossa pouca e limitada consciência. E que elas estão em todos os lugares, além do espaço-tempo. Além da linha transparente e vibrante que liga o nosso centro de gravidade à consciência de estarmos vivos. E que a não materialidade obedece a um sistema de vida próprio, como o nosso, mas diferente do nosso. Um sistema no qual não há religião, porque não há mais no que crer, além da vida que rega a própria vida.
Talvez já seja assim no mundo dos poetas e dos loucos.
Talvez.
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2 comentários:

Burtonesca disse...

Uma palavra: é.

E outra: bem-vinda

Lidiane disse...

Obrigada, menina querida.